
ESCÂNDALO REAL: Barão Paraplégico Ninfomaníaco Usava 3 Escravos por Dia PARA SE SATISFAZER em 1842
No ano de mil oitocentos e quarenta e dois, nas verdes colinas da comarca de Vassouras, na província do Rio de Janeiro, no coração do Império do Brasil, ocorreu um trágico episódio que os registos da época descrevem de forma muito fria como meras desordens e incêndio. A imponente propriedade do temido barão Elias Pereira de Chatit, conhecida por todos como a Fazenda das Sombras, foi o palco doloroso desta incrível história. Com base nos exaustivos autos processuais originais de mil oitocentos e quarenta e três e em preciosas memórias orais resgatadas, reconstruímos hoje a verdade absoluta. A fazenda parava soberba no vasto Vale do Paraíba, enorme região que produzia quase metade de todo o café nacional exportado. O cruel barão, que era nascido na fria Pomerânia, chegara ao nosso Brasil tropical como um implacável e perverso comerciante escravagista de pessoas puras. Após a proibição geral do triste tráfico marítimo, canalizou a sua vasta fortuna para os longos cafezais. Um grave acidente nas matas profundas deixou o fidalgo irremediavelmente paralisado da cintura para baixo, aprisionado numa pesada cadeira de rodas. Contraiu mais tarde segundas núpcias com a bela dona Isolde, filha de um comerciante português muito rico. A sua jovem esposa vivia muito reclusa, totalmente alheia aos profundos e graves horrores noturnos de dor e angústia.
A terrível e silenciosa rotina noturna da imponente casa grande ocultava as práticas extremamente horrendas e imorais. Com o cair da noite silenciosa, cerca de três jovens e fortes homens escravizados eram sempre convocados aos amplos aposentos privados do poderoso barão, sob o falso e mentiroso pretexto de o auxiliarem a preparar o seu corpo cansado para dormir. Dada a sua grave condição física bastante incapacitante, o cruel e austero feitor selecionava apenas os rapazes bastante robustos, com idades compreendidas sempre entre os dezoito e os vinte e cinco longos anos. Os poucos sobreviventes inocentes confirmaram mais tarde perante a lei local que estas macabras convocações noturnas escondiam vários atos contínuos de extrema violência e também graves abusos íntimos forçados contra os homens. O barão perverso utilizava os pobres jovens apenas como meros objetos seus, recorrendo muito frequentemente a pesadas correntes de ferro fundido, metais perigosos em brasa e também a cruéis castigos físicos para subjugar dolorosamente qualquer mínima forma de resistência humana. A muito respeitável e devota baronesa Isolde, encerrada no seguro recato do seu belo e luxuoso quarto após rezar o terço sagrado, juraria mais tarde desconhecer completamente este escuro e denso poço de pura crueldade imensa que manchava e marcava a imensa fazenda sombria.
Entre os muitos cativos sofredores que eram chamados com muito grande frequência aos cruéis aposentos reais, destacava um jovem muito forte e altivo que era oriundo das terras longínquas de Angola, e que fora desembarcado de forma totalmente ilegal no porto escuro. Os violentos capatazes da terra chamavam logo por Cael, um falso nome muito curto e injustamente imposto para assim lhe poder apagar a sua verdadeira identidade familiar. Aos seus duros vinte e seis longos anos, com o seu lindo corpo já bastante talhado pelo duro trabalho muito exaustivo, o corajoso Cael mantinha sempre um admirável olhar muito destemido e incrivelmente desafiador da morte certa e dor. Numa fria e lúgubre semana fria de junho, o corajoso jovem africano foi inusitadamente convocado cerca de quatro vezes ao grande e sombrio quarto do seu malvado opressor doente. Numa dessas tristes e penosas noites lúgubres sem lua, enquanto o violento barão ressonava afogado num sono muito denso e profundo, Cael observou secretamente um pequeno e forte cofre escondido bem sob a enorme cabeceira da grande e luxuosa cama imperial. A triste senzala lotada já sussurrava baixinho nas sombras que exatamente ali dentro daquela caixa se guardava um perigoso e muito misterioso caderno de couro de capa muito vermelha.
Nesse diário totalmente abominável e diabólico, o barão doente registava metodicamente todas as precisas datas secretas, todos os exatos nomes longos das suas inúmeras vítimas sofridas e também os seus repulsivos e nojentos desenhos ilustrados dos seus muitos atos nefastos contra os homens oprimidos. O terrível e asqueroso documento criminoso, que é ainda nos dias de hoje cuidadosamente preservado nas gavetas antigas do nosso museu histórico de império local, continha exatamente cento e oitenta e sete páginas enormes repletas de muitas e evidentes provas sempre irrefutáveis da sua mais vil monstruosidade moral e falta de bondade humana. O revoltado Cael partilhou logo a sua grande e importante descoberta visual com dois muito leais e grandes companheiros sinceros de extremo infortúnio vitalício: o valente João Congo e o bondoso Zé Maria, um querido pai muito dedicado a criar as suas felizes e três belas crianças com amor imenso. Juntos e muito unidos, delinearam um formidável plano verdadeiramente tão perigoso como altamente audaz. O grupo combativo iria tentar retirar o pequeno caderno vermelho incriminatório e iriam então entregar a prova com as suas próprias mãos logo diretamente às boas autoridades oficiais justas durante a muito grandiosa e elegante festa social de São João.
A muito imponente festa comemorativa rica iria reunir toda a numerosa alta e requintada elite da vasta província na enorme e confortável casa principal do muito respeitado e famoso comendador fidalgo de Vassouras. A exposição pública chocante do vermelho diário infernal destruiria por completo de imediato a falsa e mantida honra do perverso e temido barão doente. Contudo, para poderem eles aceder secretamente ao tal cofre blindado de segurança e retirar a prova durante a plena e iluminada luz do quente dia calmo, precisavam necessariamente de possuir a sua única e tão preciosa chave dourada, a qual repousava sempre calmamente ao longo e muito elegante pescoço da triste e melancólica baronesa Isolde, que era a única e solene pessoa com total permissão vital na vasta casa silenciosa durante todas as compridas e calmas tardes solitárias quentes. Com a mais extrema cautela estudada, o escravo Cael começou então a tentar suavemente aproximar de modo constante e diariamente da doce e muito bondosa e pura senhora branca Isolde. O negro africano levava flores coloridas e muito belas e também perfumadas aos amplos e maravilhosos jardins verdes, cruzando fortes olhares de socorro.
A frágil Dona Isolde, mulher terrivelmente solitária na sua longa alma e tristemente negligenciada no leito conjugal pelo seu velho marido muito doente, não ficou de modo nenhum indiferente àquela presença. Foi logo na escura tarde tempestuosa do triste dia vinte de tenebroso junho, durante uma violenta e ruidosa tempestade que todos assustou, que o bravo Cael entrou devagar no requintado e lindo quarto grande da senhora baronesa com o humilde pretexto de servir uma bem quente e fumegante infusão feita de erva doce muito tranquilizante. Num enorme e súbito impulso cego de uma coragem sem paralelo, revelou de forma repentina à rica dama toda a crua e muito revoltante verdade. O forte rapaz explicou ali todas as inúmeras atrocidades cometidas na mansão e, finalmente, abrindo a sua camisa suada com as mãos tremer, mostrou a enorme marca vil e feia do ferro gravada. A senhora chocou se perante a cicatriz em brasa fortemente ardida no seu nobre peito juvenil: a feia letra do perverso barão. Dona Isolde ficou totalmente aterrorizada, paralisada, mantendo o absoluto segredo impenetrável perante a maldade agora descoberta.
Na ensolarada manhã fresca do dia seguinte morno, aproveitando a muito esperada e longa ausência breve do malvado opressor marido, que viajara para a próspera cidade vizinha, a atónita baronesa compassiva chamou Cael novamente aos seus belos aposentos muito secretos e recatados, isolados de todos os criados. Com as brancas mãos suaves a tremer de completo espanto real, e possuindo o coração bondoso apertado agora pela imensa dor, retirou logo a fina chave fria de metal do pescoço esguio e abriu num ato heroico o pesado e negro cofre trancado. A baronesa entregou rapidamente o vermelho diário proibido ao jovem, que fugiu rápido. O barão, contudo, regressou muito cedo e, notando o roubo, ordenou torturas aos cativos. Zé Maria traiu todos. No pátio, Cael conseguiu miraculosamente libertar os fortes braços amarrados, feriu o cruel feitor armado e o valente João Congo atirou fogo alto à senzala. O fogo devorou rapidamente a casa. Isolde confrontou o seu marido monstro e escapou ilesa. Cael recuperou a valiosa prova. Os escravizados mataram o barão ali. Isolde foi morar para Lisboa. Os restantes revoltosos foram severamente enforcados, mas Cael e João desapareceram para sempre, livres e felizes agora muito longe daqui.
A Fazenda das Sombras nunca mais foi reconstruída. O terreno queimado foi silenciosamente incorporado às propriedades vizinhas e plantado com café novo até à imensa crise financeira. Hoje, restam apenas alguns tristes vestígios de antigos alicerces perdidos e uma placa bastante discreta evocando o grande incêndio. O diário escuro permanece muito bem guardado para os pesquisadores. O poder cego gerou contradições mortais que ditaram a sua total ruína. A coragem de Cael mostrou que a alma livre nunca se dobra perante nenhum império vil, opressor, cruel ou correntes de ferro e de puro ódio negro e muito triste passado sombrio.