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ROMÁRIO EXPLODIU TUDO! “Falta responsabilidade de protagonista pra esses caras!”

Romário e Cafu, duas lendas campeãs do mundo, não guardaram palavras ao analisar o momento da Seleção Brasileira na Copa do Mundo. Em uma conversa franca e polêmica, os ídolos expuseram o que muita gente pensa, mas poucos têm coragem de falar: falta responsabilidade para esse grupo de jogadores. Eles cobraram postura de protagonistas, questionaram o desempenho dos laterais, debateram o momento de Endrick, Neymar e o trabalho de Carlo Ancelotti. As declarações já estão dando o que falar entre a torcida e mostram que o Brasil precisa acordar se quiser sonhar com o hexa.

Durante a análise, Romário foi direto ao ponto ao responder se falta responsabilidade para o atual grupo. “Falta eles assumirem a responsabilidade de protagonista. Assumir a responsabilidade que eu sou o melhor do mundo”, disparou o Baixinho. Ele criticou duramente jogadores que transferem a pressão para os outros e citou exemplos de entrevistas onde estrelas da Seleção dizem que fulano ou sicrano não pode ficar fora porque o time não seria campeão sem eles. Para Romário, isso é o oposto do que aconteceu em 1994, quando ele e os companheiros bateram no peito e assumiram o protagonismo. “Poxa, pera aí, tá tudo errado. Primeiro você mete o treinador em dificuldade. Segundo que você não tá assumindo uma responsabilidade de protagonista que você é o protagonista.”

Cafu, o capitão eterno, completou a análise com sua experiência de duas Copas do Mundo. Os dois relembraram os laterais históricos como Branco, Roberto Carlos, Belletti e o próprio Cafu, que chegavam à linha de fundo com garra e cruzamentos precisos. Hoje, segundo eles, os laterais viraram alas e perderam a essência da posição. “Os esquemas táticos dos treinadores hoje tão fazendo com que fique um ponta fixo que joga cortando para dentro. Você mata o seu lateral dessa maneira”, explicou Cafu. Ele lamentou a falta de treinamentos específicos para laterais que vão ao fundo, fazem cobertura e sacrificam o corpo pelo time. “Nós estamos criando hoje realmente o lateral preguiçoso, que vai até o meio, já dá a bola para o ataque e os do meio ele já cruza a bola na área.”

O caso de Wesley foi citado como exemplo positivo, mas a saída dele deixou o setor enfraquecido. Danilo e Ibanez não têm as mesmas características de chegar à linha de fundo e abrir espaços. Romário e Cafu concordam que o Brasil precisa recuperar a tradição de laterais ofensivos e defensivamente sólidos para voltar a ser competitivo.

Outro ponto quente foi o momento de Endrick. Por que o jovem fenômeno não está jogando? Ancelotti, segundo os ídolos, sabe o que faz. “O Ancelotti é inteligentíssimo. Ele sabe talvez o momento que ele tem que colocar o Endrick ou não”, disse Romário. Eles lembraram que em 1994 também questionavam por que Ronaldo Fenômeno não entrava com 19 anos. “Calma. Tudo tem o seu tempo.” O jogo contra o Haiti ou a Escócia pode ser a oportunidade para Endrick mostrar seu talento e quebrar linhas defensivas, mas o dia a dia de treinamento decide. Ancelotti não colocaria o atacante por pressão da torcida. Ele sabe o risco que corre se o Brasil não for bem.

Sobre Neymar, o tom foi de realismo. Se ele estivesse bem fisicamente, jogaria e ajudaria muito. Mas no momento atual, não está. Romário contou um papo recente com o craque: “Eu preciso de você 15 minutos, mas você tem que tá bem. Se você estiver bem, 15 minutos você vai resolver o nosso problema.” Neymar respondeu que está treinando, mas os ídolos pedem cautela: “Não queime etapa e não vá na pressão de torcida. Você precisa tá bem.”

A estreia do Brasil, considerada abaixo do esperado mesmo com vários estreantes, gerou preocupação. Apesar disso, Cafu e Romário mantêm otimismo. “Você sabe que eu sou o cara mais otimista do mundo, né? Eu acho que nossa seleção vai até a final”, afirmou Cafu. Tecnicamente, o time tem condição de chegar à decisão, desde que acerte a parte defensiva, que Ancelotti já identificou como ponto frágil. O primeiro jogo serviu para o técnico italiano mapear vulnerabilidades e ajustar o meio-campo. “Eu acho que o nosso time vai chegar na final mesmo empatando contra Marrocos”, completou o capitão.

A polêmica sobre o contrato de Ancelotti também entrou na conversa. O treinador assinou por mais quatro anos antes da Copa. Romário e Cafu veem isso como uma garantia importante. “Isso foi uma garantia para ele. Isso foi uma garantia para todo mundo. Durante quatro anos quem manda sou eu.” A CBF quis dar poder e estabilidade ao italiano, evitando a bagunça de treinadores que o Brasil viveu nos últimos anos. Ancelotti chegou faltando pouco tempo para a Copa, mas terá quatro anos após o torneio para construir uma nova era, independentemente do resultado. “Nós queremos que um treinador tenha capacidade, que ele tem, mas principalmente tempo para trabalhar.”

Romário e Cafu ainda destacaram a importância dos líderes no elenco e a pressão da torcida. Representar o Brasil em uma Copa é diferente de jogar nos clubes. É preciso assumir responsabilidade, bater no peito e puxar o time. Em 94 e 2002, os jogadores fizeram exatamente isso e conquistaram o mundo. Hoje, falta esse espírito de protagonista em alguns atletas que, nos clubes, são estrelas, mas na Seleção parecem menores.

A torcida brasileira, ansiosa pelo hexa, reage de formas diferentes às declarações. Muitos concordam com as críticas duras de Romário sobre a falta de responsabilidade e a criação de laterais preguiçosos. Outros defendem os jogadores mais novos, dizendo que precisam de tempo e confiança. O que ninguém discute é que o Brasil precisa evoluir rápido. O meio-campo para o próximo jogo contra o Haiti já é tema de debate acalorado nas redes.

Carlo Ancelotti tem nas mãos um elenco talentoso, mas ainda em construção. Vini Júnior mostrou faísca na estreia com um golaço. Endrick, quando entrar, pode ser o diferencial. Neymar, se recuperar, soma experiência. Mas a defesa precisa de ajustes urgentes e os jogadores precisam assumir o protagonismo que Romário tanto cobrou.

O otimismo de Cafu contagia: o Brasil tem time para ir longe, talvez até a final. Mas para isso, é preciso corrigir os erros defensivos, valorizar a tradição dos laterais, dar tempo certo aos jovens e, principalmente, cada jogador olhar no espelho e dizer: “Deixa comigo. Eu sou o protagonista”.

As declarações de Romário e Cafu servem como um alerta e um motivador ao mesmo tempo. O futebol brasileiro vive um momento de transição, com nova geração misturada a experientes. A Copa do Mundo é o palco perfeito para mostrar caráter. Se o grupo assumir a responsabilidade como as gerações de 94 e 2002 fizeram, o hexa pode estar mais perto do que imaginamos. Caso contrário, o sonho pode virar frustração mais uma vez.

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