
Em uma entrevista explosiva concedida a Ivan Moré, o eterno Romário, campeão mundial de 1994, não guardou nada no bolso e mandou a real sobre Neymar Jr. e o futuro da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026. O Baixinho, conhecido por nunca medir palavras, foi direto ao ponto: Carlo Ancelotti fez a coisa certa ao convocar Neymar, mesmo sabendo que o craque não chega 100% fisicamente nem tecnicamente. “Neymar não está no auge dele, aquele momento grande já passou, mas os jogadores ainda têm muito respeito por ele e ele pode fazer algo pelo Brasil”, afirmou Romário, com a franqueza que sempre marcou sua carreira.
O que mais chocou os fãs foi o alerta feito pelo ex-camisa 11. Segundo Romário, o maior risco de Neymar na Copa não é a lesão ou a falta de ritmo, mas o fato de que ele pode simplesmente ofuscar todo o resto do time. “Ele não corre o risco de roubar todo o holofote e visibilidade que deveria ser dos garotos que estão no auge físico. De repente, quando todo mundo entra em campo, os fotógrafos viram para o banco porque ele está lá”, completou. Para Romário, Neymar ainda carrega um magnetismo que ninguém na Seleção atual consegue igualar. Mesmo aos 34 anos, vestindo a camisa do Santos e lutando contra o tempo, o Rei continua sendo o centro das atenções – dentro e fora de campo.
O Baixinho não parou por aí. Ele mergulhou na personalidade de Neymar, comparando-o com sua própria trajetória. “Neymar hoje tem características de bad boy. Gosta de balada, de festa, de videogame… mas dentro de campo é um gênio do futebol”, disse Romário. Ele lembrou que poderia ter escolhido ser o “golden boy” perfeito, sem polêmicas, mas escolheu viver do jeito que o fazia feliz. “Eu também poderia ter sido o bom menino, mas fui o bad boy e virei campeão do mundo, fiz gols e conquistei títulos”, provocou. Para Romário, se Neymar tivesse sido mais regrado, talvez já tivesse sido eleito o melhor do mundo e o Brasil teria outra Copa. Mas ele mesmo reconhece: “Neymar é quem é. Ou você gosta dele ou não gosta. Não tem meio-termo”.
A entrevista ganhou ainda mais fogo quando o assunto virou Vinicius Junior. Romário foi implacável. “Eu não consigo entender por que Vini joga de um jeito no Real Madrid e de outro quando veste a amarelinha”, disparou. Segundo ele, Vini já tem quase 50 jogos pela Seleção e apenas 6 ou 8 gols – números que contrastam com o que o craque faz na Europa. “No Real ele é um jogador, na Seleção ele é 100% diferente”, completou. Romário foi além: disse que nem Vini nem Raphinha estão perto do nível da dupla que ele formou com Bebeto em 1994. “Eles estão 100% longe. Nem lustravam nossas chuteiras”, declarou, entre risadas. Para o Baixinho, o ataque atual da Seleção não tem um duo capaz de decidir jogos como Pelé-Coutinho ou Romário-Bebeto.
Mas nem tudo foi crítica. Romário reconheceu que o grupo pode surpreender se houver união. “Minha única esperança de ver o Brasil campeão é se esses 11 titulares, o banco e os 26 jogadores se unirem e falarem: ‘porra, vamos ser campeões’”, disse ele, lembrando exatamente o que aconteceu em 1994. Naquela época, não havia uma ou duas estrelas que carregavam o time sozinhas – era o coletivo que falava mais alto. “O peso da camisa ainda é muito importante na cabeça dos adversários”, completou. Segundo Romário, o Brasil não é favorito absoluto. Ele colocou a Seleção apenas em 5º ou 6º lugar no ranking de forças: França é a grande favorita, seguida de Argentina, Portugal, Espanha, Alemanha, Inglaterra e só então o Brasil.
O Baixinho ainda elogiou Ancelotti por conhecer Vini de longa data no Real Madrid, mas lamentou que o italiano ainda não tenha conseguido tirar o melhor do atacante na Seleção. “Eu achei que ele ia crescer muito com a chegada do Ancelotti. Infelizmente não aconteceu”, admitiu. Para Romário, o técnico italiano tem a calma e a experiência necessárias, mas o sucesso dependerá da mentalidade do elenco inteiro, não de nomes isolados.

Nos bastidores da CBF e da Granja Comary, a entrevista de Romário já está sendo comentada à exaustão. Fontes próximas à comissão técnica revelam que Ancelotti leu as declarações e concordou com parte delas: Neymar realmente não será o dono do time como em 2014 ou 2018, mas sua presença no vestiário é considerada “ouro puro” pela liderança e pelo respeito que inspira. Dentro do grupo, Vini Junior tem sido cobrado para assumir o protagonismo que Romário acha que ainda falta. O próprio Vini, em conversas reservadas, teria dito aos companheiros que quer “provar para o mundo que posso decidir a Copa como o Romário decidiu em 94”.
A torcida, como sempre, está dividida. Nas redes sociais, os memes e as discussões explodiram. Um lado defende Neymar até o fim: “O Rei ainda tem magia e o Romário sabe disso”. Outro lado concorda com o Baixinho: “Hora de passar o bastão para Vini e Endrick. Neymar já deu o que tinha que dar”. O que ninguém discute é que a declaração de Romário reacendeu o debate mais quente do futebol brasileiro: Neymar ainda pode ser decisivo em uma Copa ou sua presença vai atrapalhar o crescimento dos mais novos?
Enquanto isso, a preparação para os amistosos e a Copa segue a todo vapor. Neymar continua sua recuperação no Santos, fazendo fisioterapia intensa e sonhando com minutos em campo. Ancelotti, por sua vez, monta o quebra-cabeça tático: Casemiro e Bruno Guimarães no meio, Vini e Raphinha nas pontas, Endrick como opção de ouro no banco. O técnico italiano já avisou que o time será pragmático – não precisa ser o mais bonito, precisa ser campeão.
Romário, aos 60 anos, continua sendo o mesmo: sincero, polêmico e apaixonado pela amarelinha. Sua entrevista não foi apenas uma opinião – foi um recado claro para o elenco que vai representar o Brasil em 2026. “Não adianta ter talento individual se não tiver união”, resumiu ele. E completou: “O Brasil pode ser campeão, sim. Mas tem que jogar muito bem, tem que jogar um futebol de verdade”.
A verdade é que a Copa de 2026 já começou antes mesmo da bola rolar. As palavras de Romário colocaram Neymar novamente no centro do furacão. Ele vai ofuscar o time ou vai ser o diferencial que o Brasil precisa nos momentos decisivos? Vini Jr vai finalmente explodir com a amarelinha ou ainda precisa aprender com os ídolos do passado? O Baixinho jogou a bomba. Agora cabe ao grupo de Ancelotti provar se o hexa está mesmo no horizonte ou se a seca de 24 anos vai continuar.
A Seleção vive um momento de transição dolorosa, mas cheia de esperança. Romário, que já sentiu o gosto de ser campeão do mundo, sabe melhor que ninguém o que é preciso para vencer. E sua mensagem é clara: respeito ao passado, foco no presente e união acima de tudo. Neymar ainda tem lenha para queimar. Vini ainda tem muito a provar. E o Brasil, mais uma vez, sonha com a sexta estrela.
Você concorda com Romário? Acha que Neymar vai mesmo ofuscar o time ou que ele ainda pode ser o herói da Copa? Deixe sua opinião nos comentários e compartilhe esse texto com a galera. A polêmica está só começando – e a Copa de 2026 promete ser inesquecível.