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Essas gêmeas nasceram com as cabeças unidas. Você não vai acreditar em como elas ficaram depois da cirurgia!

Bernardo e Arthur Lima nasceram siameses, compartilhando não apenas a parte superior da cabeça e parte do cérebro, mas também uma veia principal que os conecta ao coração. Os médicos acreditavam que eles não tinham chances de sobreviver. Eventualmente, porém, os meninos foram submetidos a uma cirurgia para serem separados. Você não vai acreditar em como eles ficaram depois da cirurgia.

Bernardo e Arthur viviam com os pais na região de Roraima, no Brasil, desde o nascimento. Quando tinham quase dois anos, os pais viajaram com eles até um hospital no Rio de Janeiro para que os médicos pudessem realizar uma cirurgia de separação. Mas será que deveriam ter feito essa viagem? A cirurgia teria sido um sucesso? Teriam cometido um grande erro, como alguns médicos alertaram?

Os pais dos gêmeos, Antônio e Adriely Lima, foram casados ​​por muitos anos sem ter filhos. Eles desejavam ter os seus próprios, mas todos os seus esforços foram em vão. Foi uma situação de partir o coração para Adriely e Antônio, enquanto lutavam para conceber. Eles oravam todas as noites para que Deus lhes enviasse filhos e prometiam que amariam qualquer criança que Ele lhes enviasse. Infelizmente, houve momentos em que ambos desabaram em lágrimas e adormeceram.

Após muitos anos de espera, o casal finalmente teve motivos para comemorar quando a gravidez de Adriely foi confirmada, depois que ela apresentou atraso menstrual e sintomas de gravidez. Eles ficaram radiantes e certos de que tudo correria bem, mas não foi o que aconteceu.

Na décima semana de gravidez, Adriely e Antônio foram ao hospital para um ultrassom de rotina e lá receberam uma notícia que os chocou. Com o coração pesado, o médico lhes disse que os gêmeos que Adriely esperava eram craniópagos, ou seja, estavam conectados por crânios fundidos e cérebros entrelaçados que compartilhavam veias vitais, uma condição extremamente rara que ocorre uma vez a cada 1,2 milhão de nascimentos.

O coração do casal se apertou com a notícia e, por vários minutos, nenhum dos dois conseguiu dizer uma palavra. Antônio finalmente reuniu coragem para perguntar ao médico sobre as chances de sobrevivência dos gêmeos. Segundo o médico, os meninos tinham poucas chances de sobreviver e, mesmo que sobrevivessem, não teriam uma boa qualidade de vida. Eles sentiriam dor e desconforto na maior parte do tempo.

Com isso em mente, o médico aconselhou que a melhor opção seria interromper a gravidez.

“Eu sei que dói ouvir isso, mas pense em como você se sentiria vendo seus filhos lutando para fazer coisas normais e fáceis. Nenhuma criança merece vir ao mundo para sofrer”, explicou o médico.

As palavras do médico partiram o coração de Adriely.

“Não, doutor, não diga isso. Eu não posso tirar meus bebês de mim, meus preciosos bebês”, gaguejou Adriely.

“Não há nada que possa ser feito? Que tal uma cirurgia para separá-los?”, perguntou Antonio impacientemente, com os olhos cheios de desespero.

O médico balançou a cabeça e explicou a gravidade da situação dos meninos. Disse-lhes que os gêmeos não só estavam unidos pelo topo da cabeça e por parte do cérebro, como também compartilhavam uma veia importante que se liga ao coração, tornando a separação extremamente perigosa.

Apesar da insistência do médico de que não havia saída, Adriely e Antônio não conseguiam entender o ponto de vista dele. Como poderiam desistir dos seus bebês depois de esperar tanto tempo por eles? Jamais. Nem agora, nem em suas próximas vidas. Havia uma saída, tinham certeza, e juntos a encontrariam.

As semanas seguintes foram miseráveis ​​para o casal. Viviam com medo e cada dia parecia se misturar com o anterior. Houve momentos em que suas forças e fé os abandonaram, e eles se perguntaram se estavam fazendo a coisa certa ao manter os bebês. Com o passar das semanas, o casal começou a fazer os preparativos necessários para receber os bebês. Construíram um berço especial para eles, pois teriam que ficar juntos por Deus sabe quanto tempo, até que um milagre acontecesse.

No momento certo, Adriely foi levada para a sala de cirurgia para uma cesariana. Felizmente, a cirurgia foi um sucesso e, embora os meninos tivessem nascido siameses, seus sinais vitais estavam estáveis. Isso fortaleceu a fé do casal, que jurou fazer tudo ao seu alcance para separar os meninos.

Eles sabiam que separar os gêmeos exigiria uma equipe de médicos especialistas dispostos a arriscar tudo pelos bebês, então entraram em contato com diversas instituições médicas. Infelizmente, suas esperanças foram frustradas quando os médicos rejeitaram o caso, dizendo que era impossível separar os meninos.

Desanimado, o casal não sabia o que fazer. Tinham chegado tão longe, apenas para perceberem de repente que estavam caminhando para um beco sem saída. Manhã e noite, o casal rezava, chorava e esperava por um milagre. Não demorou muito para que Antônio recebesse uma ligação que mudaria sua vida: um telefonema de Armando, seu colega do ensino médio.

Armando era um profissional da saúde que trabalhava na Gemini Untwined, uma organização beneficente dedicada ao cuidado de crianças com complicações. Armando soube da história deles por meio de conhecidos em comum e entrou em contato. Ele os convidou para irem ao Rio de Janeiro para conhecer os médicos da Gemini Untwined. Ele estava convencido de que eles poderiam ajudar os meninos.

Determinados a fazer tudo para separar os gêmeos, o casal levou os meninos, que tinham cerca de 18 meses, para o Rio de Janeiro. No hospital, conheceram Noor ul Owase Jeelani, cirurgião pediátrico e cofundador da Gemini Untwined. O Dr. Jeelani demonstrou paixão pelo caso dos meninos desde o início e tranquilizou os pais.

Ele foi o primeiro médico a dizer ao casal que a situação dos meninos não era desesperadora e que eles poderiam ser separados, apesar da gravidade do quadro. Ao ouvir essas palavras, o casal ficou mais esperançoso do que nunca.

Embora os médicos da Gemini Untwined tivessem certeza de que os meninos poderiam ser separados, sabiam que tinham um longo caminho pela frente. A cirurgia era de alto risco por vários motivos. Para começar, Bernardo e Arthur já eram muito velhos para a cirurgia necessária. Segundo os médicos da Gemini Untwined, a idade ideal para separar gêmeos craniópagos é entre 6 e 12 meses.

No entanto, os médicos não desistiram de Bernardo e seu irmão gêmeo. Estavam determinados a trazer um sorriso duradouro aos rostos dos meninos e de seus pais. Antes da cirurgia, uma equipe médica passou meses se preparando para os procedimentos. Os médicos escanearam os crânios, cérebros e tecidos moles dos gêmeos para criar um modelo virtual de estudo.

Cirurgiões da Inglaterra e do Brasil colaboraram em um centro cirúrgico de realidade virtual para mapear meticulosamente a melhor maneira de separar os cérebros unidos de gêmeos siameses sem comprometer suas funções ou romper veias vitais. Eles também realizaram cirurgias simuladas virtualmente, a partir de diferentes continentes.

Finalmente, tudo o que era necessário para a cirurgia foi providenciado e, poucos meses antes do quarto aniversário de Bernardo e Arthur, eles foram levados para a sala de cirurgia para a etapa final, que poderia decidir o futuro dos meninos. Enquanto a cirurgia acontecia, Antônio e Adriely aguardavam o resultado com a respiração suspensa.

O procedimento durou a noite toda, e eles permaneceram de pé, sem pregar o olho. Depois do que pareceu uma eternidade, o Dr. Jeelani finalmente saiu da sala de cirurgia e caminhou em direção ao casal, com um sorriso vitorioso no rosto.

“A cirurgia foi um sucesso completo”, anunciou o médico, radiante de alegria.

Sem se preocupar com nada, Antônio e Adriely gritaram a plenos pulmões e abraçaram o cirurgião calorosamente.

“Obrigado! Vocês conseguiram! Nós conseguimos! Deus conseguiu!”, exclamaram, tentando conter as lágrimas, mas logo elas começaram a rolar livremente.

Os meninos foram retirados da sala de cirurgia enquanto a equipe aplaudia e se abraçava. Foi um momento incrível para todos os envolvidos. Palavras não conseguem descrever o que Adriely e Antônio sentiram ao verem seus antigos gêmeos siameses deitados separadamente, frente a frente, de mãos dadas em seus leitos hospitalares.

Você consegue imaginar? Foi a primeira vez que os irmãos puderam se olhar nos olhos. Que felicidade eles devem ter sentido.

“Nossa alegria era imensa. Foi maravilhoso saber que agora eles podiam fazer o que quisessem em momentos diferentes. Ficamos muito felizes por eles finalmente poderem se ver”, compartilhou Adriely.

Dê uma olhada neles logo após a cirurgia, não são adoráveis? Fico muito feliz que a cirurgia de separação tenha sido um sucesso. Os gêmeos estão felizes, vivendo suas vidas ao máximo e se destacando nos estudos. Desejo a eles tudo de bom na vida.

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