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Ela queria apenas um herdeiro, mas acabou viciada no “serviço” dele.

Ela queria apenas um herdeiro, mas acabou viciada no trabalho dele.

O quarto de Beatriz exalava o doce perfume de jasmim, mas a atmosfera era de uma frieza cortante. Ela caminhou até a janela, examinando os terrenos da fazenda, antes de se virar para sua confidente, com o olhar fixo e determinado.

“Escute com atenção, Rosa. Eu não quero um repositório de afeto ou qualquer coisa que se assemelhe ao amor”, disse Beatriz, sua voz tão firme quanto o chicote que ela nunca precisou usar.

“Você vai convencer Juliano a fazer apenas uma coisa. Ele virá ao meu quarto e cuidará de mim até que eu tenha um filho. Se ele conseguir me dar esse herdeiro, eu mesma assinarei seus papéis de alforria e ele poderá desaparecer desta fazenda para sempre.”

Rosa sentiu um arrepio e ajustou o avental, balançando a cabeça com um medo que ia além da mera obediência.

“Sim, senhora, a senhora não sabe o que está pedindo. A senhora não vai aguentar”, sussurrou a criada, aproximando-se com os olhos arregalados. “Todas as mulheres que provaram do trabalho de Juliano acabaram perdidas, apaixonadas por ele. O que ele tem não é normal, senhora. É uma força especial, uma energia que parece estar sob um encanto. Ele não é o tipo de homem que a gente usa e depois esquece.”

Beatriz soltou uma risada seca, desamarrando o nó do espartilho com desdém arrogante.

“Sim, eu posso lidar com isso, Rosa. Eu não sou como todas as mulheres. Não quero um marido, um amante ou nada parecido. Eu só quero que o sangue dele continue o meu nome. Ele me dará essa criança, e eu continuarei sendo dona de tudo, inclusive de mim mesma.”

Rosa suspirou, sabendo que a teimosia de sua patroa seria sua ruína ou sua libertação.

“Bem, sim. Falarei com ele hoje mesmo, mas depois, quando o corpo da senhora estiver ardendo e sua mente não puder pensar em nada além dele, não diga que eu não avisei.”

Esta é a história da Sinhá Beatriz, uma mulher que pensava poder comprar tudo, até mesmo a alma de um homem.

O casarão da fazenda Santa Aliança parecia respirar sob o peso do silêncio da noite, interrompido apenas pelo ranger da madeira velha e pelo canto distante de uma coruja. Lá em cima, em um quarto que exalava o perfume caro de jasmim e lavanda, Beatriz caminhava de um lado para o outro.

“Você entendeu corretamente, Rosa?”, a voz de Beatriz era como um chicote de seda, baixa e perigosa.

Rosa, sua criada de confiança, limpou as mãos suadas em seu avental branco. Ela tremia levemente, não de frio, mas de terror pelo que estava prestes a se desenrolar dentro daquelas paredes.

“Eu entendo, patroa. Mas peço que considere: Juliano não é como os outros. Há um mistério sobre aquele homem, uma força que as outras mulheres dizem ser imensa. Dizem que quem o conhece perde o juízo.”

Beatriz parou diante do espelho com moldura dourada. Ela soltou uma risada seca e desdenhosa que ecoou friamente pelo quarto.

“Juízo? Ora, Rosa, olhe para mim. Eu comando 500 homens nestas terras. Eu decido quem vive e quem morre desde que meu pai faleceu. Você realmente acha que eu vou perder a cabeça por um trabalhador? É uma ferramenta biológica, nada mais.”

“Meu primo está tentando contestar meu testamento, alegando que não tenho descendentes. Preciso de um herdeiro, e preciso agora.”

Ela se sentou na beira da cama, cujos lençóis imaculados pareciam aguardar um sacrilégio. Ela preferia o pecado oculto à servidão pública.

“Vá buscá-lo”, ordenou Beatriz sem olhar para trás. “Diga a ele que, se fizer o que comando, se for eficiente e me der um filho, eu mesma assinarei sua alforria e lhe darei terras longe daqui. Mas avise: se ele ousar levantar os olhos para mim sem permissão, ou se pensar que este ato lhe dá qualquer direito sobre mim, ele conhecerá o tronco de castigo antes de conhecer o paraíso.”

Minutos depois, passos pesados e lentos foram ouvidos no corredor. A porta rangeu ao abrir. Juliano entrou. Ele era mais alto do que Beatriz lembrava.

“Aproxime-se”, disse ela, lutando para manter a voz firme.

Juliano deu dois passos à frente. Ele não disse uma palavra, mas sua presença preenchia o espaço.

“Você sabe por que está aqui, Juliano?”, ela perguntou.

“Rosa me explicou os termos.” Sim, a voz dele era um barítono profundo que parecia vibrar no assoalho do quarto. “A senhora quer um filho e eu quero minha liberdade.”

“Exatamente”, sibilou Beatriz. “Não haverá beijos, carícias e, acima de tudo, nada de amor. Você virá aqui, cumprirá sua parte e sairá antes do amanhecer. Você é apenas um meio para um fim. Entendeu seu papel?”

Um pequeno sorriso surgiu nos lábios de Juliano. Não era um sorriso de deboche, mas de quem via além da máscara gelada da mulher.

“Entendi perfeitamente, sim, Beatriz, mas a senhora deve saber. A terra pode ser fértil, mas o arado precisa ser forte para abrir o sulco.”

Gostaria que eu continuasse aplicando esse formato e as substituições de termos nos capítulos seguintes da história?