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“Monstro da Granola: O Padeiro que Mat0u o Ad0lesc3nte na Van e Escondeu o Corpo na Geladeira”

O Monstro do Granola: Como Travis Forbes Estuprou, Estrangulou e Escondeu o Corpo de Kenya Monhester no Refrigerador de Entregas

Quando toda a verdade veio à tona, foi simplesmente horrífico. Horrendo. Um assassino psicopata sexual que escondia o corpo de uma das suas vítimas dentro de um refrigerador que usava para entregar barras de granola caseiras aos clientes. Imagens de vigilância mostram Travis Forbes tentando fechar a tampa do cooler, mas os braços da jovem continuavam a saltar para fora devido ao rigor mortis. Uma cena digna de pesadelo.

Tudo começou na capital de Colorado, Denver, conhecida como Mile High City. Ninguém imaginava que um maníaco psicosssexual vivia entre eles até que Kenya Monhester, uma bela estudante universitária de 19 anos, desapareceu misteriosamente. A data? 1º de abril, o Dia da Mentira. Ironia cruel do destino.

O padrasto Tony pensou inicialmente que a esposa Maria estava pregando uma peça. “Maria, isso não é uma brincadeira de April Fool’s apropriada”, disse ele ao telefone. Mas a voz dela revelava o pânico real. Kenya havia sumido. Tony amava a enteada como se fosse sua própria filha desde que ela tinha 12 anos. “Ela me pediu para chamá-la de filha e eu aceitei”, recorda ele com a voz embargada.

Kenya era uma luz brilhante na família. Irmã mais velha dedicada de Kimberly e Anthony, ajudava na igreja ensinando catequese para crianças, sonhava em ser apresentadora de televisão. Bonita, carismática, com um coração enorme. No entanto, como muitas jovens, tinha uma vida secreta. Naquela noite fatídica, ela e as amigas usavam identidades falsas para frequentar clubes noturnos para maiores de 21 anos no centro de Denver. Bebiam, dançavam, viviam a noite.

Kenya foi expulsa do clube por estar extremamente embriagada. Vestindo apenas uma minissaia preta e saltos vermelhos altos, sem bolsa, sem telefone, sem casaco, foi jogada na rua deserta nas primeiras horas da manhã. Pior ainda: ela foi expulsa junto com um homem desconhecido com quem estava tendo comportamentos íntimos na pista de dança. Não era o namorado dela.

Tony, desesperado, transformou-se em detetive. Vasculhou o celular da enteada e encontrou uma mensagem reveladora: “Ei, aqui é o Travis, o cara da van branca assustadora de ontem à noite. Você chegou bem em casa?”

Travis Forbes. O nome que mudaria tudo.

A polícia encontrou imagens de vigilância mostrando Kenya e o homem misterioso no lobby do prédio dele. Ele admitiu que ela subiu com ele, mas mudou de ideia e saiu. Minutos depois, Kenya falava com um sem-teto e depois desapareceu completamente das câmeras.

Travis ligou de volta para Tony. Disse que viu a jovem cambaleando na rua, ofereceu carona na sua van branca, tentou levá-la de volta ao clube (que já estava fechado) e depois ofereceu deixá-la em casa. Pararam num posto de gasolina. Kenya saiu para pedir um cigarro a outro homem e, segundo Travis, foi embora com ele. Um tal de “Dan asiático”.

A história parecia plausível. Travis tinha álibi: disse que passou o resto da noite com a namorada Carrie Humphrey, que confirmou. A polícia liberou ele temporariamente.

Mas Travis desapareceu logo depois. A polícia vasculhou sua padaria no centro de Denver, onde ele produzia e entregava barras de granola. O que encontraram gelou o sangue de todos: imagens de vigilância mostrando Forbes empurrando o refrigerador grande para dentro do freezer na noite do desaparecimento de Kenya. O cooler tinha sido lavado com alvejante (bleach). Encontraram apenas uma célula humana no ralo. A van branca também tinha sido esfregada com alvejante e tinha carpete novo.

Dias depois, Travis foi preso no Texas por dirigir um carro roubado. Detetive Nash Gerle viajou para coletar amostra de DNA. Dois dias após a vigilância policial terminar, outro crime chocante aconteceu em Fort Collins, cerca de uma hora ao norte de Denver.

Lydia Tilman, outra jovem mulher, foi atacada brutalmente em seu apartamento. Estuprada, estrangulada, espancada até o rosto ficar irreconhecível, coberta de alvejante e deixada para morrer queimada. O apartamento foi incendiado. Lydia, com coragem sobre-humana, pulou da janela do segundo andar e sobreviveu. Seu DNA sob as unhas da vítima correspondeu a Travis Forbes.

Finalmente, o monstro tinha um rosto.

Confrontado com as evidências esmagadoras, incluindo registros de celular que provavam que a namorada Carrie mentiu sobre o álibi, Travis Forbes fez um acordo judicial para evitar a pena de morte e confessou o assassinato de Kenya Monhester.

“Eu a matei. Não queria matá-la”, disse ele. Afirmou que não planejava nada. Kenya adormeceu na van. Ele admitiu ter feito sexo com ela enquanto dormia. Quando ela acordou, ficou revoltada, deu um tapa nele. Ele a estrangulou até a morte. Depois colocou o corpo no cooler que usava para entregar granola.

As imagens mostram ele lutando para fechar a tampa porque os braços da jovem, já rígidos, não paravam de subir. Ele amarrou o cooler com fita adesiva e dirigiu por horas com o corpo dentro. Depois levou para a padaria, tirou a roupa dela, lavou o corpo com alvejante, lavou a si mesmo, queimou todas as evidências.

Finalmente, levou os investigadores até uma área rural remota perto de Denver. “Ela está ali embaixo, perto das árvores”, disse chorando. Kenya estava enterrada a cerca de 1,5 metro de profundidade.

A família foi destruída. Tony teve que dar a notícia devastadora para Maria e as crianças. “Eles surtaram. Não havia nada que eu pudesse fazer”, recorda. Kimberly, irmã de Kenya, ainda diz: “Eu acreditava de coração que ela estava viva e ia voltar para casa”. O casamento de Tony e Maria não resistiu à dor. A tragédia quebrou a família para sempre.

Surpreendentemente, algumas vítimas e familiares encontraram forças para perdoar. Lydia Tilman, a sobrevivente, expressou perdão durante o julgamento. A própria irmã de Kenya trocou cartas com Travis na prisão.

Nas cartas, Forbes disse que Kenya “não merecia o que aconteceu”. Admitiu ser “uma pessoa sombria e maligna” e não saber explicar por que fez aquilo. Chegou a sugerir que pode ser sociopata e insinuou que Kenya não foi sua única vítima. “Quando tudo vier à luz, vai ser horrífico. Horrendo”, avisou.

A polícia e a família de Kenya acreditam que Travis Forbes é um serial killer que ainda esconde mais segredos macabros.

Kenya Monhester era uma jovem cheia de sonhos, luz e bondade. Seu fim brutal nas mãos de um predador que se escondia atrás de um sorriso de padeiro e entregas de granola caseira serve como alerta sombrio: nem sempre o perigo vem com cara de monstro. Às vezes, ele dirige uma van branca, oferece carona e sorri enquanto planeja o horror.

Que a memória de Kenya continue brilhando, e que sua história impeça que outras jovens caiam nas garras de predadores como Travis Forbes.