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Aos 93 Anos e Esquecido: Stênio Garcia Revela a Vida Reclusa, a Briga com as Filhas e o Abandono que Abala o Brasil!

Aos 93 anos, o icônico ator Stênio Garcia, um dos maiores nomes da teledramaturgia brasileira, vive um dos capítulos mais dramáticos e dolorosos de sua longa vida. Recluso em uma casa confortável mas distante dos holofotes que um dia o consagraram, o veterano que encantou gerações com papéis marcantes como Bino em Carga Pesada, Ali em O Clone e tantos outros, agora revela uma realidade que mistura solidão, saúde frágil, crises financeiras e uma briga familiar que chocou o país. Esquecido? Traído? A história por trás das cortinas é ainda mais girotante do que qualquer novela que ele protagonizou.

Nascido em 28 de abril de 1932, em Mimoso do Sul, no Espírito Santo, Stênio Garcia Faro construiu uma carreira invejável de mais de sete décadas. Formado no Conservatório Nacional de Teatro, ele estreou na TV em 1961 no seriado O Vigilante Rodoviário e se tornou um pilar da TV Globo por 47 anos. Sucessos como Que Rei Sou Eu?, O Rei do Gado, Duas Caras, A Vida da Gente e a inesquecível participação em Filhas de Eva (2021) marcam sua trajetória. Prêmios como APCA, Guarani, Molière e Qualidade Brasil coroaram seu talento versátil, capaz de interpretar de caminhoneiros humildes a figuras complexas e profundas.

Mas o brilho dos estúdios deu lugar ao silêncio. Demitido da Globo de forma abrupta, segundo ele mesmo relatou em entrevistas, Stênio passou a depender exclusivamente de sua aposentadoria do INSS, um valor que mal cobre as despesas básicas, remédios e cuidados médicos de um idoso com problemas de saúde acumulados. “A aposentadoria não é nada praticamente. A minha profissão não rende muito. Não me planejei para esse momento”, desabafou o ator em entrevista ao Domingo Espetacular da Record, revelando uma vulnerabilidade que contrasta com a imagem forte que sempre projetou na tela.

Hoje, Stênio vive recluso em uma casa ampla no bairro do Camorim, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. O imóvel, com terreno de cerca de 1.400 metros quadrados, piscina e um pomar especial onde o ator plantou árvores em homenagem a amigos queridos que já partiram — como Marília Pêra, Tereza Rachel e Chico Anysio —, tornou-se seu refúgio. Cercado pela natureza e pelo carinho da esposa Marilene Saade, com quem está casado desde 1998, ele tenta manter a forma: aos 93 anos, surpreende fazendo agachamentos com peso na academia, recebendo elogios da própria mulher, 36 anos mais nova. “Esse agachamento nem eu faço!”, brincou Mari nas redes.

No entanto, por trás dessa aparente tranquilidade, há uma dor profunda. Em outubro de 2025, Stênio entrou na Justiça contra as filhas Cássia e Gaya Piovesan, fruto de seu casamento com a atriz Clarice Piovesan (divorciados em 1983). O motivo? Um apartamento em Ipanema, na Zona Sul do Rio, doado às filhas quando ainda eram menores de idade, mas com usufruto vitalício reservado ao pai. Segundo o ator, as filhas e a mãe alugaram o imóvel em 2019 sem seu conhecimento, impedindo-o de exercer seu direito e deixando-o sem os rendimentos que poderiam ajudar nas despesas. Ele cobra indenização de R$ 200 mil por perdas e danos, imissão na posse e até gratuidade de Justiça devido à idade avançada e fragilidade financeira.

“É impressionante como o idoso no Brasil é desrespeitado e desprotegido”, desabafou Stênio em nota pública e vídeo nas redes sociais. “Nada e ninguém pode violar o direito do usufruto. A mãe das minhas filhas alugou esse apartamento escondido de mim. O que mais me chocou foi ver um documento assinado por ela e também por minhas filhas deixando o aluguel com a mãe delas. Eu sou o único usufrutuário vitalício.” Ele afirma ter sido abandonado afetiva e materialmente pelas filhas, dependendo da família de Marilene Saade para sobreviver. “Se não fosse a família Saade, eu já teria morrido no SUS”, lamentou.

A briga ganhou contornos ainda mais dramáticos com hospitalizações recentes. Em março de 2026, Stênio foi internado com quadro de pressão alta e outros problemas, atribuídos ao estresse da disputa. A esposa Mari postou foto dele de alta, em cadeira de rodas, refletindo: “Quem fala que ama pode estar mentindo, mas quem cuida com bravura, zelo e dedicação com certeza te ama.” Meses depois, nova internação após o aniversário de 94 anos. O corpo “somatiza e desregula”, segundo ela. A saúde do veterano, já fragilizada por idade, AVC anterior e sequelas de Covid, piorou com as revelações públicas e as respostas das filhas em entrevistas.

Cássia e Gaya, por sua vez, defenderam-se dizendo que moraram sozinhas no apartamento por três anos após o divórcio dos pais, quando ainda eram menores, e que a mãe ocupa o imóvel há anos. O caso envolveu até segredo de Justiça negado, Comissão do Idoso da OAB-RJ e investigações na Delegacia do Idoso. Recentemente, Stênio obteve uma vitória parcial: a ex-mulher Clarice deve pagar R$ 5 mil mensais pelo uso do imóvel. Mas a disputa continua, expondo feridas familiares profundas.

Stênio não esconde o arrependimento: “Sempre fui o provedor. A família, a gente sempre ajuda.” Ele criou as filhas praticamente sozinho em alguns períodos e deu tudo a elas. Agora, aos 93 anos, sente o peso do esquecimento da indústria. Longe das novelas há anos (seu último grande trabalho fixo foi em 2021), ele participou do especial Show 60 Anos da Globo em 2025, revivendo Bino, mas anseia por novos papéis. “Os autores novos não sabem mais escrever para as pessoas velhas”, criticou em entrevistas.

Apesar de tudo, o ator mantém o espírito positivo. Gosta da vida, planeja a longo prazo e encontra conforto no casamento com Mari. O casal, que se conheceu nos bastidores de Torre de Babel, cultiva uma relação aberta, segundo revelações da esposa, e pratica tantrismo. Stênio ainda renovou a carteira de habilitação aos 92 anos e sonha com o retorno aos palcos e telas. Uma biografia intitulada Stênio sem Filtro, escrita por Cacau Hygino, está em produção, prometendo contar toda a trajetória, incluindo polêmicas.

A casa no Camorim é um oásis: árvores centenárias, memórias plantadas e o amor de Mari, que cuida dele com dedicação. Mas o drama familiar lança uma sombra. O Brasil assiste perplexo a esse ícone da TV lutando não só contra o tempo, mas contra o abandono daqueles que deveriam estar ao seu lado.

O que isso revela sobre o tratamento aos idosos no país? Sobre famílias de famosos que se destroem por bens materiais? Stênio Garcia, o eterno Bino, o homem que carregou tantas histórias pesadas na ficção, agora carrega uma carga real ainda mais pesada. Sua revelação de como vive hoje — recluso, mas lutador — serve de alerta e inspiração. O esquecimento da TV é cruel, mas o da própria família dói muito mais.

Enquanto o processo segue, Stênio continua sua rotina discreta: exercícios, reflexões, planos para o futuro e o apoio inabalável de Marilene. “Depois da tempestade vem a bonança”, diz ela. Torcemos para que esse gigante da dramaturgia brasileira encontre paz, novos papéis e, quem sabe, reconciliação. Porque heróis como Stênio Garcia não merecem ser esquecidos. Eles merecem aplausos eternos.

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Disclaimer : This content may be created by AI for entertainment purposes. Any resemblance to real persons, events, or places is coincidental.