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O Reboque de R$ 35.000 Fracassou — Então o Velho Ligou um Motor de 1968 e Calou Todo Mundo

O Reboque de R$ 35.000 Fracassou — Então o Velho Ligou um Motor de 1968 e Calou Todo Mundo

Numa manhã de quinta-feira em março de 2019, Rodrigo Menezes estava na beira de um lamaçal no interior do Paraná, observando um caminhão de R$ 350.000 afundar lentamente na terra encharcada. Três horas antes, o caminhão estava em pé, carregado com 28 toneladas de soja. Agora, estava inclinado 40º para a esquerda, com o eixo traseiro completamente enterrado na lama negra que borbulhava ao redor das rodas, como se a Terra estivesse viva e com fome. A cada minuto que passava, a cabine inclinava um pouco mais. O motorista, um rapaz de 24 anos chamado Fábio, já tinha saído pela janela porque a porta não abria mais. Rodrigo era o dono da transportadora, 42 anos, 16 de profissão, frota de 12 caminhões.

Ele já tinha visto caminhões atolados na lama antes. Todo transportador do sul do Brasil já tinha visto, mas nunca daquele jeito, nunca daquele ângulo, nunca com aquele tipo de carga e nunca tão longe de qualquer coisa útil. A estrada de terra que levava àquele campo tinha sido aberta há dois anos pela própria fazenda. 7 km de cascalho fino sobre solo vermelho. Era boa durante a estação seca. Três dias de chuva a transformaram numa armadilha. O agricultor tinha avisado que estava molhado. Fábio tinha pensado que conseguiria passar. Fábio estava errado. Rodrigo tinha chamado um serviço de reboque especializado em caminhões pesados assim que chegou ao local. A empresa era de Ponta Grossa, a melhor da região, um caminhão-guincho com capacidade de 40 toneladas, 3.500 quilômetros por hora mais o tempo de deslocamento.

Eles chegaram duas horas depois, olharam para o caminhão atolado e começaram a trabalhar com a confiança de quem já tinha feito aquilo centenas de vezes antes. Quarenta minutos depois, o cabo de aço deles se rompeu, não gradualmente, mas com um estalo agudo e violento que fez com que todos instintivamente se jogassem no chão. O cabo tinha se rompido no meio como uma linha de pesca, e a ponta solta chicoteou pelo ar a centímetros da cabeça do operador do guincho. O caminhão de Rodrigo não tinha se movido 1 centímetro; tinha afundado mais dois. A empresa de reboque foi honesta. O supervisor olhou para Rodrigo e disse: “Não vamos tirar este. Você vai precisar de um guindaste ou de drenar esta seção. Sinto muito.

Rodrigo calculou mentalmente o tamanho de um guindaste grande. Logística. Tempo. O caminhão estava carregado com soja colhida três dias antes; com aquele nível de umidade, em mais 24 horas a carga começaria a fermentar. 30 toneladas de soja estragada. Além do caminhão inutilizável, a perda do contrato e o tempo parado de toda a operação. As perdas excediam 200.000 pneus de Harley-Davidson. Foi aí que o Volkswagen Beetle apareceu. Não era exatamente um Fusca, era uma picape Ford F75 antiga, o modelo mais velho, cabine simples, cuja cor já tinha sido verde, mas agora era uma mistura de verde, ferrugem e cinza. O veículo desceu a estrada rural a talvez 30 km/h.

Ele parou a uma distância segura do lamaçal e o motorista desceu. O homem tinha cerca de 78 anos. Calças com uma camisa xadrez, um chapéu de palha com a aba dobrada de um lado. Ele andava devagar, não por fraqueza, mas com a deliberação de quem nunca desperdiçou um único passo na vida. Ele olhou para o caminhão atolado, depois para o caminhão de reboque com o cabo quebrado ainda caído no chão. Ele olhou para o grupo de homens ao redor e acenou levemente, como se confirmasse uma suspeita. Rodrigo foi até ele antes que alguém pudesse dizer qualquer coisa. “Você mora aqui perto?” “A propriedade que faz fronteira com este campo de cultivo. Meu nome é Arthur. Arthur Cnevski.

O sotaque era o da região profunda do Paraná, descendente de poloneses que tinham chegado ao estado no início do século passado e nunca mais voltaram. “Vi o movimento lá de cima. Pensei que pudesse ajudar.” Rodrigo olhou para a picape velha. “Com todo o respeito, senhor, já temos uma equipe especializada aqui. Não conseguimos mover este caminhão. O equipamento quebrou.” “Eu sei”, disse Arthur. “Ouvi o cabo estalar da minha varanda.” Ele olhou para o caminhão atolado com aquela calma irritante dos velhos que já viram muita coisa. “Quer que eu tente?” “Com o quê?” perguntou Rodrigo, olhando novamente para a F75 enferrujada. “Não, não aquilo”, disse Arthur. “Tenho uma máquina em casa. Leva cerca de 40 minutos para preparar. Se desejar esperar.

O operador do caminhão de reboque tinha se aproximado e estava ouvindo. Ele olhou para Rodrigo com uma expressão que dizia claramente: “Não perca seu tempo.” Rodrigo conhecia aquela expressão. Era a expressão de alguém que tinha se tornado especialista e tinha esquecido que especialistas também cometem erros. Rodrigo olhou para o caminhão, olhou para o relógio, olhou para o velho. “Você tem 40 minutos”, disse ele. Artur acenou, voltou para a F75 e desapareceu pela estrada. “Você precisa entender quem era Arthur Sernevski antes de entender o que aconteceu depois. Filho de Stanislau Sernevski, neto de Bogdan Terevski, que tinha chegado ao Paraná em 1921 com uma mala, uma esposa e uma promessa de terra.

A família Terevski tinha limpado a floresta virgem, arrancado tocos de árvores e plantado onde não havia nada. Três gerações de pessoas que aprenderam que a Terra não perdoa a preguiça e não se impressiona com a tecnologia. Arthur tinha começado a trabalhar no campo aos 8 anos. Tinha operado o primeiro trator da família aos 12. Aos 18, já entendia de mecânica melhor do que qualquer técnico que visitava a região. Não porque tinha estudado, mas porque quando uma máquina quebra a 200 km do mecânico mais próximo, você aprende a consertá-la, ou perde a colheita. Em 1968, o pai de Arthur tinha comprado um trator Valmet 88, fabricado no Brasil, com um motor a diesel de 4 cilindros e 88 cavalos de potência.

Era o orgulho da família, a máquina mais potente que conseguiam encontrar. Kizernevsk o tinha operado até então. Arthur tinha aprendido cada parafuso daquele motor, tinha desmontado e remontado o bloco duas vezes, sabia o som que o motor fazia quando estava funcionando corretamente e o som que fazia quando algo estava errado. Quando seu pai morreu em 1987, Arthur herdou a fazenda e o Valmet. Quando seus filhos cresceram e quiseram tratores modernos computadorizados, com ar-condicionado na cabine e GPS integrado, Arthur não reclamou. Ele comprou os tratores novos para eles, mas o Valmet ficou. Os filhos tinham rido. “Pai, isso é sucata?” “Não é sucata.” Arthur tinha respondido: “É uma ferramenta.

E uma ferramenta que funciona não deve ser jogada fora. Ele manteve o Valmet funcionando. Trocava o óleo, ajustava as válvulas, afinava a injeção. Uma vez por mês, ligava o motor só para manter tudo lubrificado. Os filhos achavam que era sentimentalismo de velho. Arthur sabia que era outra coisa. Era respeito por uma máquina que tinha sido construída para realmente trabalhar. De volta ao lamaçal, os 40 minutos passaram. O operador do guincho tinha usado aquele tempo para tentar novamente com o guincho, agora preso a uma árvore mais sólida. Como resultado, a árvore cedeu antes que o caminhão pudesse se mover. O caminhão tinha afundado mais 3 cm. O agricultor tinha chegado e estava parado de braços cruzados, com aquela expressão de quem quer dizer “eu avisei” mas está segurando o impulso.

Rodrigo estava no telefone com um serviço de guindaste em Curitiba quando ouviu o motor. Era um som que não combinava com nada presente naquela cena. Não era o ronco profundo de um motor turboalimentado, não era o ruído eletrônico dos tratores modernos. Era um som mais profundo, mais deliberado, como se cada explosão dentro do motor fosse um evento separado e completo, um ritmo constante e inabalável. Tug tug tug, que você sentia no peito antes de ouvir com os ouvidos. O Valmet 88 apareceu na curva da estrada rural. Arthur estava na cabine aberta, sem teto, sem proteção, sentado no banco de metal original, com aquele chapéu de palha que provavelmente tinha mais horas de agricultura do que qualquer trator moderno.

A máquina movia-se lentamente, muito lentamente, mas com uma solidez que era quase desconfortável de assistir, como se nada no mundo pudesse pará-la. O que chamava a atenção primeiro eram os pneus; não eram os pneus originais. Anos atrás, Arthur tinha colocado pneus agrícolas largos, de alta tração, com sulcos profundos em forma de V, projetados para encontrar tração em qualquer tipo de solo. Cada sulco mordia a terra com precisão quase cirúrgica. O que chamava a atenção em seguida era o tamanho da corrente presa à parte de trás do trator. Elos de aço grossos como um polegar, escuros de óleo e uso, com um mosquetão industrial na ponta que parecia ter sido forjado para segurar o mundo. O operador do reboque olhou para a máquina, depois para Rodrigo, depois de volta para a máquina.

“O que essa coisa tem? Uns 60 cavalos de potência”, disse ele com uma voz que misturava ceticismo com algo como curiosidade involuntária. “88”, disse Rodrigo, que tinha pesquisado rapidamente no celular enquanto esperava. “Meu caminhão tem 400 e não moveu nada.” Rodrigo não respondeu. Estava observando Arthur descer do trator com a corrente sobre o ombro. O velho não pediu permissão a ninguém. Ele foi direto ao lamaçal, testando o solo com o pé a cada passo, lendo a terra como se lê um texto familiar. Ele chegou ao eixo traseiro enterrado do caminhão, estudou a estrutura por um longo momento e então prendeu a corrente a um ponto específico do chassi — não na traseira, não onde o cabo do guincho tinha sido preso, mas em um ponto lateral, num ângulo calculado que Rodrigo não entendeu imediatamente.

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Rodrigo foi até a borda do lamaçal. “Por que parou nesse ponto?” “Porque o caminhão não está preso de frente para trás”, disse Artur, sem parar para verificar a conexão. “Está preso por causa do ângulo. Ele entrou torto e afundou torto. Se você puxar pela frente, está puxando contra o ângulo de resistência. Você precisa puxar para o lado primeiro para alinhá-lo, depois para frente.” O operador do guincho permaneceu em silêncio. Era uma análise que ele não tinha feito. Arthur voltou para o trator, posicionando a máquina não em linha reta com o caminhão, mas num ângulo de cerca de 35º em relação a ele. Ele ajustou, olhou para trás, ajustou novamente.

Quando ficou satisfeito, olhou para Rodrigo. “Diga a todos para recuarem uns 20 metros. Se a corrente quebrar, ela sai como uma faca.” Todos recuaram. Até o operador do caminhão de reboque recuou sem questionar o que era, por si só, uma informação. Arthur colocou o Valmet na primeira marcha, reduzida. Você precisa entender o que é a primeira marcha reduzida num trator antigo como o Valmet 88. Não é uma velocidade, é quase uma negação de velocidade. O trator mal se move, mas a força que chega às rodas nessa marcha é desproporcional, quase absurda. É pura mecânica. Quanto mais você reduz a velocidade de rotação, mais você multiplica o torque. O Valmet não estava indo a lugar nenhum rapidamente naquela velocidade, mas chegaria lá eventualmente.

A corrente ficou tensa, não foi rápido, não foi dramático. A corrente apertou gradualmente, com aquele som baixo de metal sob pressão que você sente na nuca antes de conseguir processar racionalmente. Os pneus do Valmet começaram a trabalhar, não giraram, não patinaram. Os sulcos em forma de V encontraram seu caminho na terra compactada sob a lama, milímetro a milímetro, e a seguraram. O caminhão não se moveu. Por 10 segundos nada aconteceu. Rodrigo estava prendendo a respiração. O agricultor tinha descruzado os braços. O operador do reboque ficou lá com as mãos nos bolsos, olhando fixamente. Então o caminhão sacudiu. Não foi um movimento, foi um tremor. Uma vibração percorreu todo o chassi, como se o veículo estivesse acordando de um sono profundo.

A lama ao redor do eixo traseiro borbulhou. E o caminhão girou, não para frente, mas para o lado. 2 graus, 5 graus. O ângulo estava mudando. Arthur não acelerou. Ele manteve pressão constante e inabalável. O Valmet continuou no mesmo ritmo. Tug tug tug, como se não soubesse que estava fazendo algo que o equipamento moderno não conseguia realizar. Com uma rotação lateral de 10º, a resistência mudou de caráter. O solo que sustentava o caminhão estava montado naquele ângulo específico. Com o ângulo diferente, a presa era diferente. Arthur percebeu isso antes que qualquer instrumento pudesse medir. Ele parou. Desengatou a força e reposicionou o Valmet, agora numa linha mais direta com a traseira do caminhão.

Reconectou. Ninguém disse uma palavra. Segunda puxada, mesma primeira reduzida, mesma pressão gradual. Desta vez, quando a corrente apertou, o caminhão não tremeu. O caminhão se moveu lentamente, com aquele som horrível de sucção que a lama faz quando solta algo que estava segurando com força, 1 m, 2 m, os pneus traseiros do caminhão emergindo pretos e pesados, 3 m, 4 m, as rodas encontrando resistência sólida. E então o caminhão estava fora, não inteiramente, ainda estava inclinado, ainda tinha dois pneus na lama, mas o eixo estava livre e havia chão firme por baixo. Fábio entrou na cabine, ligou o caminhão e, com as rodas dianteiras proporcionando tração e o Valmet ainda puxando pela corrente, o veículo saiu completamente do lamaçal em mais 40 segundos.

Estava firme na estrada. O agricultor foi o primeiro a falar. Ele sussurrou uma palavra em polonês que ninguém entendeu, mas pelo seu tom era algo entre descrença e respeito. O operador do caminhão de reboque continuou olhando para o caminhão, depois para o Valmet, depois de volta para o caminhão, com a expressão de alguém recalculando algo fundamental. Rodrigo aproximou-se de Artur, que estava descendo do trator com a calma de quem tinha acabado de terminar uma tarefa de rotina. Não havia palavras óbvias para aquele momento. Rodrigo tentou três aberturas diferentes na cabeça e descartou todas. No final, ele simplesmente disse: “Como você sabia?” Arthur dobrou cuidadosamente a corrente antes de responder: “Meu pai atolou com um caminhão carregado de madeira nesta mesma baixada em 1959.

Mesmo tipo de terreno, mesmo problema. Ele tinha tentado puxar para fora em linha reta e não saiu do lugar. Depois, estudou o buraco, viu o ângulo e resolveu de forma diferente. Levou 3 horas porque o trator que ele tinha era menor que o meu, mas funcionou. 60 anos de memória aplicados a um problema de 2019.” “Você me salvou cerca de 200.000 reais”, disse Rodrigo. Arthur colocou o chapéu de volta, aquele que ele tinha tirado para limpar o suor. “Não fiz nada que meu pai não tivesse me ensinado. A terra não mudou, o problema não mudou. A solução também não mudou muito.” Rodrigo olhou para o Valmet 88. A máquina estava parada com o motor ainda ligado, aquele ritmo constante e paciente que parecia não ter pressa de ir a lugar nenhum e, ao mesmo tempo, parecia capaz de ir a qualquer lugar.

“Eu ia jogar fora esse tipo de equipamento”, disse Rodrigo, “mais para mim do que para Artur. Na minha frota, tudo é novo, computadorizado. Sempre pensei que mais tecnologia significava mais capacidade.” Artur olhou para o caminhão moderno cheio de eletrônicos, sensores e sistemas de assistência que tinha ficado atolado em 3 metros de lama. “Nova tecnologia resolve novos problemas mais rápido”, disse ele. “Mas problemas antigos às vezes precisam de soluções antigas. A questão é saber a diferença.” Rodrigo pegou seu talão de cheques. “Quanto lhe devo?” Arthur gesticulou com a mão, descartando a pergunta. “Não é necessário, mas se quer fazer algo, há uma escola rural aqui no distrito que precisa de suprimentos. Os professores pagam do próprio bolso.”

Rodrigo escreveu um cheque. Não era uma quantia pequena. Artur olhou para o valor, dobrou o cheque, colocou-o no bolso da camisa sem comentários. A história se espalhou da maneira como as histórias se espalham no campo, sem internet, sem marketing viral, sem engajamento, boca a boca, numa velocidade que a tecnologia ainda não conseguiu superar quando a história é boa o suficiente. Em duas semanas, todo transportador que viajava por aquelas estradas rurais sabia o que tinha acontecido. Em um mês, um repórter de um jornal regional tinha visitado a fazenda Terevski. Arthur não gostava muito de falar para a câmera, mas falou. O repórter perguntou se ele achava que o Valmet era superior ao equipamento moderno.

Arthur balançou a cabeça. “Não, para a maioria das coisas, os tratores novos são melhores, mais confortáveis, mais precisos, mais rápidos, mas para este tipo específico de trabalho, este trator específico operado da maneira certa, ainda não há nada melhor. Não se trata do trator ser superior, é sobre saber o que você tem e saber quando usá-lo.” O repórter perguntou se ele tinha medo de que o conhecimento de operar máquinas antigas fosse perdido com o tempo. Arthur ficou quieto por um momento. “Tenho”, disse ele. “Meu filho mais velho sabe operar este trator. Meu filho mais novo sabe mais ou menos. Meu neto mais velho nunca andou nele. Quando eu não estiver mais aqui, esta máquina provavelmente se tornará um enfeite de fazenda, se não sucata. E junto com ela irá o conhecimento de como realmente usá-la. É isso que me preocupa.”

A máquina, o conhecimento. Rodrigo Menezes foi à fazenda de Ternevski uma segunda vez, três meses depois, não para agradecê-lo novamente, mas para aprender. Ele passou um sábado inteiro com Artur, ouvindo sobre torque, ângulo de tração e leitura de terreno. Coisas que não estavam em nenhum manual de logística, coisas que não tinham um aplicativo. No ano seguinte, quando Rodrigo comprou dois novos tratores para expandir a operação, ele também comprou um Valmet 88, que encontrou num anúncio de uma fazenda desativada no interior de São Paulo. A máquina estava em mau estado, mas ainda funcionava. Rodrigo contratou um mecânico que Artur recomendou, um homem de 65 anos que tinha trabalhado com esses motores a vida toda, para fazer uma revisão completa. A máquina ficou ótima. Rodrigo a mantém hoje na garagem da sede da empresa de transportes entre os novos caminhões. Os funcionários mais jovens acham engraçado. “O que é isso, Sr. Rodrigo?” “É uma ferramenta”, Rodrigo responde. “E uma ferramenta que funciona não é jogada fora.” Artur Xernevski tem 83 anos hoje, ainda vive na mesma fazenda, ainda liga o Valmet. Os filhos pararam de rir há muito tempo. Eles sabem que o velho está certo sobre algumas coisas, e esta é uma delas. A baixada onde o caminhão afundou ainda existe. Ainda inunda com chuvas fortes. De vez em quando, algum motorista ainda tenta passar quando não deveria. Quando isso acontece, alguém liga para a fazenda Zernevski. Arthur pega seu chapéu de palha, sobe no Valmet e vai resolver. Ele sempre resolve. É.

Espero que esta tradução seja útil para você. Se precisar de mais alguma coisa, conte comigo!