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SINAIS DE ALERTA DE UM MINI-AVC (AIT) ATÉ 72 HORAS ANTES: COMO RECONHECER E PREVENIR UM AVC GRAVE!

Você sabia que a cada 40 segundos alguém no mundo sofre um AVC? E se, na maioria dos casos, o corpo tentasse nos avisar antes, mas a pessoa ignorasse? Hoje eu vou te mostrar os sinais que aparecem horas ou até dias antes de um AVC.

Se você conhece alguém com pressão alta, diabetes ou histórico familiar de problemas cardíacos, envie este vídeo agora. Você pode salvar uma vida hoje.

AVC mata quase 6 milhões de pessoas no mundo por ano. No Brasil, é uma das principais causas de morte e de incapacidades permanentes: paralisia, perda da fala, dificuldade para andar e dependência total de outra pessoa para viver.

Mas o que muita gente não sabe é que, na maioria dos casos, o AVC não surge do nada. Ele é o resultado final de um processo que vem se desenvolvendo há anos. Pressão alta mal controlada, açúcar alto no sangue, inflamação crônica, acúmulo de colesterol nas artérias, problemas cardíacos. Tudo isso vai danificando aos poucos os vasos sanguíneos, estreitando o caminho do sangue até que um dia o fluxo é interrompido. E antes desse momento, o corpo costuma enviar um aviso.

O problema é que esse aviso pode durar apenas segundos, desaparecer sozinho e a pessoa pode achar que foi só cansaço, pressão baixa ou estresse, perdendo assim a janela de oportunidade para prevenir algo muito mais grave.

Antes de falarmos dos sinais de alerta, é importante entender que existem dois tipos de AVC. O primeiro é o AVC hemorrágico, em que um vaso sanguíneo dentro do cérebro se rompe e o sangue começa a comprimir o tecido cerebral. É grave, pode ser fatal e deixar sequelas sérias.

O segundo é o AVC isquêmico, que é o mais comum. Aqui o vaso não se rompe; ele é bloqueado por um coágulo ou por uma placa de gordura que se desprende de dentro da artéria. Quando isso acontece, uma parte do cérebro deixa de receber oxigênio e em apenas 4 a 6 minutos os neurônios começam a morrer. A cada minuto que passa, mais células cerebrais são perdidas. Por isso agir rápido faz toda a diferença.

O que é AIT? O mini-AVC. Antes de um AVC maior, o que a medicina chama de AIT, ou ataque isquêmico transitório, costuma acontecer. As pessoas chamam de mini-AVC, mas ele não tem nada de mini em termos de importância. Um AIT ocorre quando o fluxo sanguíneo para uma parte do cérebro é interrompido por um curto período. A artéria pode se desobstruir sozinha, o sintoma desaparece e a pessoa acha que passou, mas o risco continua muito alto.

Estudos mostram que depois de um AIT (ataque isquêmico transitório), o risco de sofrer um AVC mais grave é muito alto nas primeiras 72 horas. Esses três dias são uma janela crítica para agir e prevenir uma tragédia. O problema é que a maioria das pessoas perde essa janela de oportunidade. O sintoma foi sutil, não durou muito e desapareceu sozinho. E a vida segue como se nada tivesse acontecido.

Por isso, agora eu vou te mostrar cinco sinais de alerta que você não pode ignorar.

Sinal um: perda temporária de visão em um olho. Imagine isso: você levanta de manhã, está caminhando em direção à cozinha e de repente um dos seus olhos fica escuro e embaçado, como se alguém tivesse puxado uma cortina na frente da sua visão. Você pisca, esfrega o olho e em um ou dois minutos tudo volta ao normal. Você pode pensar: “Eu levantei rápido demais. Deve ser pressão baixa” e seguir o dia.

Mas preste atenção no que pode estar acontecendo. Um pequeno coágulo ou fragmento de placa gordurosa pode ter viajado por uma artéria do seu pescoço, como a carótida, e momentaneamente bloqueado a artéria que leva sangue para o olho. A retina para de receber oxigênio, a visão escurece. Depois o coágulo se move, o sangue volta a fluir e a visão retorna. E é aí que mora o perigo. Esse mesmo coágulo pode se formar novamente e, dessa vez, em vez de ir para o olho, pode percorrer poucos milímetros e bloquear uma artéria no cérebro. Aí, em vez de visão embaçada por 2 minutos, você pode acordar com paralisia facial, sem conseguir falar ou pior.

Na medicina, esse episódio tem um nome: Amaurose Fugaz. Para um neurologista, isso é um sinal de alerta. Em alguns pacientes, esses episódios aparecem horas ou dias antes de um AVC grave.

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Sinal dois: dormência ou formigamento súbito em um lado do corpo. Pode ser o braço inteiro, ou só o lado. Uma sensação na mão, metade do rosto, uma perna ou um lado inteiro do corpo. A sensação é de formigamento, peso, dormência, como se aquela parte estivesse estranha. O ponto-chave aqui é que surge de forma súbita, sem explicação, dura alguns minutos e desaparece sozinho.

É importante diferenciar. Se você dormiu em cima do braço e acordou com ele ainda dormente, muda de posição e melhora, isso é compressão nervosa, outra história. Mas quando é um AIT, o problema não está no braço; está na área do cérebro que controla a sensibilidade daquele braço, rosto ou perna. Por isso costuma afetar apenas um lado do corpo. Cada metade do cérebro controla e sente o lado oposto do corpo. Se de repente, sem nenhuma explicação, um lado do seu corpo adormece e depois volta ao normal em poucos minutos, não subestime. Isso exige avaliação médica urgente.

Sinal três: perda de equilíbrio ou coordenação. Muita gente descreve como uma tontura súbita ou sensação de estar bêbado sem ter bebido. Você está andando normalmente e de repente a perna falha, o corpo balança para o lado, você tropeça sem motivo ou uma vertigem tão forte que precisa se segurar para não cair. Não estamos falando da tontura de levantar rápido da cama. No AIT, o problema pode estar no cerebelo, que é a região do cérebro responsável pelo equilíbrio e coordenação dos movimentos.

O cerebelo recebe sangue através de artérias que passam pela parte de trás do pescoço. Se esse fluxo cai bruscamente, mesmo que por poucos segundos, o sistema de equilíbrio do cérebro falha. Muita gente atribui isso a estresse, cansaço ou pressão baixa. E sim, muitas tonturas são inofensivas, mas quando surgem de forma súbita, são intensas, não têm explicação clara e vêm acompanhadas de dificuldade para andar ou ficar em pé, precisam ser investigadas como possível problema circulatório no cérebro.

Sinal quatro: alteração da fala e da compreensão. Aqui é preciso uma observação importante. Esquecer uma palavra de vez em quando, esquecer o nome de alguém ou ficar procurando o nome de algo pode acontecer por cansaço, estresse ou distração. Isso não é sinal de AVC. O que preocupa é quando a forma como você fala muda de repente de uma maneira estranha e perceptível. As palavras não saem, saem gaguejadas, emboladas, como se a língua estivesse pesada. Ou a pessoa começa a falar sem nexo, sem sentido, ou não consegue entender o que está sendo dito, mesmo em uma conversa simples.

Isso acontece porque existem áreas específicas do cérebro dedicadas à linguagem. Algumas formam palavras e coordenam os músculos para falar. Outras processam o que ouvimos e organizam as frases. Quando uma dessas regiões para de receber sangue, mesmo que por poucos minutos, a fala falha. Se alguém que estava falando normalmente de repente não consegue se expressar com clareza, mesmo que melhore rápido, isso exige avaliação urgente. Ignorar porque passou rápido é como ouvir uma sirene de incêndio parar e achar que não tinha fogo.

Sinal cinco: dor de cabeça súbita, diferente de tudo. Nem toda dor de cabeça é sinal de AVC. A maioria das pessoas sente dor de cabeça por tensão muscular, problemas cervicais, enxaqueca e estresse. Isso é comum e tem explicações. Mas existe um tipo específico de dor de cabeça que não pode ser ignorada. É aquela que surge do nada, atinge uma intensidade muito forte em segundos e a pessoa descreve como a pior dor de cabeça da vida dela. Nunca sentiu nada igual antes. E quando essa dor vem acompanhada de perturbações visuais, dificuldade para falar, fraqueza em um lado do corpo ou confusão mental, já não é mais só enxaqueca. Em alguns casos, isso pode ser sinal de sangramento dentro ou ao redor do cérebro, como quando um aneurisma se rompe. Não pode simplesmente ser tratada com analgésico e ignorada.

O que fazer se você suspeitar de um problema cerebral? Esta é a parte mais importante do vídeo. Detectar os sinais é fundamental, mas saber o que fazer depois é o que muda o final da história.

Primeiro, não espere para ver se passa. Não espere repetir. Mesmo que o sintoma tenha durado 2 minutos e agora você esteja melhor, vá direto para o pronto-socorro. Agir dentro de 72 horas pode ser a diferença entre recuperação completa e sequelas permanentes.

Segundo, não tome aspirina ou anticoagulantes por conta própria. Se o problema for sangramento no cérebro, você pode piorar muito a situação. Deixe isso para a equipe médica.

Terceiro, se você medir a pressão e ela estiver alta, não tente baixar rápido em casa com dose extra de medicamento. Em alguns casos, essa pressão elevada é o que ainda está empurrando sangue para o cérebro. Esse controle precisa ser feito por profissionais.

E quando você chegar no pronto-socorro, não diga apenas “eu senti tontura” ou “eu me senti um pouco estranho”. Fale de forma clara e direta assim: “Eu tive recentemente sintomas de AIT ou AVC. Começou de forma súbita. Meu rosto caiu. Um lado do corpo ficou dormente. Eu não conseguia falar direito. Melhorou? Mas foi muito súbito e eu acredito que pode ter sido um mini-AVC.”

Essa frase faz a equipe médica entender que não é qualquer desconforto. Eles podem chamar neurologista, agilizar os exames e evitar que você passe horas esperando na sala de espera enquanto o tempo, que é o cérebro, passa.

Os AVCs costumam dar avisos antes. O corpo envia sinais. O problema é que fomos ensinados a minimizar, a esperar passar, a achar que não é nada. Mas agora você sabe o que procurar, sabe o que fazer e pode ajudar alguém ao seu redor a não perder essa janela de oportunidade.