
Foi uma das falas mais explosivas dos últimos tempos. No meio de um programa, Craque Neto parou, olhou para a câmera e soltou sem filtro: “Eu só vou torcer pela Seleção por causa do Neymar. Só vou acreditar na Seleção se Neymar entrar e jogar, porque aí os times adversários vão ter medo”.
A frase caiu como uma bomba. Enquanto o Brasil se prepara para a Copa do Mundo de 2026 com uma mistura de jovens promissores e veteranos, um dos comentaristas mais polêmicos e queridos do país colocou o dedo na ferida de forma direta: sem Neymar, não tem hexa. Pior: sem ele, nem quartas de final.
Neto não economizou nas críticas. Para ele, o resto do time não oferece quase nada. Citou Casemiro sem piedade: “Casimiro, Alessandro, Bruno Guimarães… esse cara não corre mais, não dá carrinho, não comete falta, não desarma ninguém”. Falou de Matheus Cunha como se estivesse falando de um jogador de videogame: “O moleque é monstro no videogame, mas em campo só tem um gol pela Seleção. Isso é uma vergonha”. E foi além: disse que o Brasil atual é, na sua opinião, a pior Seleção de todos os tempos quando se tira Neymar da equação.
A imagem que ele usou para ilustrar seu ponto foi forte. Neymar descendo as escadas mancando, com a perna esquerda mais rígida, ainda carregando a bolsa da Liviton, mas mesmo assim sendo o centro de todas as atenções. “Olha o Neymar mancando… mas ele está aí. Se ele conseguir jogar 40 ou 50 minutos, ainda tem esperança. Se for os outros… esquece, não passa das quartas”.
Para Neto, a estratégia é clara e não admite meio-termo: o Brasil tem que jogar para Neymar. Não pode colocar quatro atacantes. Tem que deixar um jogador na frente e colocar quatro ou cinco homens no meio-campo, fortalecer a posse, deixar os laterais subirem e criar um ambiente onde o fenômeno receba a bola com qualidade. Ele chegou a montar até uma escalação ideal: zaga forte com Wesley, Gabriel Magalhães, Marquinhos e Douglas Santos; meio-campo lotado com Casemiro, Danilo, Bruno Guimarães e até Fabinho; e na frente apenas Neymar e Raphinha. Um 4-4-2 ou algo parecido, onde o objetivo principal é servir o camisa 10.
Ele comparou com a Argentina de Messi: “Eles jogam para ele. A gente precisa ter um pouco disso”. E lembrou que, desde Ronaldo Fenômeno em 2002, não existe um jogador com o mesmo peso dentro da Seleção. “Você pode juntar os dois, Ronaldo e Neymar. São o mesmo número”, disse, em tom de admiração.
A crítica ao “clima de festa” também foi dura. Neto falou do excesso de glamour, de fotos, de “muita festinha, muito óculos escuro, muito barulho” para uma equipe que, nos últimos 24 anos, coleciona cinco eliminações seguidas em quartas ou semi (quatro quartas e uma semi). “Não tem um jogador desde o Ronaldo Fenômeno… e ainda querem fazer festa como se já tivessem ganhado alguma coisa”.
Ele foi além e disse que, se o Brasil chegar à final e perder, quem vai levar a maior parte da culpa vai ser Neymar. “Se perderem a Copa, se chegarem na final e perderem, o Neymar vai levar muita porrada”. E completou, em tom de quem já viu de tudo: “Não sou eu que vou meter o pau na boca dele. Vai ser o Ancelotti, o presidente, o Rodrigo Caetano… vocês vão ver a confusão que vai ser”.
A fala de Neto divide opiniões, mas toca em um ponto que muita gente evita falar abertamente: o quanto a Seleção atual ainda depende de um único jogador. Com 34 anos, voltando de lesão grave no joelho e agora mancando por causa de problema na panturrilha, Neymar é tratado como o salvador da pátria mais uma vez. Os jovens como Endrick, Rayan, Igor Thiago e até Danilo (que vem brilhando) são o futuro. Mas, segundo Neto, esta Copa é de Neymar. Se ele estiver clinicamente bem, mesmo que seja para jogar 40 ou 50 minutos por jogo, ainda existe esperança. Se não estiver, o Brasil repete o vexame das últimas edições.

Ancelotti, que vem tentando montar uma equipe mais pragmática e com mais equilíbrio, agora tem um recado direto de um dos maiores ídolos da torcida: ou o time joga para o fenômeno, ou pode esquecer o hexa. Colocar Neymar cercado de atacantes, segundo Neto, é desperdiçá-lo. “Se você coloca Neymar com três ou quatro homens na frente, ele não toca na bola. Você vai acabar com o Neymar”.
A polêmica está lançada. De um lado, quem concorda com Neto e acha que o Brasil precisa ter coragem de montar o time em função do seu maior craque, mesmo que isso signifique mudar o esquema tático. Do outro, quem acha que essa dependência de um único jogador é exatamente o problema crônico da Seleção há anos.
Enquanto isso, as imagens de Neymar mancando continuam circulando. Ele foi convocado mesmo assim. Foi recebido como estrela. E, para Craque Neto, é nele que está a última chance real de o Brasil sonhar com o título em 2026.
“Se esse cara se cuidar, se melhorar fisicamente em relação à lesão, se conseguir jogar… aí tem esperança. Se for os outros… esquece. Não passa das quartas”.
A frase ficou no ar. E agora a pergunta que não quer calar é: Ancelotti vai ouvir? Vai montar o time para Neymar ou vai insistir no modelo que vem testando? Porque, segundo um dos comentaristas mais assistidos do país, a diferença entre o hexa e mais uma decepção em quartas de final tem nome e número: Neymar.
O Brasil inteiro vai descobrir nos próximos dias se Craque Neto estava certo ou se exagerou. Mas uma coisa ele deixou bem clara: para ele, sem o fenômeno em campo, nem vale a pena torcer.
E você? Concorda com o Craque Neto ou acha que ele foi injusto com o resto do time? Comenta aqui embaixo!