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Esposa milionária contrata assassino de aluguel par@ m@tar o marido no meio da noite: um plano perfeito… mas um fracasso espetacular.

A esposa milionária que tentou (e falhou) matar o marido

Era uma noite calma em Carlsbad, uma enclave costeira de luxo ao norte de San Diego, na Califórnia. Um lugar onde o crime é raro, mas quando acontece, é violento e bizarro. Naquela noite, o destino de Greg Mulvihill, um programador de computadores de 46 anos, mudou para sempre.

Por volta das 22h30, Greg recebeu uma chamada de um número desconhecido. Do outro lado da linha, um homem se identificou como investigador particular. Disse ter informações explosivas que poderiam ajudar Greg na amarga batalha de divórcio e custódia contra sua esposa afastada, Diana Lovejoy. O encontro foi marcado para um local isolado. Greg, desesperado por qualquer vantagem no processo, decidiu ir. Levou junto seu amigo Jason Kovac para segurança.

Quando chegaram ao local escuro, Greg iluminava o caminho com uma lanterna. De repente, o feixe de luz revelou algo aterrorizante: um homem deitado em posição de atirador de elite, com um rifle apontado diretamente para eles. “Arma!”, gritaram. No mesmo instante, o atirador abriu fogo. Seis ou sete tiros ecoaram na noite. Uma bala acertou o peito esquerdo de Greg, perfurando perto do coração.

Sangrando profusamente, Greg e Jason correram desesperados enquanto o atirador continuava disparando. “Meu amigo está sangrando muito! Ele está desmaiando!”, gritava Jason ao ligar para o 911. Greg foi levado às pressas para cirurgia de emergência. Milagrosamente, a bala não atingiu o coração. Ele sobreviveu.

Enquanto Greg lutava pela vida no hospital, a polícia caçava o atirador. Inicialmente, pensaram se tratar de um atirador ativo aleatório. Mas logo perceberam que era uma emboscada planejada. Quem quereria matar Greg Mulvihill?

Greg era casado com Diana Lovejoy, sua namorada de colégio, uma bela instrutora de fitness e campeã de triatlo. Diana era conhecida por seus vídeos no YouTube ensinando receitas rápidas para mulheres ocupadas. “Eu sou Diana Lovejoy e refeições rápidas são minha especialidade”, dizia ela sorridente nas gravações.

O casal estava casado há 7 anos. Passaram por oito abortos espontâneos dolorosos antes de conseguir ter o filho, um menino. A luta pela gravidez desgastou o casamento. Após o nascimento do filho, a relação íntima acabou completamente. Viviam como estranhos na mesma casa. Quando se separaram, começou uma batalha feroz por pensão alimentícia, custódia e divisão de bens.

O juiz determinou que Diana pagasse a Greg 120 mil dólares pela metade da casa e concedeu custódia compartilhada 50/50. Diana ficou furiosa. Ela queria a guarda total do menino e não queria pagar nada.

Os detetives foram à casa de Diana às 3h da manhã para informá-la do ocorrido. Em vez de choque ou preocupação, ela começou a rir. Uma reação completamente inadequada. Isso levantou suspeitas imediatas.

Durante o interrogatório, Greg contou sobre a ligação do “investigador particular”. A polícia descobriu que o número pertencia a um telefone pré-pago comprado por… Diana Lovejoy. As câmeras de segurança da loja mostravam claramente ela adquirindo o aparelho.

Confrontada com as evidências, Diana mudou sua história. Disse que contratou um homem chamado Welden McDavid Jr., um instrutor de tiro local e ex-fuzileiro naval, apenas para “assustar” Greg e fazê-lo desistir da custódia. Ela alegou que Greg abusava sexualmente dela e do filho, mas as investigações da Child Protective Services não encontraram nenhuma prova. Pelo contrário, Greg foi considerado o melhor pai.

Diana admitiu ter pago mil dólares a McDavid. Disse que assistiu a um episódio do Dateline onde McDavid foi apresentado como herói por ajudar outra mulher em situação semelhante. Segundo ela, o plano era apenas intimidação, mas McDavid poderia matar se necessário.

Quando McDavid foi interrogado, negou tudo inicialmente. Depois, admitiu ter estado no local, dizendo que foi “correr” e que usou uma toalha para se limpar após uma necessidade fisiológica. A polícia encontrou DNA dele na cena, e as toalhas combinavam exatamente com um conjunto da casa de Diana. Além disso, o rifle de assalto usado no atentado foi encontrado escondido na garagem dele, junto com um grande arsenal de armas.

Os dois foram presos no mesmo dia e julgados juntos por conspiração para cometer assassinato e tentativa de homicídio.

No tribunal, Greg confrontou Diana e McDavid pela primeira vez desde o ataque. Ele descreveu o momento em que viu o rifle apontado para si: “Senti como se tivesse levado um soco nas costas. Depois só lembro de correr enquanto os tiros continuavam.”

McDavid, em sua defesa absurda, afirmou que atirou apenas para o ar e que, se quisesse matar Greg, ele estaria morto. “Fuzileiros navais são treinados para acertar dois no centro de massa e um na cabeça”, disse ele, basicamente admitindo sua habilidade letal enquanto tentava negar intenção.

A promotoria provou que Diana planejou tudo friamente para evitar pagar os 120 mil dólares e para ficar com a guarda exclusiva do filho. Ela manipulou McDavid, com quem teve até um breve envolvimento sexual, para executar o plano.

Após um julgamento tenso, o júri considerou ambos culpados. Quando a sentença de Diana foi lida — 26 anos à prisão perpétua —, ela desmaiou dramaticamente no tribunal, batendo a cabeça na mesa. Muitos acreditam que foi encenação.

Welden McDavid recebeu 50 anos à prisão perpétua.

Diana, até o fim, manteve as falsas acusações de abuso contra Greg, mesmo após todas as investigações terem provado que eram mentiras. Ela chorou no tribunal dizendo que nunca quis que o filho ficasse sem pai. McDavid também apelou para a emoção, falando do próprio trauma de perder o pai.

O juiz não se comoveu. A justiça foi feita.

Essa história revela o lado mais sombrio do ser humano: ganância, manipulação e a disposição de uma mãe de eliminar o pai do próprio filho para obter vantagem financeira e emocional. Greg Mulvihill sobreviveu por milagre e hoje tenta reconstruir a vida, enquanto Diana Lovejoy e Welden McDavid pagarão pelos seus atos por décadas.

Um caso que chocou Carlsbad e mostrou que até nos bairros mais ricos e aparentemente perfeitos, o mal pode se esconder atrás de um sorriso bonito, um corpo atlético e uma fachada de mãe dedicada.