
Adolescente salva idoso de incêndio — um dia depois, ele leva advogados à sua casa…
William Drake tinha apenas 16 anos quando viveu uma das experiências mais aterrorizantes de sua vida. O jovem estudante, que morava em um dos bairros mais pobres de Detroit, Ohio, provou a todos que a humildade e a coragem de uma pessoa podem mudar completamente a vida de outras e, por sua vez, alterar o curso da história e a forma como os outros entendem o mundo e como ele funciona. O jovem William Drake vivia uma vida humilde e tranquila com sua mãe em uma pequena casa nos arredores de Detroit. Will sempre teve plena consciência dos problemas financeiros de sua família e das limitações que isso lhe imporia. Sem um pai ou parentes próximos em quem pudesse confiar, ele e sua mãe, Laura, tiveram que enfrentar uma realidade extremamente cruel, especialmente para aqueles cuja cor de pele era diferente da dos demais, forçando-os a viver injustamente marginalizados e com medo das autoridades. Mesmo assim, o fato de terem pouco dinheiro e recursos limitados para viver nunca condicionou o modo de ser do menino, nem seu desejo de viver e ajudar os outros o máximo que pudesse. Para seus vizinhos e amigos, Will era uma espécie de anjo da guarda a quem sempre podiam recorrer quando tinham problemas ou precisavam de ajuda com tarefas simples do dia a dia. Fazer compras, passear com os cachorros, comprar remédios e até mesmo cortar a grama e cuidar do jardim — essas eram algumas das muitas coisas que Will fazia por seus vizinhos sem pedir nada em troca. Todos o adoravam e ele era profundamente grato por viver cercado por uma comunidade tão unida e solidária. Mas o que o adolescente jamais poderia imaginar era como o destino restauraria sua amizade com os vizinhos, mudando sua vida completamente em questão de horas.
Como fazia todos os dias, Will acordou às 7h da manhã para ir à escola. Era seu último ano e ele estava se esforçando ao máximo para melhorar seu histórico escolar e ter uma chance de conseguir bolsas de estudo estaduais. Não seria fácil e ele sabia que, se não conseguisse, não teria outra escolha a não ser esquecer seu sonho de ser um universitário e seguir uma carreira que ajudasse a ele e à sua mãe a saírem da pobreza e viverem uma vida mais tranquila. Mas Will lutaria até o fim, mesmo que, no final, as coisas não saíssem como planejado. Sua mãe já havia saído para o trabalho, o primeiro de seus dois empregos diários, então Will tomou seu café da manhã com cereal e leite em completo silêncio enquanto revisava suas anotações de matemática. Will adorava números e ciências. Ele havia ganhado o concurso de ciências do ensino médio três anos seguidos e seus professores nunca se cansavam de elogiá-lo e dizer que ele deveria continuar se esforçando todos os dias, porque uma carreira brilhante como cientista o aguardava.
“Você tem uma mente brilhante, William. Nunca conheci um aluno tão dedicado e inteligente quanto você. Não desista; em breve todo o seu esforço será recompensado. Tenho certeza”, era o que seu professor de ciências, o Sr. Sharp, que já se declarava seu maior fã e um bom amigo de William, sempre lhe dizia.
Qualquer outro aluno em seu lugar estaria confiante e tranquilo, sabendo que tinha a confiança de todos os seus professores e um excelente histórico acadêmico, mas William não era como os outros garotos da sua idade. Ele nunca relaxava nem dava nada por garantido, porque se a vida e a pobreza lhe ensinaram alguma coisa, foi que muitas coisas podem acontecer e mudar sua vida num instante. Por isso, todos os dias ele se esforçava ao máximo para tirar boas notas e melhorar seu desempenho. Naquela mesma tarde, depois das aulas e pouco antes do treino com o clube de debates do ensino médio, o centro anunciaria publicamente os bolsistas daquele ano. Era um dia importante para todos, talvez o mais importante para alguém como William, mas ele não fez nenhum esforço para agir normalmente e afastar os pensamentos negativos até o momento de saber os nomes dos sortudos.
Para espanto de todos, o nome de William Drake não estava naquela lista de alunos privilegiados que poderiam desfrutar de uma bolsa de estudos para estudar em uma das melhores universidades do país. Will estava a apenas uma posição de conseguir a vaga. Havia muita concorrência, e ele sabia disso, mas não pôde deixar de ficar desapontado ao saber disso.
“No ano que vem você conseguirá a bolsa, Will. Não desanime; você só precisa ter paciência”, disse o coordenador de estudos, tentando consolá-lo.
Will agradeceu aos seus professores pela solidariedade e aceitou resignadamente a decisão do tribunal. Após o clube de debates, no qual se mostrou bastante quieto e ausente, decidiu ir para casa a pé e não ficar para o jantar comemorativo em homenagem aos bolsistas. Estava muito desapontado e não queria fingir estar feliz. Tal comportamento não era típico dele, mas até as pessoas mais otimistas têm dias ruins e precisam de tempo para digerir más notícias. O que Will não sabia, porém, era que antes do fim daquele dia, teria que enfrentar um desafio muito maior do que não conseguir a bolsa — um desafio que testaria sua coragem e seu amor pela comunidade e cujo resultado mudaria o rumo de seu destino para sempre.
Normalmente, Will voltava para casa de ônibus escolar, mas naquele dia precisava ficar sozinho com seus pensamentos e fez uma longa caminhada até chegar ao seu bairro, nos arredores da cidade. E ainda bem que fez isso. O sol começava a se pôr quando Will virou a esquina da rua. Era junho e o verão já começava a dar as caras por ali. Os jardins dos vizinhos estavam cheios de flores que exalavam uma mistura de aromas que o faziam se sentir bem e, por um instante, esquecer as más notícias que acabara de receber.
“Você está em casa agora. Você está seguro aqui. Tudo vai ficar bem”, pensou Will, fechando os olhos e inalando o aroma floral que preenchia a avenida.
Sua casa ficava no final da rua. Era a última de uma longa fileira de pequenas construções com a fachada pintada da mesma cor e jardins pequenos, mas muito bem cuidados. William conhecia cada um dos moradores daquelas casas e sentia um profundo senso de pertencimento àquela preciosa comunidade do bairro, que ele praticamente considerava sua família — uma linda família que estava prestes a vivenciar um evento trágico em questão de minutos e da qual William faria parte. Enquanto caminhava em direção ao final da rua, Will sentiu um cheiro novo que o fez se virar instintivamente. Ele parou em frente à rua e respirou fundo para identificar o cheiro. Era cheiro de madeira queimada.
“Fogo? Nesta época do ano, ninguém acende as lareiras. Como isso é possível?”, perguntou Will, olhando para os dois lados da rua.
E então ele viu: uma coluna de fumaça negra subindo ao céu por trás de uma das casas. Era a casa ao lado da sua, a casa do Sr. Anthony Lassal, um senhor bondoso que Will conhecia desde a infância e amava como se fosse seu próprio avô. O primeiro pensamento de Will foi para sua mãe e sua própria casa. O fogo estava a poucos metros de distância e seria fácil para ele se alastrar e queimar as outras casas. Mas não havia tempo para parar e calcular os riscos e as possíveis direções que o fogo poderia tomar. Se ele quisesse ter alguma chance de salvar a casa e, mais importante, a vida do velho, caso ele ainda estivesse lá dentro, ele precisava agir sem demora.
Com o coração acelerado e quase sem fôlego, Will disparou em direção à casa. Ao chegar ao final da rua, viu que o fogo já havia começado a se alastrar pela casa e por parte do jardim. Os outros vizinhos já haviam saído de suas casas e assistiam aterrorizados enquanto a pequena casa de madeira era consumida pelas chamas.
“Precisamos chamar os serviços de emergência! Você não tem muito tempo!” gritou um dos vizinhos, pegando o celular.
Mas Will só conseguia pensar em uma coisa: salvar a vida de Anthony. Nos fundos da casa, onde o fogo ainda não havia chegado, ele viu o carro do velho estacionado, e isso só podia significar uma coisa: o velho estava dentro da casa. O Sr. Lassal tinha 82 anos e sérios problemas de mobilidade, então sempre usava o carro para se locomover, mesmo que fosse por um curto período. Dado o horário e vendo o carro estacionado, Will tinha certeza de que o velho estava lá dentro e devia estar preso no incêndio.
“Precisamos entrar na casa! O Sr. Lassal ainda está lá dentro!” gritou Will.
Um vizinho que começara a jogar água com a mangueira do jardim olhou para ele incrédulo. “Você não está pensando em entrar aí, está? É suicídio, Will! As chamas estão avançando muito rápido. Só um bombeiro deve entrar. Não arrisque, garoto!”, gritou ele enquanto tentava apagar o fogo que cercava a cerca do jardim.
“Acho que o Sr. Anthony não tem tempo para esperar pelos bombeiros. Eles não chegarão a tempo de salvá-lo”, respondeu Will, olhando aterrorizado para o fogo que se alastrava violentamente à sua frente.
De repente, em meio ao caos, Will ouviu um som que o fez estremecer. Era o latido do cachorro de Anthony. O velho tinha um pastor alemão que nunca o deixava sozinho.
“Você ouviu? É o Tom latindo! É o cachorro do Sr. Lassal!” exclamou ele, aproximando-se da casa.
“Não, Will, pare!” alertou o vizinho.
Mas Will já havia se decidido. Ele nem precisou pensar duas vezes. Sabia exatamente o que tinha que fazer e não parou para refletir sobre o risco que corria ao entrar naquela casa em chamas. A mãe de Will tinha acabado de chegar do trabalho e correu para onde eles estavam, mas não pôde fazer nada para impedir o filho.
“William, não! Filho, volte!” gritou a Sra. Drake, desesperada diante das chamas.
Mas o menino já não a ouvia. Ele tinha acabado de passar pela porta da frente e já estava em meio a uma confusão de móveis, fumaça e chamas que o envolviam. Will avançava, cobrindo a boca com a camisa e procurando por todo lado o Sr. Lassal e seu cachorro. Correu para a sala de estar, mas não os encontrou. Conseguiu também chegar à cozinha, onde deixara uma janela aberta, por onde planejava escapar para o jardim. No primeiro andar da casa, não havia sinal do velho, mas o latido do cachorro podia ser ouvido novamente, cortando as chamas. Will se concentrou em tentar adivinhar de onde vinha o som. Era muito difícil, pois havia cada vez menos oxigênio. Era difícil respirar e ele mal conseguia enxergar, mas finalmente, deduziu que o cachorro e o velho só podiam estar em um lugar na casa: no último andar. Provavelmente, ele havia subido para lá para se proteger do fogo.
“Ainda temos uma chance”, disse Will para si mesmo, subindo os degraus de madeira de dois em dois para chegar ao andar superior o mais rápido possível.
“Sr. Lassal! O senhor está aí? Sou Will, seu vizinho! Vim ajudá-lo a sair daqui!” gritou Will no meio de um corredor cheio de fumaça preta que o impedia de enxergar qualquer coisa.
Ninguém respondeu. Ele também não conseguia ouvir o cachorro latindo. Teria chegado tarde demais? Quanto tempo mais poderia ficar dentro da casa sem arriscar a vida? O ar estava ficando mais denso e Will sentia os pulmões queimando a cada inspiração, mas não podia desistir, ainda não. O Sr. Anthony estava lá, indefeso no incêndio. Ele não conseguia imaginar o que ele devia estar passando. Avançou mais alguns metros e continuou gritando com toda a força em busca do velho, mas ainda não recebeu nenhuma resposta que lhe desse esperança de encontrá-lo e conseguir tirá-lo dali com vida. Estava prestes a desistir e correr pela janela da cozinha quando, de repente, ouviu algo que lhe gelou o sangue. Era o Sr. Lassal pedindo ajuda no corredor. Sua voz era quase inaudível em meio às chamas e ao barulho da madeira cedendo e se desfazendo lentamente, mas Will não tinha dúvidas do que ouvira.
Sentindo-se cada vez mais tonto e tossindo sem parar, Will fez um último esforço e chegou ao fim do corredor. Empurrou a porta — ou o que restava dela — com o cotovelo e olhou para dentro. Era o banheiro, e o fogo havia destruído praticamente tudo. Will estendeu a mão para dentro das chamas e afastou a cortina do chuveiro com um tapa. Exatamente como ele imaginara, lá estava: o velho encolhido com várias toalhas molhadas ao lado do cachorro, que ele abraçava com força, tremendo de medo.
“Sr. Lassal, sou eu, Will! O senhor está me ouvindo? Sou William Drake, seu vizinho! Vim tirar o senhor daqui!” Will gritou para ele, puxando a toalha do rosto.
“William, é você? Nossa, muito obrigado. Você é um anjo”, disse o Sr. Lassal, emocionado.
O velho olhou para ele com olhos cheios de terror e William sentiu seu coração se partir. Sem hesitar, ele pegou o velho nos braços e agarrou o cachorro pela coleira para levá-los para fora. Não foi fácil e William sofreu várias queimaduras enquanto descia até a cozinha, mas ele não se importou. Sua prioridade era proteger o pobre velho e salvar a vida dele e do cachorro.
“Tom, corre! Pula!”, disse ele ao cachorro, apontando para a janela aberta da cozinha.
O cachorro estava com dor e muito assustado, mas obedeceu e saiu para o jardim. Lá, vários vizinhos já os esperavam e continuavam jogando água para apagar o fogo. Os bombeiros também chegaram e começaram a molhar a parte externa da casa com as mangueiras para conseguir entrar. Will estava quase desmaiando e ter que carregar o idoso nos braços o deixara exausto, mas ainda tinha um pouco de energia para salvá-los. Primeiro, ele pegou o idoso no colo e o colocou na beirada da janela para que ele pudesse passar as pernas para o outro lado e sair para o jardim com a ajuda de um vizinho.
Assim que teve certeza de que o homem estava seguro, Will tentou fazer o mesmo. No momento em que estava prestes a pular pela janela, o telhado cedeu e pedaços de madeira caíram bem onde ele estava, fazendo-o recuar para as chamas. Naquele instante, Will sentiu medo de verdade e, pela primeira vez, pensou que não conseguiria escapar e que morreria preso pelo fogo. Mas foi apenas por um momento, pois sua vontade de viver era forte demais para ser vencida pelo medo. Ele se levantou, cambaleou até a janela e a escalou como pôde, caindo do outro lado e se sentindo seguro no chão molhado do jardim, onde sua mãe correu para ajudá-lo junto com um grupo de paramédicos e bombeiros. Tudo o que Will conseguia ouvir era sua mãe gritando e perguntando se o filho ainda respirava. Então tudo ficou escuro e o jovem caiu em um sono profundo.
Quando acordou duas horas depois, William estava na maca do hospital e sua mãe dormia ao lado dele em uma poltrona.
“Mãe, o que aconteceu? Onde estão o Sr. Lassal e o cachorro dele?”, perguntou Will, muito chateado.
Os médicos disseram que tanto o idoso quanto seu cachorro estavam bem e que a intervenção de Will foi crucial para salvar suas vidas, pois os bombeiros não teriam chegado a tempo.
“O fogo consumiu a casa inteira e parte do jardim, mas o mais importante é que não houve feridos graves nem vítimas fatais. O Sr. Lassal está descansando e completamente fora de perigo. Você foi muito corajoso, meu rapaz. Se você não tivesse entrado para resgatá-lo, ele provavelmente não teria sobrevivido. O fogo estava totalmente fora de controle e nem mesmo os bombeiros se atreveram a entrar até que conseguissem controlá-lo. Esse homem ficará eternamente grato a você”, disse o médico enquanto o examinava.
Por sua vez, Will sofreu apenas ferimentos superficiais e uma leve intoxicação devido à inalação de fumaça, então na manhã seguinte recebeu alta do hospital e voltou para casa para descansar. Mas Will estava prestes a ter uma grande surpresa ao chegar em casa, pois quando ele e sua mãe saíram do carro, viram que alguém já os esperava na porta. Dois homens vestidos com ternos pretos impecáveis e carregando pastas de couro sorriram para eles ao chegarem e informaram que precisavam compartilhar alguns documentos.
“Temos notícias muito importantes para lhe dar. Por favor, permita-nos acompanhá-lo até lá dentro e conversar com calma sobre isso”, disse um dos homens uniformizados em tom amigável.
“Fiz alguma coisa errada? Vocês são advogados? Eu só queria salvar a vida do meu vizinho”, disse Will, muito assustado ao ver aqueles dois homens entrarem em sua casa.
Os dois homens riram da reação do adolescente e correram para tranquilizá-lo. “Não estamos aqui para te punir, Will, mas para te trazer um presente. Você não tem nada a temer”, disse um dos homens.
“Um presente de quem?”, perguntou Will, com os olhos arregalados.
“Somos os advogados do Sr. Anthony Lassal e estamos aqui para lhe trazer as informações mais recentes sobre seu testamento. Acreditamos ser importante que o senhor o leia e assine os documentos o mais breve possível”, disse o advogado, entregando-lhe um documento.
Will e sua mãe leram o documento em silêncio por alguns minutos. Ninguém disse nada. Quando William terminou de ler, olhou para a mãe em busca de respostas, mas ela tinha a mesma expressão de espanto no rosto.
“O que é isto? É algum tipo de brincadeira? O que significa este documento?”, perguntou a Sra. Drake, muito agitada.
O advogado sorriu e, com voz calma, a tranquilizou. “Ninguém está tentando zombar de você ou do seu filho. Tudo nesse documento é verdade e, assim que você o assinar, ele entrará em vigor imediatamente”, disse ele.
William ficou sem palavras. Se o que aquele documento dizia fosse verdade e aqueles homens fossem realmente os advogados de seu vizinho, o homem que ele havia salvado do incêndio algumas horas antes, sua vida estava prestes a mudar para sempre.
“Mas isto é um testamento, e só é válido quando a pessoa morre. Isso significa… espere um minuto, o que aconteceu com o Sr. Lassal? Ele morreu? O médico me disse que ele iria se recuperar!” gritou William.
“Ei, ei, não se preocupe. O Sr. Anthony está perfeitamente bem e foi ele mesmo quem redigiu esta carta e me enviou à sua casa para avisá-lo. Testamentos também podem ser herdados em vida, se o doador assim o desejar. Portanto, todas as respostas às suas perguntas são as mesmas. Sim, William, o Sr. Lassal lhe deu parte de sua fortuna para que você nunca mais precise se preocupar com dinheiro e seus estudos. Você poderá estudar onde quiser e morar em uma casa maior. É a maneira dele de agradecê-lo pelo que você fez por ele ontem”, explicou o advogado calmamente.
William levou alguns minutos para assimilar a informação, mas então sorriu e sentiu uma felicidade que não sentia há muito tempo. O menino assinou o documento sem hesitar e abraçou a mãe com força.
“Você ouviu isso, mãe? Você nunca mais vai precisar trabalhar nesses lugares. Nunca mais vai precisar ficar fora de casa o dia todo. Eu vou cuidar de tudo. Vou estudar e te dar a vida boa que você sempre mereceu”, disse William, muito animado.
Aquele dia marcou o início de uma nova vida para William Drake e sua mãe — uma vida livre de preocupações, na qual Will poderia começar a estudar na universidade e sua mãe deixaria de trabalhar 10 horas por dia. Mas, acima de tudo, uma vida livre e feliz que nos lembra que as boas ações sempre são recompensadas e que nunca devemos perder a esperança.