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Atenção Brasil! Lula chutou o pau da barraca e mandou segurança descer o sarrafo em índios que eram aliados dele

O Brasil acordou perplexo com as imagens que chegaram do Espírito Santo, onde o que deveria ser um encontro cultural se transformou em um palco de violência desproporcional. Em um evento realizado no SESC de Aracruz, a presença do atual presidente e de sua comitiva não foi marcada pelo diálogo ou pelo respeito às tradições, mas sim pelo som de gritos e pelo impacto de empurrões brutais. Enquanto a grande imprensa nacional parece ter recebido uma ordem invisível para ignorar o ocorrido, o que aconteceu nos bastidores da sexta Teia Nacional de Pontos de Cultura é algo que fere a própria democracia e os direitos daqueles que o governo jura proteger. Indígenas, que se deslocaram de seus territórios na esperança de um reconhecimento legítimo, foram tratados com o rigor de uma força repressiva que não admite contestação, nem mesmo de seus próprios aliados históricos.

O cenário era caótico. A expectativa dos povos originários era a de serem protagonistas em um movimento que, ironicamente, utiliza a imagem indígena para fortalecer a narrativa do governo. No entanto, na hora da participação efetiva, o que encontraram foram portas fechadas e uma barreira humana de seguranças treinados para repelir qualquer pessoa que ousasse se aproximar do palco principal. O relato de um dos líderes presentes é dilacerante: eles não foram convidados para dialogar, foram convidados para servir de cenário. Quando tentaram ocupar o espaço que lhes foi negado, a resposta do governo foi imediata e violenta. O choque entre a equipe do Gabinete de Segurança Institucional e os indígenas resultou em ferimentos, incluindo um agente atingido na cabeça por um instrumento musical tradicional, uma cena que sintetiza a inversão de valores de uma gestão que se diz defensora dos oprimidos.

A disparidade no tratamento pela mídia não pode ser ignorada. Se um incidente dessa magnitude tivesse ocorrido em qualquer evento da gestão anterior, o país estaria vivendo um estado de comoção nacional. O “Fantástico” prepararia reportagens especiais com trilhas sonoras dramáticas, articulistas de todos os jornais exigiriam explicações imediatas e a pressão internacional seria coordenada por ONGs de todo o globo. Hoje, o silêncio é ensurdecedor. Esse duplo padrão não é apenas uma falha jornalística, é uma ferramenta de proteção política que tenta esconder que o atual governo não possui a sensibilidade que tanto pregou durante a campanha. Para o “Pelego”, como muitos críticos já o rotulam, o indígena só possui valor enquanto serve para angariar votos ou compor uma foto bonita no exterior, ao lado de líderes que apreciam o glamour das alianças internacionais.

A violência em Aracruz é apenas um sintoma de um governo que se encontra em um processo de corrosão acelerada. Dados recentes mostram que até mesmo no Nordeste, historicamente o maior reduto eleitoral da esquerda, a aprovação do atual governo está derretendo. A frustração com o poder de compra, o aumento do custo de vida e a ineficiência administrativa nas capitais e no interior começam a bater à porta de um Palácio que parece viver em uma realidade paralela. O presidente, ao ver suas taxas de popularidade ruírem e seus discursos repetitivos perderem a eficácia, demonstra um nervosismo crescente, refletido na postura de sua equipe de segurança. O que vimos no Espírito Santo é o reflexo de um poder que, sentindo-se encurralado pela própria incompetência e pela rejeição popular, passa a tratar qualquer manifestação, por menor que seja, como uma ameaça existencial.

E não se trata de um caso isolado. O modus operandi de intimidar cidadãos comuns em momentos de fragilidade tem se tornado uma marca registrada. O episódio no Espírito Santo dialoga com outras cenas lamentáveis observadas recentemente, onde a segurança pessoal do alto escalão do governo agiu de forma covarde contra pessoas simples, desprovidas de qualquer defesa. O uso do cacetete e da força bruta, em contraste com a postura frequentemente “elegante” e alienada da comitiva presidencial, desenha um contraste cruel. Enquanto uma parte do governo se ocupa de cumprimentos cerimoniais e cenários montados para agradar a audiência europeia, a outra parte desce a madeira em quem ainda acredita, ingenuamente, que o governo está ali para ouvi-los. É a demonstração mais clara de que o discurso da inclusão não sobrevive ao primeiro teste de proximidade com a realidade.

A população brasileira, contudo, está cada vez mais atenta. O compartilhamento massivo dessas imagens nas redes sociais, que funcionam como o verdadeiro contraponto à narrativa oficial, tem permitido que a informação chegue aos rincões mais distantes do país. As pessoas já não se enganam mais com as promessas que não foram cumpridas e com as agressões que tentam ser varridas para debaixo do tapete da “cultura”. O caso dos indígenas em Aracruz servirá como um divisor de águas, pois é impossível esconder a verdade quando ela está gravada em vídeo e testemunhada por dezenas de pessoas. O governo pode tentar, com toda a força de suas agências de checagem e seus aliados na grande mídia, desqualificar o relato ou minimizar a violência, mas a consciência dos brasileiros já tomou outro rumo.

O desgaste não para por aí. Enquanto o presidente se vê envolvido em polêmicas sobre sua segurança e sua aprovação, figuras como Flávio Bolsonaro mantêm uma força nas redes sociais que desafia a lógica das pesquisas tradicionais. O crescimento constante nas interações, mesmo sob uma avalanche de notícias negativas, aponta para uma polarização que, longe de ser suprimida, está se fortalecendo. A tentativa de abafar a verdade sobre o que acontece com os indígenas, ou sobre qualquer outra falha administrativa, apenas alimenta o sentimento de que estamos diante de um governo que se distanciou completamente do povo. A revolta que cresce no Nordeste, a indignação no Espírito Santo e o silêncio cúmplice dos grandes veículos compõem o quadro final de um governo que perdeu o compasso da nação.

A conclusão, se é que podemos chegar a uma, é de que a máscara caiu. Não existe mais espaço para esconder que a gestão atual possui uma face autoritária, que não hesita em utilizar seus braços de segurança para calar aqueles que antes eram chamados de “companheiros”. A pergunta que fica para todos os brasileiros que ainda possuem senso crítico é: até quando o governo vai insistir em manter essa postura de confronto? A agressão aos indígenas em Aracruz é uma ferida aberta que não será curada com notas oficiais ou com o silêncio da imprensa. É uma mancha que, como tantas outras, ficará registrada na história deste mandato como um dos momentos mais tristes e reveladores da falta de respeito pelo povo brasileiro. O povo, no entanto, não é bobo, e a resposta para essa violência virá, como sempre ocorre nas democracias, na hora e no momento que a soberania popular decidir manifestar sua vontade, sem medo de ser feliz, ou melhor, sem medo de ser livre.