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Mãe e esposa m@t@ram o filho/marido, esqu@rt3jaram o c0rp0 e guardaram em tambor com cal… Mas o que elas escondem é ainda mais perturbador

a pequena cidade de Genoma, no norte da Itália, viveu um dos crimes mais perturbadores dos últimos anos no país. Uma cidade tranquila, cercada por montanhas, conhecida pela rotina pacata e onde todos se conhecem, foi palco de um assassinato brutal cometido por duas mulheres: a mãe e a esposa da vítima. Alessandro Venier, de 35 anos, foi morto dentro de casa por Lorena Venier, sua mãe de 62 anos, enfermeira respeitada, e por Maelin Castro Manosalvo, sua companheira colombiana de 31 anos, com quem tinha uma filha de apenas 8 meses.

O caso ganhou repercussão mundial não apenas pela brutalidade do crime, mas principalmente pela identidade dos algozes e pela forma como o corpo foi tratado após a morte. Segundo a investigação, o assassinato foi premeditado, durou cerca de seis horas e envolveu métodos que demonstram frieza e determinação. A Lorena, que atuava como enfermeira formadora no hospital local, utilizou conhecimentos técnicos para aplicar injeções de insulina no filho, substância extremamente perigosa para quem não é diabético. As duas mulheres ainda tentaram sufocá-lo com um travesseiro e, por fim, Maelin usou os cadarços dos sapatos do próprio marido para estrangulá-lo enquanto a sogra acalmava o bebê que chorava no quarto ao lado.

A reconstrução dos fatos, baseada principalmente no depoimento detalhado de Lorena Venier, revela uma noite de horror que se estendeu por horas. Tudo começou com uma discussão banal sobre o jantar que Alessandro não havia preparado. Segundo a mãe, o filho reagiu com violência, como supostamente fazia com frequência. As duas mulheres, que já vinham planejando o crime há algum tempo, haviam dissolvido um sonífero na limonada dele. Como o efeito não foi suficiente, recorreram à insulina que Lorena guardava havia cinco anos, retirada ilegalmente do hospital onde trabalhava.

Mesmo drogado e enfraquecido, Alessandro lutou pela vida durante horas. As mulheres alternavam entre sufocá-lo e esperar. Quando Maelin ficou sozinha com ele por alguns minutos, enquanto Lorena cuidava da neta, a luta continuou. Só às 23h, após seis horas de agonia, Alessandro Venier não resistiu. Após a morte, Lorena esperou o corpo esfriar para evitar sangramento excessivo, separou o corpo em três partes usando uma serra e envolveu os pedaços em lençóis. Maelin então levou os restos para um tambor metálico na garagem, cobriu com cal viva e serragem, substâncias compradas previamente pela internet com o objetivo claro de acelerar a decomposição e eliminar o odor.

O plano das duas era esperar a decomposição completa e depois espalhar os restos em uma montanha, local que Alessandro supostamente havia mencionado querer para suas cinzas. O crime ocorreu justamente na véspera da data marcada para Alessandro viajar definitivamente para a Colômbia, país natal de Maelin, onde ele havia comprado um terreno e pretendia recomeçar a vida fugindo de problemas com a justiça italiana.

Durante seis dias, as duas mulheres mantiveram a farsa. Lorena continuou trabalhando normalmente no hospital, enquanto Maelin ficava em casa com o bebê. Quando profissionais de saúde iam à residência para acompanhar o quadro de depressão pós-parto de Maelin, elas respondiam que Alessandro já havia viajado para a Colômbia. A rotina parecia seguir normalmente até que, na madrugada do dia 31 de julho, Maelin, em um surto de consciência, ligou para o serviço de emergência.

Lorena interceptou a primeira ligação, mas na manhã seguinte Maelin conseguiu ligar novamente e pronunciou a frase que desvendou o caso: “Minha sogra matou o filho dela”. A ligação foi interrompida, mas o choro de bebê ao fundo fez a polícia enviar uma viatura imediatamente. Ao chegar, os agentes encontraram Lorena na porta com a neta no colo, tentando impedir o acesso de Maelin. A colombiana, mesmo em estado de choque e medicada, conseguiu apontar para a garagem. Dentro do tambor, os policiais descobriram os restos de Alessandro.

O caso chocou a Itália inteira. Lorena Venier, uma profissional respeitada, descrita por vizinhos e colegas como amável, sensível e dedicada, foi presa. Maelin, que já sofria de depressão pós-parto severa, entrou em colapso psicológico completo e precisou de internamento. A bebê foi encaminhada para o serviço social.

No interrogatório que durou três horas, Lorena detalhou friamente cada passo do crime. Ela assumiu ter planejado tudo, inclusive o uso da insulina guardada por anos. Segundo sua versão, Alessandro era um homem violento, agressor, que batia na esposa com chicote, ameaçava colocar fogo nela na Colômbia e tornava a vida das duas um inferno constante. Lorena disse que agiu para proteger a nora, a neta e a si própria, afirmando que o filho pretendia levar a família para longe e matá-las.

Especialistas em psicologia criminal, no entanto, levantam dúvidas sobre essa narrativa. Eles apontam o forte apego emocional de Lorena pela nora, quase como uma dependência afetiva. A enfermeira teria visto na colombiana e na neta a família ideal que sempre quis, e a decisão de Alessandro de levar as duas para a Colômbia teria sido o gatilho definitivo. A possibilidade de um relacionamento afetivo entre sogra e nora também foi especulada pela opinião pública, embora não haja provas concretas até o momento.

O caso ainda não tem desfecho judicial definitivo. Lorena aguarda julgamento e sua defesa pediu perícia psiquiátrica. Maelin continua internada, sem condições psicológicas de prestar depoimento completo. A bebê completou um ano e vive com uma família acolhedora.

O crime de Genoma levanta questões profundas sobre os limites do amor materno, os ciclos de violência doméstica, a depressão pós-parto e até onde uma pessoa é capaz de chegar quando se sente encurralada. Uma mãe que criou o filho sozinha, que sustentou a família inteira, que era vista como exemplo de profissionalismo, terminou esquartejando o próprio filho ao lado da nora. A tragédia expõe as sombras por trás das fachadas de famílias aparentemente normais em pequenas cidades tranquilas.

A Itália acompanha o desenrolar do caso com perplexidade. Enquanto Lorena mantém sua versão de legítima defesa extrema, a sociedade se divide entre horror e tentativas de compreender como duas mulheres chegaram a cometer um ato tão bárbaro. O julgamento, quando ocorrer, deverá esclarecer não apenas a responsabilidade criminal, mas também as dinâmicas psicológicas complexas que levaram uma mãe a matar o filho que criou sozinha.