
A história de hoje é sobre David Camm, sua tragédia pessoal e, acima de tudo, vamos falar sobre o desenrolar absurdo das investigações policiais que rapidamente transformaram David de vítima em réu por três assassinatos. Olhe, é uma história recente, já respaldada pela tecnologia moderna, como testes de DNA, análise de padrões de manchas de sangue e tudo o mais que compõe as investigações policiais mais modernas nos Estados Unidos.
Um crime violento que tirou as vidas de Kimberly Star Rain Camm, 35 anos, Bradley, 7, e Jill, 5, e onde a suposta busca por justiça foi conduzida através de um estranho processo judicial que arrastou David Camm para o inferno. Eu sou Marc, bem-vindo ao Insólito. Antes de prosseguir, peço gentilmente que considere se juntar ao nosso clube de membros, porque, como você sabe, isso ajuda muito na manutenção do nosso projeto, especialmente para continuarmos produzindo conteúdo independente para você.
Combinado? Então, antes que os anúncios sejam feitos, vamos aos fatos. Quero deixar vocês com nossa amiga inscrita Kivia, que fará este Call to Action, e logo volto com o início da história. Okay? Oi pessoal, eu… eu sou a Kivia, e estou aqui para pedir que você se inscreva neste canal, ative as notificações, curta, comente e compartilhe as mensagens dadas.
Vamos aos fatos. Embora o conceito de Justiça seja muito amplo, as histórias que trazemos aqui no Insólito apresentam a justiça aplicada dentro do Direito Penal, ou seja, tanto na punição de crimes quanto na proteção dos direitos das vítimas. E isso está previsto em todos os países do mundo que geralmente promovem a segurança e a integridade da sociedade.
Os profissionais e entidades envolvidos na aplicação desta Justiça devem ser guiados pela igualdade, imparcialidade e legalidade. Igualdade significa que todos devem ter os mesmos direitos, deveres e oportunidades. Imparcialidade significa que julgamentos e decisões baseiam-se apenas na lei e nos fatos apresentados.
Legalidade significa que todas as decisões devem estar de acordo com as leis existentes e seguir procedimentos legais estabelecidos. No entanto, preste muita atenção aqui: todo este discurso vem dos velhos tempos. É perfeito, mas como dizem, na prática, a teoria é outra. Vamos ver, queridos abduzidos, a cena do crime da família Camm. [Música] Camm, 28 de setembro de 2000, foi o pior dia.
O momento mais memorável da vida de David Ray Camm foi o dia em que ele chegou em casa, por volta das 21h30, e encontrou sua esposa Kimberly e seus dois filhos, Bradley e Jill, mortos a tiros. A cena foi descrita como uma execução, com as vítimas surpreendidas na garagem enquanto ainda estavam dentro do carro da família. Kim estava caída no chão, Jill estava no banco de trás ainda usando o cinto de segurança, e Brad, Bradley, estava encolhido ali no banco de trás como se tentasse fugir do agressor.
Tanto a mãe quanto a filha haviam levado tiros na cabeça, mas o menino foi baleado no tronco; a bala cortou sua coluna. Isso levou David Camm, o pai, a acreditar inicialmente que seu filho não estava morto ao chegar à cena. David até realizou RCP no pequeno Bradley ali mesmo no chão da garagem, tentando salvar a vida do filho.
O desespero para entender o que estava acontecendo, especialmente para fazer qualquer coisa para salvar seu filho que poderia ainda estar vivo naquele momento, levou David Camm a entrar no veículo e mover o carro involuntariamente. O corpo da esposa, e até mesmo ficar coberto pelo sangue dela enquanto tentava alcançar seu filho e retirá-lo do veículo, foi tudo uma grande confusão, por assim dizer, que contaminou completamente a cena do crime, apagou as verdadeiras evidências do que havia acontecido ali e criou um grande problema para David, que mais tarde foi jogado no centro das investigações. Mas os detalhes forenses, os falsos e os verdadeiros, virão um pouco mais tarde em nossa história. O que é certo é que o relatório oficial afirmou que nenhuma das três vítimas teve chance de escapar ou se defender. Podemos adiantar que problemas conjugais passados entre David e Kim também contribuíram para as análises tendenciosas que tornaram David Camm um suspeito perfeito, um culpado em potencial mesmo antes do julgamento.
Então agora, pessoal, vamos aprender mais sobre as teorias desenvolvidas para o caso, e convido vocês, meus competentes detetives amadores, a acompanhar esta história muito de perto. [Risos] Muitas pistas falsas ou interpretações equivocadas atrapalharam a investigação dos assassinatos. E, claro, a polícia levou em conta o fato de que, muitas vezes, o criminoso cruel se esconde por dentro.
David Camm, a vítima do crime, foi uma pessoa de interesse na investigação. Pistas e evidências encontradas na casa levaram a uma teoria inicial de que David Camm tinha ido jogar basquete com alguns amigos de uma igreja local para criar um álibi. Segundo esse argumento, quando voltou para casa após o jogo, ele atirou em sua família, limpou parcialmente a cena e só então chamou a delegacia da Polícia Estadual de Selberg para pedir ajuda.
Para que saibam, Selberg era, até então, uma cidade relativamente desconhecida e segura na zona rural de Indiana, com menos de 6.000 pessoas vivendo lá, cerca de 1.500 casas. A confusão no caso criminal começou quando um certo Rob Stites, que era apenas um fotógrafo de cena de crime, foi considerado pela polícia como um analista de respingos de sangue, lembrando Dexter Morgan.
Embora, nessa descrição dada pelas fontes do caso — que, segundo relatos, foi confirmada pela própria polícia —, o cara pareça mais… qual o nome daquele cara asiático que faz parte da equipe de investigação de Dexter? Masuka, Masuka, acho que é isso. Ele é bem… Dexter é um verdadeiro especialista, não é? Mas Rob está se saindo muito bem.
Rob disse à polícia que a cena do crime havia sido limpa, que havia respingos de sangue na camisa que David estava usando e que apenas essas manchas eram resultado de um impacto de alta velocidade, significando que não houve transferência por contato. Ele, portanto, precisaria ter estado na cena do crime no momento do tiroteio.
Outra evidência incriminadora foi uma chamada telefônica da residência às 19h19 na noite do assassinato, um horário em que David supostamente estava fora jogando basquete com seus amigos da igreja. Por fim, o motivo seria um crime passional, dado o histórico de infidelidade de David. Em outras palavras, talvez ele basicamente quisesse se livrar de sua família para começar uma nova vida com outra mulher.
Em suma, a polícia sabia que o mal existe e que, às vezes, ele se esconde e então explode bem na nossa frente, então David foi considerado suspeito e, dias depois, foi preso. Bem, após esta primeira teoria, veio a segunda teoria do crime. A polícia civil foi forçada a alterar levemente sua teoria sobre a comissão deste crime porque os relatórios do legista confirmaram com precisão.
O horário das mortes foi mais de uma hora antes do que se pensava inicialmente e, neste caso, David Camm agora tinha um álibi bastante sólido: aquele jogo de basquete. Onze testemunhas disseram à polícia que David estava jogando com eles das 19h até depois das 21h. A teoria dos investigadores focou na possibilidade de que o homem tivesse escapado durante o jogo de basquete, sem que seus amigos notassem, ido à sua residência, cometido esses terríveis assassinatos e depois retornado despercebido.
Como era um grupo pequeno, parece um pouco difícil acreditar que isso aconteceu. Todos ali estavam muito próximos ou observando seus amigos; não era uma festa com centenas de pessoas, então ninguém notaria a saída francesa de David. Crimes como este certamente devem ter sido cometidos desta forma antes, mas neste caso, não parece muito plausível.
A menos que todos os 11 amigos de David estivessem em conluio com ele para cometer este crime bárbaro. A princípio, pensamos que não, mas há uma terceira teoria sobre o crime. A terceira teoria envolvia… o depoimento de Charles Boney… este Charles era um pedaço de lixo humano com várias passagens pela polícia e uma longa lista de crimes e agressões contra mulheres.
Somente em 2004 seu DNA foi encontrado em um moletom que estava jogando no chão da garagem da família Camm. Assim, ele foi tardiamente conectado ao crime. Claro, era tudo circunstancial, mas sim, ele teria sido um criminoso viável nesta história. No entanto, após uma série de confissões confusas sobre o porquê de ele estar simplesmente no lugar errado na hora errada, Charles Boney inventou uma versão em que David Camm estava implicado até o pescoço e continuava sendo o atirador da sua própria família.
Esta foi a terceira teoria do crime, na qual Charles, que já era um criminoso como vimos, teria ido à casa da família Camm com o único objetivo de vender uma arma para David Camm. Vale notar que este suposto encontro pré-combinado entre os homens havia sido arranjado verbalmente, sem nenhuma evidência de uma chamada telefônica, por exemplo, entre eles.
Então, em 28 de setembro de 2000, em sua versão, Charles chegou ao endereço da família de David com a arma enrolada em seu moletom cinza, uma peça de roupa que foi encontrada mais tarde descartada na cena. Seguindo o crime, a Sra. Kim chegou — quer dizer, Kim não chegou de carro com as crianças; ela estava dirigindo o SUV Ford que estava estacionado na garagem.
David caminhou até o carro de sua esposa e disparou vários tiros. Depois disso, ele supostamente se aproximou de Charles Boney, que permaneceu ali como um observador inocente. Ele então acusou David de ser o responsável pelo crime. Segundo o próprio relato de Charles, após os disparos, a arma travou ou ficou sem munição. Naquele momento, Charles fugiu de David, alegando que ele tentava persegui-lo com a arma na mão.
Eles então entraram na casa de David e voltaram para a garagem, momento em que Charles tropeçou e caiu sobre os sapatos de Kim, que estavam fora dos pés dela no chão da garagem. Charles Boney afirmou que pegou os sapatos e os colocou em cima do carro. Ele até teve tempo de se inclinar sobre o carro e verificar se as crianças, Brad e Jill, que estavam dentro do veículo, estavam vivas ou mortas.
Esta narrativa era uma tentativa clara de Charles Boney de amarrar várias pontas soltas. A investigação apontava para ele como o atirador e, desta forma, ele tentou explicar como a arma em sua mão acabou sendo encontrada no veículo e a localização bizarra dos sapatos de Kim. Só para esclarecer, além das palavras de Charles Boney, nenhuma evidência adicional foi recuperada que pudesse confirmar esta versão e, assim, conectar os dois homens ou culpar David Camm pela morte de sua família.
Como você pode ver, estamos apenas na metade do caso e a coisa toda é bastante complicada. Não há muitas linhas aqui. Aparentemente, quando ouvimos sobre um caso como este, a primeira coisa que pensamos é: “Não é possível! Será que um pai com dois filhos pequenos, um de cinco e um de sete, teria a coragem de fazer algo assim, de assassinar sua esposa?” Mesmo que tivessem um passado, discussões sobre supostas infidelidades, tudo baseado nas teorias das investigações… Então, para eliminar sua esposa e seguir com sua vida, ele teria que matar seus dois filhos pequenos? Já aconteceu, infelizmente, já aconteceu várias vezes, mas sempre nos colocamos na posição de dizer: “Não é possível”. Mas então, vamos apresentar as contraprovas neste caso.
Eu não sei vocês, mas aqui… Nesse ponto da história, pensamos que a presença de Charles Boney, um criminoso, na cena do crime — como vocês viram, este Charles Boney tinha uma extensa ficha criminal, não é? Ele é um pedaço de lixo total. Então, incluindo a admissão de que a arma era dele, bem, pensamos que a partir daqui, a história focaria neste Charles.
Mas isso não aconteceu. Depoimentos de testemunhas de acusação foram firmes em dizer que Kim, Brad e Jill ainda estavam vivos e na piscina até as 19h15, ou seja, 19h15. Então, os supostos tiros disparados pouco depois das 19h não batiam com o horário estimado da morte, conforme confirmado pelo médico legista, colocando os crimes por volta das 20h.
Então David, o marido, tinha um álibi: basquete com amigos, certo? Embora as acusações de infidelidade fossem reais, isso não transformou o viúvo e pai enlutado em um provável assassino. A chamada telefônica feita de casa em um horário que não encaixava na narrativa de inocente de David pode ser explicada como uma simples confusão da companhia telefônica, um erro causado pelos fusos horários complicados em Indiana. É isso.
Abduzidos, verificando rapidamente aqui na web, o estado de Indiana tem dois fusos horários e é usado por canais do YouTube, televisões, etc. É o horário da capital, Indianápolis, então a chamada telefônica feita por David foi, na verdade, feita às 18h19, antes de ele sair para jogar basquete com seus amigos, e não durante um horário em que o assassino teria estado na casa da família Camm.
A limpeza da cena do crime e os respingos de sangue na camisa de David também foram questionados. Mais tarde, descobriu-se que não houve, na verdade, uma limpeza da cena do crime, mas a separação habitual do sangue quando exposto ao ar por um tempo, então ele seca nas roupas de David. Algumas manchas identificadas pelo fotógrafo e pseudo-especialista em sangue — lembram do início da história? Bem, elas não eram respingos de impacto de alta velocidade, longe disso.
Rob Stites cometeu erros, pessoal. Ele fez interpretações incorretas e isso comprometeu seriamente o processo investigativo e criminal. E aqui, para ser justo, nem um zumbi da série Dexter faria algo assim. Que confusão essa polícia fez, deixando o fotógrafo da cena do crime fazer uma análise forense de projeções de sangue.
O padrão de manchas de sangue… Para os investigadores, o estranho DNA no moletom encontrado na cena do crime inicialmente não rendeu resultados; não houve correspondência entre ele e as informações disponíveis nos bancos de dados. Mas era de Charles e de outra pessoa, que mencionaremos para vocês mais tarde. Este Charles Boney admitiu ter colocado os sapatos de Kim sobre o veículo, mas negou que isso tivesse algo a ver com episódios anteriores de agressão a outras mulheres e seu fetiche por pés.
A história toda está ficando cada vez mais bizarra, não é? Com tudo isso em mente, vamos seguir para os julgamentos. O caso foi a julgamento pela primeira vez na primavera de 2002, com os respingos de sangue como a principal evidência forense contra David Camm, o viúvo. Seus problemas conjugais e escapadas foram citados como a motivação para os crimes.
A acusação também argumentou que as manchas de sangue na camisa de David Camm eram resultado de um impacto de alta velocidade, provando que ele era o atirador, embora especialistas contratados pela defesa alegassem que o padrão foi causado por transferência de sangue no momento em que a camisa do homem foi exposta. Contato com o cabelo ensanguentado de Jill dentro do veículo enquanto ele tirava o filho para tentar salvá-lo — lembram daquele episódio quando ele chegou e presenciou aquela cena terrível? Ele entrou no carro para pegar o garotinho que estava lá, todo encolhido atrás do banco. Muito bem,
Bart Epstein, um analista de padrão de manchas de sangue, questionado pela defesa, afirmou que há grande importância não apenas nos diferentes tipos de manchas de respingos de sangue, mas também no número, ou seja, a quantidade de manchas. Ele disse o seguinte: “O tiro produzirá centenas de manchas ao redor.”
“Eu nunca vi, e acredito que os outros especialistas, tanto da acusação quanto da defesa, indicaram que nunca viram apenas sete ou oito pequenas manchas como resultado de um tiro. Nunca vimos isso durante os testes.” Epstein, este especialista, e outro analista de padrão de manchas de sangue demonstraram como as manchas de sangue poderiam ter entrado na camisa de David a partir do cabelo de uma pessoa contendo sangue.
Padrões semelhantes aos da camisa de David Camm foram reproduzidos ali. No entanto, o júri e o juiz não ficaram convencidos e David foi condenado pelos três assassinatos. Então, em agosto de 2004, alguns anos depois, o Tribunal de Apelações de Indiana… O tribunal anulou a condenação, citando a decisão errônea do juiz do julgamento de permitir o testemunho de uma dúzia de mulheres que alegaram ter tido casos com David Camm ou ter recebido avanços íntimos dele.
Este perfil promíscuo e desleal de David Camm influenciou a consideração do tribunal sobre David Camm como capaz de assassinato. O julgamento de 2002 foi considerado imparcial e, portanto, passamos a um segundo suspeito. Em novembro de 2004, o promotor Keith Henderson reabriu as acusações contra David Camm, oferecendo-lhe o direito a um segundo julgamento, supostamente mais justo.
No início de 2005, a defesa solicitou que o DNA de dois indivíduos desconhecidos encontrados em um moletom na cena do crime fosse reprocessado pelo CODIS, o banco de dados criminal que mencionei várias vezes em outros casos neste canal. Os advogados de defesa argumentaram que a acusação se recusou a fazer isso até que uma ordem judicial fosse emitida.
Uma correspondência foi encontrada para a amostra de DNA masculino e descobriu-se que esta amostra de DNA… Especificamente, nunca foi executada antes do primeiro julgamento, apesar das garantias do promotor de que a amostra havia sido analisada e não mostrava correspondência — em outras palavras, uma grande mentira do promotor, não apenas um descuido ou uma falha do sistema.
Charles Boney, um criminoso condenado da vizinha New Albany, foi identificado como o dono do moletom, e já falamos bastante sobre esse cretino aqui, não é? Ele estava em liberdade condicional na época do crime, tendo sido condenado anteriormente por cometer uma série de assaltos à mão armada contra mulheres, vários envolvendo o roubo de sapatos.
Não preciso lembrar vocês sobre o incidente do sapato de Kimberly, preciso? O ataque mais recente tinha sido um violento assalto à mão armada com a tentativa de sequestro de três mulheres sob a mira de uma arma. Em alguns casos, havia sinais de perseguição. Algumas das vítimas anteriores de Boney relataram receber telefonemas de assédio por vários meses antes dos ataques; a voz masculina perguntava o que as vítimas estavam vestindo e se estavam usando salto alto.
Ele já havia admitido à polícia que tinha um fetiche por pés, um detalhe que ele discutiu mais tarde com vários meios de comunicação, e este detalhe foi importante para a defesa de David, já que os sapatos de Kimberly Camm foram removidos e alinhados em cima do veículo em meio a uma cena de crime bagunçada e, acima de tudo, perturbadora. Conectem os pontos. Segundo o relatório do legista, ele tinha uma série de hematomas e escoriações na parte superior de ambos os pés, o que poderia estar associado à luta na qual seu assassino tirou seus sapatos.
No entanto, Charles Boney negou qualquer envolvimento no caso, alegando que doou um moletom para caridade. Então, qualquer um poderia ter deixado a peça de roupa na cena, então ele foi inocentado como suspeito. No entanto, duas semanas depois, sua impressão palmar foi descoberta no veículo de Kim, e agora ele foi preso. Outra amostra de DNA foi identificada mais tarde como pertencente à sua então namorada, claramente uma cúmplice no crime da família Camm.
Vocês não vão acreditar nisso, mas fontes neste caso esclarecem que Stan Faith, o promotor que acusou o viúvo David Camm no primeiro julgamento, era também, preparem-se, o advogado de Charles Boney. Isso é um tremendo conflito de interesses, já que ambos os homens estavam envolvidos no mesmo crime. Eu não sei sobre a lei, mas no Brasil, isso é um caso de… não me lembro se é suspeição ou tem outro termo… quando um funcionário público é obrigado a se declarar suspeito, ele não pode atuar em um caso como este. É surreal. Este Dr. Stan Faith disse que as coisas não aconteceram bem assim, que no primeiro julgamento o nome de Charles ainda não tinha surgido, claro que o advogado perdeu completamente.
Sua credibilidade, mas ele declarou o seguinte: “Eu lamento, lamento profundamente, mas o mito que está crescendo a partir disso é falso.” Claro, é muito falso, né? Você não sabia que o cara também estava implicado ali? Lembrem-se que havia várias linhas de investigação ali, seu cliente não estava implicado em nenhuma delas, certo? Oh, oh, oh, doutor, após o DNA de Melissa… acho que é assim que se pronuncia o nome dela, foi identificado, certo? Ela foi entrevistada sobre seu conhecimento do crime. A namorada de Charles Boney
lembrou que naquela noite ele voltou para casa depois da meia-noite, o cara parecia bastante tenso, ele tinha alguns ferimentos nas mãos e seu joelho também estava um tanto machucado, e ele estava carregando uma arma com ele naquele dia. Durante o dia seguinte, ele acompanhou a cobertura do crime pelo jornal, lembrando que a comunidade só tinha 6.000 habitantes.
Claro, sabemos que mais tarde o sangue das vítimas foi encontrado em sua camisa, etc. Ele estava muito interessado no que ia acontecer, não estava? Então vamos falar sobre o segundo julgamento. Okay, após a prisão deste Charles Boney em 2005, quando aconteceu o segundo julgamento de David Camm, Charles foi acusado de… Cometer o crime juntos então faria deles dois conspiradores no assassinato de Kim e seus dois filhos. Boney foi julgado primeiro, condenado e sentenciado a 225 anos de prisão. O julgamento de David Camm começou em 17 de janeiro de 2006, quando seu passado moralmente manchado não foi considerado um fator no julgamento. Mas além da questão das mortes das vítimas e da busca por justiça para elas, algo mais estava acontecendo no tribunal: os advogados envolvidos, a saber, o novo promotor do condado e Stan Faith, ex-promotor e atual advogado de defesa de
Charles, estavam envolvidos em uma disputa pessoal por sucesso e reconhecimento. Então, aparentemente do nada, a acusação sugeriu que David Camm havia cometido o crime para esconder o fato de que ele era um abusador e que havia violado sua filha de 5 anos, Jill. Neste caso, a morte de sua esposa e filhos foi a maneira que ele, um policial, escolheu para se salvar desse crime que de alguma forma se tornaria conhecido.
Sim, abduzidos, eu também estou sem palavras, como imagino que vocês devem estar do outro lado. Um caso muito pesado, não é? Pensem apenas nas famílias. E amigos que sofreram a angústia e talvez as incertezas daqueles dias de julgamento, na verdade, o que aconteceu foi apresentado como evidência a presença de um único ferimento contundente na genitália da garotinha, segundo o relatório do legista.
No entanto, um médico forense que testemunhou para a defesa discordou desta teoria de que o ferimento era resultado de abuso íntimo. Não sei se vocês se lembrarão, mas a garotinha estava presa em uma cadeirinha de carro no banco de trás. A criança tinha muitos outros ferimentos por força contundente em seu corpo; esses foram ferimentos sofridos quando ela foi atingida durante o ataque fatal.
Lembrando que o trauma contundente fechado é geralmente o resultado de o corpo impactar uma superfície, um golpe, digamos; é o oposto do trauma aberto, ou seja, penetrante, quando ocorre um ferimento permanente, como a passagem de um objeto pelo corpo, uma faca ou bala, por exemplo. Bem, após muita informação neste segundo julgamento, ele foi condenado pela segunda vez, ou seja, David.
A sentença foi então proferida após 60 dias, e a surpresa é que a sentença foi de prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional. Camm apelou da condenação, citando a natureza prejudicial das… Alegações de abuso físico íntimo e a falta de evidências ligando-o aos ferimentos em sua filha, a Suprema Corte de Indiana concedeu uma segunda anulação, afirmando que faltavam evidências competentes para apoiar a premissa de que o réu molestou a criança, o que é bastante estranho.
Não é porque eles estavam discutindo apenas a suposta motivação para o crime, mas estava claro há anos que ele não poderia ter cometido os assassinatos naquela noite. E assim, abduzidos, passamos para o terceiro julgamento. O motivo alegado pela acusação no terceiro julgamento foi dinheiro, já que as investigações também indicaram que as mortes da família de David resultariam em benefícios financeiros para ele, dinheiro de apólices de seguro de vida contratadas por Kim.
Neste terceiro julgamento, o já condenado Charles Boney testemunhou contra David pela primeira vez, acusando David de atraí-lo para casa antes de atirar em sua própria família e depois apontar a arma para ele. Já mencionamos isso para vocês, não já? Neste processo, evidências de DNA de Charles foram apresentadas em muitos lugares diferentes nas roupas das vítimas, apontando para uma luta física entre ele e Kimberly.
E neste caso, com tanto DNA do criminoso na cena e nos corpos das vítimas, era totalmente improvável que David Camm fosse o autor. Seja o atirador ou alguém minimamente envolvido nos assassinatos da família, a estratégia do juiz foi retratar David Camm como uma espécie de mentor ou instigador dos crimes. Ele arriscou ser julgado exatamente como foi na segunda vez.
E aqui, olhando tudo isso de fora, parece que todo esse processo, toda essa investigação, foi contaminado por algum juízo de valor. Talvez seja porque foi provado que o cara estava traindo sua esposa, não sei o quê. E então eles começaram a confundir as coisas e levaram o julgamento para o lado pessoal quando, como mencionado na introdução deste episódio, deveria ter sido baseado apenas em questões de legalidade e imparcialidade.
Mas enfim, vamos continuar. Para os advogados de defesa de David, é como se o tribunal pessoal não desse importância às evidências apresentadas, ao próprio processo lógico, e estivesse apenas esperando o momento de condenar o réu. Qualquer motivação serviria como desculpa: infidelidade conjugal, abuso infantil e fraude de seguro de vida.
Parece que eles estavam realmente procurando o problema, certo? O tópico dos respingos de sangue foi rediscutido exaustivamente, como se houvesse uma tentativa contínua de manipular a comunidade. Esquecendo as verdades provadas e relançando dúvidas técnicas e criminais — e vocês sabem o que realmente parece um roteiro que daria um bom filme, mas se transformou em uma minissérie muito ruim, voltando repetidamente ao mesmo assunto — mas essa era a vida real de David Ray Camm.
Finalmente, em 24 de outubro de 2013, exatamente 13 anos após os crimes, o júri finalmente considerou David inocente de todas as acusações. Seus advogados disseram que agora ele queria justiça e até vingança para si mesmo, porque aquela parte do processo referente às mortes de Kim, Brad e Jill estava resolvida, e Charles Boney estava pagando pelas mortes daquelas pessoas.
David Camm decidiu então processar o estado e pedir US$ 30 milhões em compensação pelos erros que o afetaram e pelos 13 anos que permaneceu preso entre sua detenção antes do julgamento e todo o julgamento. A reação da comunidade foi dividida. Muitos haviam acompanhado o passo a passo dessa enorme saga e acreditavam em sua culpa, mesmo com a apresentação de fatos, testemunhas e evidências que provavam que David era um viúvo e pai que não conseguia nem processar o luto de sua família assassinada.
Ray Camm também foi uma vítima, mas vizinhos interessados no crime declararam publicamente que estavam completamente chocados com a liberdade de David e que ele não deveria estar fora da prisão. Bem, aqui está toda aquela coisa de fofoca, sabem, a história do “ele disse, ela disse” onde as pessoas apenas leem as manchetes, não acompanham todos os detalhes do que aconteceu e então espalham um monte de bobagens.
É muito perigoso. O caso do crime da família Camm atraiu muita atenção de grupos de defesa de condenações injustas, como o conhecido Innocence Project. Após 13 anos, jornalistas, jurados e policiais tiveram a oportunidade de dar suas opiniões sobre o que aconteceu. O foco parece nunca ter sido exatamente no crime em si, nas três mortes, mas sim no possível envolvimento de David.
Era como se as pessoas quisessem que aquilo fosse a verdade, e não estavam satisfeitas com nenhuma outra resposta. O custo de todo o processo, incluindo exames, tempo de detenção, etc., excedeu US$ 4 milhões — dinheiro arrecadado através do dinheiro dos contribuintes que poderia ter sido melhor usado se não fosse por essa confusão que beira a farsa.
Quem se beneficiou do caso amplamente divulgado? Foram as redes de televisão e depois a mídia como um todo. Em janeiro de 2014, o Dateline da NBC exibiu um especial de 2 horas intitulado “Mystery on Lockard Road”, e o caso foi coberto três vezes no “48 Hours” da CBS. Dois livros foram escritos sobre o caso: “One Deadly Night” (2005), “Searching for Justice” (2013), e um capítulo no livro de James Mitchell, “Secrets Can Be Murder: The Killer Next Door”. Vários canais internacionais do YouTube também prestaram atenção à história. O que podemos talvez adicionar aqui é que as repercussões envolveram muitos níveis da polícia e do sistema jurídico de Indiana, desde a incompetência de técnicos forenses e perjúrio em tribunal — declarações falsas sobre análise de evidências — até a adulteração de evidências físicas, especialmente o celular da falecida Kim Camm.
O dispositivo desapareceu da sala de evidências e depois reapareceu completamente limpo, sem nenhuma impressão digital. Um parente distante do assassino, Charles Boney, trabalhava como policial, e essa arte foi atribuída a ele, mas… Ele não respondeu legalmente, certo? É por isso que vocês todos entendem, pessoal. O assassino tinha um parente que era policial, e todos pensavam que era ele quem tinha feito isso.
Ele pegou o telefone, depois voltou lá. Ainda houve um processo de difamação entre os jurados. E algumas outras trapaças vergonhosas. Testemunhas foram supostamente ameaçadas pelo primeiro promotor, aquele que também era o advogado do assassino. E assim por diante. O testemunho fraudulento do não-especialista em respingos de sangue, o fotógrafo, junto com a tentativa de coerção do promotor, foram apresentados em um livro forense chamado “Forensic Fraud”, avaliando a aplicação da lei e as culturas da ciência forense no contexto da má conduta dos examinadores. Isso conclui esta parte da história. Vale mencionar que David Camm foi contratado por uma organização nacional sem fins lucrativos que fornece investigações de defesa criminal para pessoas supostamente inocentes. Acham que acabou? Não, David não saiu do olho do furacão. Mesmo após ser absolvido criminalmente, ele enfrentou um processo civil movido pelos pais de sua falecida esposa por aproximadamente US$ 625.000 que os sogros de David, o casal Frank, deveriam receber do seguro de vida.
Janice Rinn acreditava firmemente em sua culpa e trabalhou para evitar que ele se beneficiasse de qualquer dinheiro resultante da morte de sua filha e netos daquele processo de US$ 30 milhões contra o estado de Indiana. David aceitou apenas US$ 50.000. E em janeiro de 2018, o processo de direitos civis que David moveu contra membros da Polícia Estadual de Indiana, promotores e outros funcionários foi indeferido pela juíza Tania Walton.
Naquele caso, o tribunal explicou que acreditava que havia causa provável para acusar Camm de assassinato, significando que eles estavam apenas fazendo seu trabalho. Em 10 de setembro de 2019, o Tribunal de Apelações dos Estados Unidos deu um parecer parcialmente favorável a David referente a este caso de prisão injusta que ele sofreu. Um acordo foi anunciado em 28 de abril.
Muitos outros lucraram com o caso, como Gary Dunn, que em 2022 lançou seu livro, “His Bloody Lies and Persecution of David Camm”. Gary é um ex-agente do FBI e estudioso que trabalhou no caso e mais tarde detalhou como dois grupos de investigadores chegaram à conclusão. Conclusões errôneas e depois completamente falsas, auxiliadas por um falso especialista em padrão de manchas de sangue e um suposto especialista em cena de crime, tudo isso sendo dirigido por um promotor corrupto, Dexter Morgan, que ficou envergonhado por esses caras.
Também foi dada ênfase ao fato de que Charles Boney, o infame criminoso conhecido como o “Bandido dos Sapatos”, havia sido libertado da prisão algumas semanas antes dos assassinatos. Ele havia cumprido quase uma década por agressões e ataques a mulheres, como vimos. No entanto, isso teve pouca importância no julgamento. Por outro lado, David Camm, um policial condenado de Indiana, foi muito rapidamente acusado dos assassinatos de sua família, com base em evidências questionáveis, e tudo a seu favor foi desconsiderado.
Uma história incrivelmente absurda e tensa. Não é verdade, pessoal? Imerso neste relato que começou em setembro de 2000, até sugiro que você rebobine este vídeo para o início e assista novamente antes de devolvê-lo à locadora. Vamos lá, pessoal! Espero que tenham gostado do nosso trabalho de hoje. Eu fico tipo: “Ah, com essa história, parem de ser tão bizarros, é além do surreal!” Deixe seu comentário, verifique sua inscrição no canal, junte-se ao nosso clube de membros e siga-me no Instagram @rubinoinsolito.
Um beijo do RVO e nos vemos no próximo episódio!