Em 12 de outubro de 2007, uma sexta-feira num fim de semana de feriado prolongado, 14 crianças com idades entre 9 e 11 anos embarcaram num ônibus escolar branco na entrada da Escola Municipal Professora Olinda Brito de Souza, no bairro Parque das Laranjeiras, em Manaus. O ônibus pertencia à prefeitura. O motorista era um funcionário terceirizado.
O destino da excursão era o balneário do Tarumã, a cerca de 20 km do centro da cidade, numa área de igarapés que as famílias da zona norte conheciam bem. Duas professoras acompanhavam o grupo. Uma delas, Marinalva dos Santos Queiroz, de 52 anos, assinou a lista de presença às 7h12 da manhã com 14 nomes. O ônibus partiu às 7h15.
Às 8h40, nenhuma das professoras ligou para a direção da escola para avisar que haviam chegado e que as crianças já estavam descendo para a beira do igarapé. Essa foi a última comunicação registrada.
O ônibus foi encontrado às 16h do mesmo dia, estacionado no acostamento da rodovia AM-010, a 11 km do balneário, com assentos vazios, janelas abertas e o motor frio. Lá dentro, havia mochilas, garrafas d’água pela metade, uma sandália infantil no corredor e a lista de presença assinada por Marinalva dobrada no quadro de avisos. As duas professoras foram encontradas naquela noite caminhando pelo acostamento da estrada em direção a Manaus, em estado de choque. Nenhuma das duas conseguiu relatar de forma coerente o que havia acontecido.
As crianças não estavam com elas, não estavam no balneário, não estavam na estrada, não estavam em lugar nenhum. Esta não é a história de um acidente no rio. Embora a imprensa tenha noticiado dessa forma nas primeiras semanas, não é a história de um sequestro em massa.
Embora a polícia tenha trabalhado com essa hipótese durante meses, é a história de 14 famílias do mesmo bairro, da mesma escola, do mesmo ônibus que, numa manhã de feriado, enviaram seus filhos num passeio escolar de um dia e passaram 18 anos sem uma resposta que fizesse sentido. É a história de uma cidade que parou, de uma investigação que se desdobrou em três inquéritos, duas comissões parlamentares de inquérito estaduais e um julgamento federal que nunca foi a julgamento.
E é a história do que foi encontrado em 2025 numa área de mata densa a 7 km do balneário por uma equipe de topografia que fazia medições para uma linha de transmissão, algo que não encerrou o caso, mas mudou para sempre o que se acreditava saber sobre ele.
O bairro Parque das Laranjeiras fica na zona norte de Manaus, numa área de casas simples, ruas de asfalto irregular e quintais onde se ouve o barulho dos vizinhos o dia todo. Em 2007, a escola Olinda Brito de Souza atendia aproximadamente 400 crianças do ensino fundamental.
A excursão para o Tarumã era uma tradição de fim de ano, um prêmio para os alunos com maior assiduidade. Os pais assinaram os formulários de autorização e alguns prepararam lanches. Outros deram R$ 2 aos filhos para comprarem um picolé na beira do rio. Nenhum deles imaginou que aquela manhã de sexta-feira seria a última vez em que veriam os filhos saírem de casa com a mochila nas costas e chinelos de dedo nos pés.
A partir daqui, a história avança devagar. Cada detalhe precisa ser contado na ordem em que aconteceu, porque a ordem faz parte do que nunca foi explicado. Quantas horas uma mãe espera antes de sair para procurar por conta própria? O que acontece quando 14 famílias descobrem, ao mesmo tempo, que seus filhos não voltaram? Em que momento o Estado reconhece que perdeu 14 crianças e não consegue explicar como? O que se pode encontrar numa floresta depois de 18 anos? E o que isso significa para quem nunca deixou de esperar?
Estamos em Manaus, em outubro de 2007. A temperatura chega a 34º desde as 6h da manhã. O Rio Negro está baixando. Os igarapés da zona norte estão baixos, mas com bancos de areia expostos onde as crianças costumam brincar.
O Corpo de Bombeiros de Manaus conta com três equipes de busca para uma região metropolitana que se estende por mais de 11.000 km², abrangendo áreas urbanas e periurbanas. A delegacia mais próxima ao balneário do Tarumã é o 19º Distrito Integrado de Polícia, que operava com efetivo reduzido durante aquele feriado.
A lista foi escrita à mão com caneta azul numa folha de caderno pautado que Marinalva havia arrancado do bloco de anotações da secretaria. Quatorze nomes, quatorze idades, quatorze assinaturas de responsáveis recolhidas nos dias anteriores. No topo da folha: Data: 12 de outubro de 2007. Destino: Balneário do Tarumã. Saída às 7h, retorno previsto para as 15h. A coordenadora da escola, Rosângela Pimentel, checou a lista e a carimbou. Depois disso, ela colocou uma cópia na pasta de eventos do semestre e foi tomar café.
Quando a polícia solicitou uma cópia, 48 horas depois, Rosângela não conseguiu encontrar o arquivo. Disse que poderia estar na sala da diretora, já que ela estava de férias. A lista só reapareceu 11 dias depois, dentro de um arquivo morto, com café derramado sobre três dos 14 nomes, tornando-os ilegíveis.
A identificação completa das crianças demorou mais quatro dias. Esse atraso não era normal para os padrões da rede municipal de ensino de Manaus naquela época. A escola funcionava em três turnos, com quase 1.000 alunos no total e uma secretaria com dois funcionários para cuidar de toda a papelada.
Os arquivos eram físicos, guardados em pastas de plástico dentro de armários de aço enferrujados pela umidade. Não havia digitalização, não havia cópia de segurança. A pasta de eventos do semestre ficava junto com atas de reuniões, recibos da merenda e ofícios da Secretaria de Educação que ninguém lia.
Era o tipo de organização que funciona no dia a dia, mas desmorona quando alguém precisa de uma informação com urgência. O delegado Airton Brandão Teixeira, responsável pelo caso, registrou em seu relatório preliminar que o atraso na identificação completa das crianças comprometeu as primeiras 48 horas da investigação.
Sem saber precisamente quem eram as 14 crianças, não foi possível notificar todas as famílias ao mesmo tempo nem cruzar informações sobre quem tinha visto o que antes da partida do ônibus. Três das famílias só foram localizadas em 14 de outubro, dois dias depois do desaparecimento. Uma delas, a família Monteiro Duarte, morava em um assentamento irregular às margens de um igarapé no bairro Santa Etelvina, sem endereço formal, sem telefone fixo e sem um vizinho registrado na escola.
O pai, Raimundo Monteiro Duarte, trabalhava como ajudante de pedreiro numa obra do outro lado da cidade e só soube do desaparecimento do filho quando voltou para casa, no domingo à noite, e encontrou um bilhete da polícia colado na porta.
A lista de presença original, aquela que Marinalva assinou e deixou dobrada no painel do ônibus, foi recolhida pela perícia e analisada. A caligrafia era de Marinalva. A tinta era compatível com uma caneta esferográfica comum, mas havia um detalhe que só foi notado semanas depois, quando o perito grafotécnico revisou o documento a pedido do Ministério Público.
Ao lado de dois nomes, havia pequenas marcações a lápis, dois traços diagonais, quase invisíveis a olho nu, como se alguém tivesse marcado aqueles nomes por um motivo específico. Ao ser questionada, Marinalva disse não se lembrar de ter feito aquelas marcas. A equipe de perícia não conseguiu determinar se as marcas foram feitas antes ou depois do embarque.
Os dois nomes listados pertenciam aos irmãos gêmeos Lucas e Luan Figueira Barbosa, de 10 anos. A mãe deles, Neusa Figueira, era merendeira na mesma escola. Naquela manhã, Neusa havia ajudado a preparar os lanches e colocado os dois filhos no ônibus pessoalmente. Ela não sabia o que aquelas marcas significavam. Ninguém sabia.
O que se sabia era que a lista existia, que os nomes eram reais, que as crianças haviam embarcado no ônibus e que, em algum momento entre a saída da escola e o fim daquela tarde, todas desapareceram sem uma explicação plausível.
A lista foi a única prova documental de que a viagem havia ocorrido, e por anos foi tratada pelos investigadores como um mero registro burocrático. Só muito mais tarde alguém percebeu que poderia ser a principal prova do caso e que ela esteve perdida por 11 dias dentro de um armário enferrujado, manchada de café.
O ônibus branco com a inscrição “Prefeitura de Manaus, Educação” na lateral foi encontrado por um caminhoneiro chamado Osvaldo Bentes Cavalcante. Ele viajava entre Manaus e Itacoatiara e parou para urinar no acostamento. Eram 16h12. Osvaldo notou que o veículo estava com as portas e janelas abertas, mas não havia ninguém por perto. E ele estranhou, porque aquele trecho da AM-010 não tinha parada para descanso ou acesso a nenhuma propriedade rural.
Era floresta densa dos dois lados, com cheiro de terra úmida pairando no ar após uma rápida chuva ao meio-dia. Osvaldo olhou para dentro e viu mochilas espalhadas pelos bancos, uma garrafa térmica no chão e a sandália de uma criança no corredor. Ele não mexeu em nada. Ligou para a Polícia Rodoviária Federal através de um telefone público no posto de gasolina mais próximo, a 6 km dali. A PRF levou 40 minutos para chegar ao local.
Quando os dois patrulheiros desceram da viatura, o sol já estava baixo e a luz se infiltrava pelas copas das árvores no tom alaranjado que precede o anoitecer na Amazônia. O ônibus estava exatamente como Osvaldo havia descrito. As portas da frente e de trás abertas, o motor desligado e frio ao toque e as chaves não estavam na ignição. O painel não mostrava nenhum sinal de avaria. O hodômetro exibia uma quilometragem inconsistente com o trajeto entre a escola e o balneário, somados aos 11 km adicionais até aquele ponto na rodovia.
Não havia marcas de pneu no asfalto, nem sinais de colisão ou sangue, nem dentro, nem fora do veículo. Os policiais tiraram fotos com uma câmera digital compacta, 13 fotos no total, que depois seriam anexadas à investigação. Uma delas mostrava o assento do motorista inclinado para trás, como se alguém o tivesse ajustado para descansar.
Outra mostrava o corredor central com quatro mochilas largadas no chão, uma delas aberta, com um caderno escolar parcialmente visível. A foto mais reproduzida nos anos seguintes, que saiu em jornais e programas de televisão, foi a da sandália de borracha rosa, tamanho 32, abandonada entre o segundo e o terceiro bancos do lado direito. Nunca se determinou a qual das crianças ela pertencia.
Nenhuma das famílias a reconheceu com certeza. Três mães disseram que poderia ser de seu filho ou filha. A sandália permaneceu guardada como evidência na Polícia Civil durante anos, dentro de um saco plástico transparente com uma etiqueta amarela.
O que chamou a atenção dos peritos, quando finalmente analisaram o veículo dois dias depois, foi a disposição dos objetos. As mochilas não estavam nos assentos onde presumivelmente as crianças estariam sentadas. Estavam distribuídas de forma desigual, como se tivessem sido movidas.
Algumas estavam abertas, outras fechadas, e duas estavam empilhadas no banco de trás, que costuma ser o menos ocupado. Não havia lancheiras. As lancheiras que os pais prepararam não foram encontradas no ônibus. Não havia garrafas d’água com os nomes das crianças, embora várias mães afirmassem ter enviado garrafas etiquetadas. O que havia eram garrafas genéricas, sem identificação, pela metade, do tipo comprado em distribuidoras. Ninguém soube explicar de onde surgiram.
O ônibus foi rebocado para o pátio do 19º DIP na manhã seguinte e isolado com fita adesiva. Permaneceu ali por oito meses, exposto ao sol e à chuva, até que uma perícia complementar fosse solicitada. Quando a segunda análise foi feita, em junho de 2008, algumas das superfícies internas já apresentavam mofo e deterioração e as impressões digitais coletadas na primeira análise eram insuficientes para o cruzamento de dados. A maioria era parcial ou sobreposta.
Nenhuma digital do motorista foi identificada, o que seria tecnicamente impossível se ele tivesse conduzido o veículo naquela manhã. Ou as digitais foram apagadas ou Edivaldo Nonato de Souza nunca havia tocado naquele volante.
Os patrulheiros rodoviários encontraram Marinalva dos Santos Queiroz e a outra professora, Aparecida Lima Fonseca, caminhando pelo acostamento da AM-010 em direção a Manaus, por volta das 20h. Marinalva estava descalça e com o vestido rasgado no ombro. Aparecida carregava a própria bolsa e chorava sem parar, mas sem emitir som algum.
Era um choro mudo, de boca aberta, que o patrulheiro que as resgatou descreveu em seu relatório como um grave estado de choque. Nenhuma das duas soube explicar onde as crianças estavam. Marinalva apenas repetia que elas estavam brincando e que a vegetação havia se fechado. Aparecida não disse nada pelas primeiras seis horas.
Foram levadas para o pronto-socorro em 28 de agosto e medicadas. Os depoimentos formais só aconteceram três dias depois. E, quando aconteceram, as versões das duas mulheres pouco coincidiram. Marinalva tinha 52 anos e era professora da rede municipal há 23. Conhecia o balneário do Tarumã porque já levara outras turmas lá, pelo menos quatro vezes desde 2002.
Era o tipo de professora que os pais conheciam pelo nome, que cumprimentavam na padaria e para quem as mães ofereciam café quando passava na rua. Não tinha ficha criminal, nem problemas com a direção da escola ou registros de ocorrências em excursões anteriores.
Ela era viúva, morava sozinha em um apartamento no conjunto Francisca Mendes e dedicava seu tempo livre à Igreja Evangélica do bairro. Ninguém no Parque das Laranjeiras tinha motivos para desconfiar de Marinalva. E isso tornava tudo ainda mais difícil de entender.
Aparecida Lima Fonseca era mais nova. Tinha 34 anos e estava na escola havia apenas dois anos. Era uma professora substituta, contratada por tempo determinado, e esta era a sua primeira excursão com alunos. Conhecia as crianças, mas não tão bem quanto Marinalva. Morava no bairro Novo Aleixo com o marido e o filho de quatro anos.
O marido, Wellington Fonseca, relatou à polícia que Aparecida saíra de casa muito animada naquela manhã, tendo preparado um bolo de milho para levar, e parecia calma quando foi encontrada na estrada, oito horas após o último contato com a escola. Aparecida não estava com o bolo, nem com sua bolsa de documentos. Aliás, a bolsa que carregava não pertencia a ela.
Era uma bolsa de nylon preta que nenhuma delas reconheceu como sua, e não havia respostas para essas questões. No Pronto-Socorro de 28 de agosto, ambas foram examinadas pela equipe médica de plantão. Marinalva apresentava desidratação leve, escoriações nos pés consistentes com longa caminhada sem calçados, e um corte superficial no ombro direito, que disse ter sido causado por um galho.
Ela também tinha arranhões nas pernas e nos braços, sujeira debaixo das unhas, um pequeno hematoma no joelho esquerdo e os mesmos sinais de desidratação. O médico plantonista registrou que nenhuma das duas apresentava ferimentos graves e que o estado emocional delas era incompatível com uma simples caminhada na beira da estrada.
Marinalva oscilava entre frases desconexas e um silêncio catatônico. Aparecida tremia de forma incontrolável, mesmo após ser medicada. O que Marinalva contou nos dias subsequentes mudou de uma sessão para a outra. Na primeira versão, ela disse que as crianças brincavam na beira do igarapé e que foi ao ônibus para pegar protetor solar. Disse que, ao voltar, não encontrou ninguém, nem crianças, nem Aparecida, nem o motorista.
Disse que chamou, gritou, procurou pelas margens do igarapé, adentrou na mata e não achou ninguém. Disse que, em algum momento, resolveu voltar para a estrada e caminhar em direção à cidade. Ela não soube explicar como Aparecida surgiu a seu lado na estrada, nem quando isso ocorreu.
Na segunda sessão, três dias depois, Marinalva acrescentou um novo detalhe. Ela disse que, antes de ir ao ônibus, viu um homem de blusa verde caminhando pela trilha e que as crianças foram até ele. Quando o delegado perguntou por que não havia falado sobre esse homem antes, Marinalva disse não ter certeza se o vira ou se havia sonhado com ele.
Na terceira sessão, já acompanhada do advogado, Marinalva limitou-se a dizer que não lembrava de nada entre o instante em que desceram do ônibus e o momento em que se viu na estrada. Disse que havia um lapso em sua memória. Disse que queria ajudar, mas que não conseguia. Aparecida, por sua vez, manteve a sua versão nos três depoimentos. Estava dormindo no ônibus.
Ela relatou que estava com dor de cabeça, que tomou um remédio após chegarem ao balneário e que adormeceu no banco traseiro enquanto as crianças saíam com Marinalva. Disse que acordou com o ônibus em movimento, olhou pela janela e não reconheceu o local, e que em algum momento o ônibus parou e ela desceu.
Não sabia quem estava dirigindo, nem se as crianças estavam no veículo quando este se moveu. Também não sabia quanto tempo havia dormido. O investigador questionou como ela explicava os arranhões nos braços e as marcas de sujeira nas pernas, se estava dormindo no ônibus. Aparecida não respondeu. Apenas olhou para o advogado, que solicitou a interrupção da oitiva.
Naquele momento da investigação, o delegado Airton Brandão Teixeira possuía duas testemunhas presentes durante o desaparecimento das 14 crianças, mas nenhuma delas conseguiu oferecer uma versão coerente com as evidências físicas. As contradições entre os depoimentos não eram sutis. Eram flagrantes e, para quem lia os documentos, extremamente inquietantes.
As notícias chegaram ao Parque das Laranjeiras de forma confusa, como geralmente acontece em bairros onde todos se conhecem e os telefones fixos ainda são mais usados do que celulares.
Por volta das 18h, a mãe de um dos estudantes, Dalva Cristina Rebolsas, telefonou para a escola perguntando por que o ônibus ainda não havia voltado. Ninguém atendeu. Dalva então ligou para uma vizinha, mãe de outra criança do grupo. A vizinha também não tinha informações. Em menos de uma hora, sete mães já estavam no portão da escola, que estava fechado, com as luzes apagadas.
Nenhuma autoridade havia feito contato. Nenhum aviso havia sido dado. O vigia noturno, que chegava às 19h, desconhecia qualquer excursão. Dalva trabalhava em casa como costureira. Sua máquina Singer ficava na sala, perto da janela voltada para a rua. Naquela sexta-feira, ela passou o dia inteiro costurando, ouvindo rádio e esperando o filho chegar para verem TV juntos à noite, como sempre faziam nas vésperas de fim de semana sem aula.
Seu filho, Bruno Henrique Rebolsas de Lima, tinha 10 anos, usava óculos desde os sete, e preferia ler revistas em quadrinhos a jogar futebol. Dalva só começou a se preocupar às 17h, já que a volta estava prevista para as 15h e os atrasos nos ônibus escolares eram frequentes. Às 17h30, ela tentou ligar para o celular de Marinalva, mas estava desligado. Às 18h, tentou de novo. Desligado. Voltou a telefonar para a escola. Ninguém atendeu.
Foi então que ela saiu de casa. A aglomeração no portão da escola começou a se formar lentamente. Primeiro as sete mães, depois os dois pais que haviam chegado do trabalho e foram alertados pelas esposas. Depois chegou uma avó, que cuidava de um dos alunos enquanto a mãe trabalhava num supermercado do Centro. Moradores da região sem filhos na excursão, ao ouvirem o rebuliço, aproximaram-se para saber o que ocorria.
Por volta das 21h, havia cerca de 40 pessoas na calçada da escola e nenhuma delas sabia o que tinha acontecido. Nenhum policial. Ninguém da prefeitura. Ninguém da Secretaria da Educação. O vigia, um homem chamado Cícero, tentou falar com a diretora e a coordenadora. A diretora não atendeu. Rosângela Pimentel disse que iria ver o que estava acontecendo, mas não apareceu.
Foi Dalva quem decidiu ir à polícia. Ela pegou um ônibus junto com outra mãe, Francisca das Chagas Oliveira, e seguiram para o 19º Distrito Policial, chegando lá por volta das 22h. No plantão, havia apenas um investigador, que ouviu os relatos das duas mulheres. Ele anotou as informações num formulário de registro de ocorrência e disse que precisavam aguardar 72 horas para oficializar o desaparecimento.
Dalva perguntou se ele entendia que se tratava de 14 crianças. O investigador disse que sim, mas que esse era o protocolo. Dalva perguntou se ele tinha filhos. O investigador não respondeu e orientou que retornassem na segunda-feira. Francisca voltou para casa e não conseguiu dormir. Sentou-se na cozinha com a luz acesa, olhando fixamente para o relógio na parede. Seu marido, que trabalhava como vigia noturno, telefonou do trabalho e ela relatou a situação.
Ele disse que ia pedir para sair mais cedo, mas não pôde. Francisca ficou sozinha até o amanhecer. Dalva também não dormiu, e em vez de ficar em casa, saiu novamente. Às 5h da manhã do dia 13, pegou outro ônibus e foi até o balneário do Tarumã, sozinha e no escuro.
Ela chegou ao local com o nascer do sol e andou pelas margens do igarapé durante duas horas, chamando pelo filho. Não encontrou nada nem viu ninguém. Chegou em casa às 9h da manhã, com os pés machucados e o rosto queimado de sol, e viu duas viaturas da Polícia Civil estacionadas no portão da escola. A busca oficial havia começado 18 horas após o desaparecimento.
Naquela noite, algo mudou no Parque das Laranjeiras. Não foi algo que pudesse ser visto. Não foi algo que as pessoas pudessem apontar. Foi uma alteração no tecido do bairro, uma rachadura que se estendia sob cada casa, cada quintal e cada conversa no portão. Quatorze famílias haviam mandado seus filhos para a escola, e eles não retornaram. E ninguém as avisou.
A operação de busca do Corpo de Bombeiros de Manaus foi iniciada na manhã de 13 de outubro, 18 horas depois do último contato das professoras. A equipe contava com 12 homens e dois cães farejadores. A varredura inicial abrangia os arredores do balneário do Tarumã num raio de 3 km.
Após cinco dias de buscas intensivas, com o apoio do exército a partir do terceiro dia, não foi encontrado qualquer vestígio material: nem roupas, sapatos, restos de comida ou pegadas identificáveis. Os cães farejadores, adestrados para encontrar presença humana recente, não apontaram qualquer trilha a partir do balneário. O capitão responsável pela operação, Humberto Farias Monteiro, disse à imprensa que a situação era anormal e que não era comum 14 crianças desaparecerem sem deixar rastros.
Em outubro de 2007, a área de banho do Tarumã era um local semiurbanizado na zona oeste de Manaus, onde o igarapé desaguava numa praia fluvial que recebia centenas de famílias nos fins de semana e feriados. Havia barracas de comida, um estacionamento de terra improvisado, banheiros simples e uma trilha de acesso que descia por um barranco de terra vermelha até a beira da água. Em dias de grande movimento, podia-se encontrar vendedores de açaí, crianças saltando de galhos, som alto dos carros e o cheiro de peixe frito misturado ao de protetor solar barato.
No feriado de 12 de outubro, entretanto, não era o momento de maior fluxo quando o ônibus chegou. Às 8h40 da manhã, o local estava praticamente vazio. Os bombeiros que chegaram no dia seguinte depararam-se com barracas fechadas e os moradores das redondezas afirmaram não ter visto ônibus escolar nem grupo de crianças naquela manhã. Esse era um dos problemas.
Em 2007, não existiam câmeras de segurança na região do balneário, nem guarita, controle de acesso ou anotações de veículos. O único ponto de referência era o bar Cantinho do Tarumã, localizado a 300 metros da descida do igarapé, que naquele feriado só abriu após as 11h.
O dono do bar, Sebastião Vieira Lopes, disse à polícia que não notou nada de diferente. Relatou que, ao abrir o estabelecimento, não viu nenhum ônibus estacionado por ali e a manhã estava tranquila. Os bombeiros estenderam o raio de buscas para 5 km no terceiro dia e para 8 km no segundo. Adentraram a mata usando facões para abrir caminho pela vegetação fechada e percorreram as margens do igarapé, subindo e descendo seu curso. Inspecionaram poços naturais, áreas úmidas que se formam dependendo da época e valas onde a água acumula na estação seca.
Mergulhadores desceram em três pontos do igarapé com mais de dois metros de profundidade. Não encontraram nada. Nem os mergulhadores, nem os cães, nem os soldados do Exército equipados para selva. O capitão Humberto Farias Monteiro concedeu uma entrevista à TV Amazonas no quinto dia de buscas. Ele era comedido em suas palavras, tinha 30 anos de serviço e evitava discursos dramáticos. Mas naquela entrevista, na beira do igarapé, com a farda suja de lama, disse algo que marcou quem acompanhou o caso:
“Eu já procurei muitas pessoas nessa mata. Adultos, crianças, ribeirinhos, turistas. Sempre se encontra alguma coisa. Uma pegada, um pedaço de pano, uma trilha na lama. Aqui não há nada. É como se essas crianças nunca tivessem posto o pé neste chão.”
No sétimo dia, as buscas foram reduzidas. No décimo, a operação foi formalmente encerrada, e o Corpo de Bombeiros emitiu um relatório de 14 páginas, concluindo que as varreduras terrestres e aquáticas na área do balneário e no entorno não localizaram as crianças nem sinais de sua presença ali após o horário de chegada relatado pelas professoras. O documento sugeria a instauração de um inquérito policial para apurar os fatos.
A investigação criminal já estava em curso, mas não avançava. O inquérito policial da 19ª Delegacia, conduzido pelo delegado Airton Brandão Teixeira, colheu o depoimento das duas professoras em três ocasiões diferentes durante o mês de outubro de 2007.
Na primeira oitiva, Marinalva relatou que as crianças brincavam na beira do igarapé, ela foi buscar protetor solar no ônibus e, quando voltou, não encontrou ninguém. Na segunda, disse que um homem de camisa verde apareceu na trilha e que as crianças foram atrás dele, achando que ele seria um guia. Na terceira vez, afirmou que havia esquecido o que aconteceu entre descer do ônibus e se ver andando na estrada.
Aparecida repetiu a mesma frase em seus três depoimentos: “Eu não vi o que aconteceu. Estava dormindo no ônibus.” Mas os laudos médicos atestavam marcas de sujeira e arranhões nos braços e nas pernas de Aparecida que não batiam com a versão de alguém que esteve sentada dentro do veículo. O delegado Airton tinha 48 anos e atuou a maior parte de sua vida profissional em delegacias de bairro da zona norte de Manaus.
Ele não era especialista em investigações complexas, não tinha uma equipe própria e o efetivo consistia nele, dois investigadores e um escrivão. A infraestrutura era tão precária que, em entrevista concedida alguns anos depois a um jornal de circulação regional, ele chegou a dizer que faltavam condições até para apurar o roubo de uma bicicleta, quanto mais o sumiço de 14 crianças. E, no entanto, foi ele quem recebeu o caso e precisou se virar com as ferramentas à sua disposição.
Nos 30 primeiros dias, Airton coletou o depoimento de 42 pessoas. As professoras, a coordenadora Rosângela, os funcionários do colégio, os pais das crianças desaparecidas, pessoas que moravam perto do balneário, funcionários da empresa Trans Rotas Norte e dois policiais militares que patrulhavam a rodovia AM-010 naquele dia. Nenhuma das testemunhas apresentou evidências conclusivas.
Os PMs afirmaram que não avistaram o ônibus encostado na beira da estrada durante a patrulha matinal, mas ressalvaram que a área fiscalizada era de 80 km e não dava para observar cada detalhe do trajeto. Já os moradores da redondeza do balneário, em sua maioria ribeirinhos que viviam em casas de palafita a 1 ou 2 km do igarapé, consideraram o 12 de outubro um dia normal.
Não ouviram nenhum barulho anormal, não notaram nenhuma movimentação fora do padrão e não viram ônibus branco algum. O que incomodava o delegado era o choque total nas narrativas das únicas testemunhas que eram adultas. Diante de 14 vítimas e duas testemunhas, pequenas disparidades nas descrições de fatos, localização e sequência dos acontecimentos são perfeitamente aceitáveis.
O que o investigador encontrou, contudo, não foram meras discordâncias de relatos, mas sim divergências basilares em suas estruturas. Enquanto Marinalva relatava que as crianças estavam perto do igarapé, Aparecida jurava que estava dormindo e não viu nada. Marinalva disse que foi até o ônibus e, ao voltar, o grupo tinha sumido; já Aparecida alegou que permaneceu no veículo ininterruptamente e não percebeu a colega se aproximar. E ainda, Marinalva citou a presença de um indivíduo de blusa verde, enquanto a outra nunca comentou algo do tipo. E as versões da primeira oscilavam a cada encontro, e a segunda repetia a mesma fala robotizada.
Então o delegado requereu ao Ministério Público uma avaliação psicológica para saber a condição mental das docentes e checar se tinham sanidade para as declarações, bem como investigar o quadro de dissonância dos depoimentos. Em novembro de 2007, uma profissional de psicologia da Secretaria de Segurança Pública as examinou, emitindo um parecer de atestação de que havia evidência de distúrbio mental grave, e contudo ambas podiam falar aos inquéritos. Além disso, no final do documento havia a nota indicando que a forma reiterada com que Aparecida dava as respostas (mesma estrutura de frase, imutável sem expressão sentimental e recusa a falar outras coisas) era típica de estado catatônico decorrente do trauma como também sinalizava fala pré-programada. Não seria possível definir tal constatação sem que houvesse mais sessões de exame, algo que nunca aconteceu. As famílias acompanharam a apuração à margem, e nunca mais os intimaram para uma acareação ou coisa similar.
Dalva Cristina Rebouças, pediu por mais três depoimentos para adicionar fatos além das informações preliminares. Queria falar das conversas na frente do colégio e de coisas sobre a professora Marinalva antes do evento. O delegado avisou que formalizaria os comentários e nunca mais chamou Dalva. O condutor do coletivo escolar Edivaldo Nonato de Souza, de 41 anos, ligado à transportadora do ramo Norte não foi rastreado nos dias decorrentes à ocorrência.
A companhia disse que o admitiu dois meses antes, e possuía documentação regular. Após conferência da polícia com a base do CPF e registro geral indicava que a documentação referia-se a indivíduo da cidade de Porto Velho já morto desde o ano de 2003. E sobre a localização dele no contrato também não constava e não possuíam rosto semelhante aos sistemas da polícia. Portanto, não acharam Edivaldo Nonato de Souza – e era incerto se esse também era o seu verdadeiro nome. Além disso, nenhuma das outras testemunhas de fora conseguiu descrevê-lo corretamente. Para a equipe da prestadora, a imagem do homem é que seria recatado, do tipo que vem de modo calado e sai de modo idem.
A empresa Trans Rotas Norte seria modesta, fundada em 2005 e abrigada numa doca na Zona Industrial de Manaus. Havia o dever contratual junto da Prefeitura no oferecimento dos carros, ônibus escolares de 5 subáreas urbanas. Mantinham 8 coletivos e uma mão de obra contendo doze funcionários da direção na frota.
A licitação permitia recondução da validade todos os anos, e de forma bem reduzida os documentos ficariam aptos à admissão de novos trabalhadores: com Carteira de Motorista na modalidade D, CND e cópia simples de um atestado de residência de quem for admitido. A etapa da coleta seria de modo bem rudimentar com a não análise da biometria facial, tampouco confronto das estatísticas do governo (comprovações da não vivência e atestados de CPF) além de não haver nenhum método da conversação presencial exigido por parte dos encarregados da cidade. A organização ocorria nas atas oficiais e negligenciada em ação concreta.
Edivaldo Nonato de Souza (na pessoa por trás do documento e rosto) estaria registrado na Trans Rotas desde o oitavo mês no exercício de 2007 (estando à frente da Laranjeira do Parque 2). De maneira superficial, e oposta a certas versões anteriores dadas a equipe de polícia da zona de investigação os cooperados davam depoimentos do colega sendo: Nelson Praia Monteiro gestor disse que o motorista possuiria tamanho padronizado com os seus semelhantes. Mulato, usaria o seu boné constantemente e o corte em tamanho muito ralo, ao contraponto da Secretária Ivone Sarmento descrevê-lo no tipo comprido, sendo e se utilizando no local e nas atividades não um gorro mas o formato que indica chapéu militar (estilo do exército tipo Boinas ou afins em coloração mais escurecidas do tipo negras etc) sendo finalizada pelo rapaz encarregado no controle ou concerto ou reconfiguração do carro da empresa que relatava sobre o motorista do qual chegava bem nas aberturas e saída da sede. Com a ausência na comprovação do próprio e único retrato pessoal no seu próprio crachá em uma impressão mal redigida por conta dos pixéis baixos revelando só seu nariz ao baixo por cobrir do olho a testa de forma do boné com suas bordas extensas que omitiria toda expressão superior e identificadora perfeitamente de face e traços a busca das evidências não chegou ao match da busca.
O documento da casa referenciada do colaborador indicou rua de título Japurá, cento e catorze – localizada na zona “Lírio do Vale”. Uma apuração constatou se tratar de casa isolada do resto do bairro do tipo local vazio de uma obra paralisada na casa.
A numeração tributária em sua filiação dada de Edivaldo de Souza com cidade de estado em Rondônia, capital, datada nascimentos 1966 pertenceram para o acidentado na Rota trezentos e sessenta e quatro ocorridas antes (em meados Março de dois e mil e três). Um atestado local e cópias fornecido pela oficialidade do município registrou daquela identidade já caducada no ser civil. Desse modo obteve-se constatação com que algum alguém roubou papéis antigos do cidadão e usaria tal método de vida na empregabilidade para outra capital com longas divisas como foi Manaus na vaga condutora no ônibus (diferença no trecho e via é que dois mil Km ao lado do mapa). Ao passo em que a TransRotas exigia toda e quaisquer declarações que as possuíram o mesmo liberaria (fichário da assinatura) contrato oficializado assinalando por gestão os autos e do crachá, falsificação já dita que constataria fraudulenta no futuro e o motorista nunca teria exame clínico laboral oficial (e o mais bizarro seria a falha que nunca ocorrera dos registros pré-determinados a tal do ofício por Leis no ano em dois mil e quatro exigida aos treinos da frota escolar)
A Procuradoria abriu sindicância adjacentes para a operadora, sobre processos escusos e fraudulentos que paralisaram e em dois meses de dois e oito do fevereiro os mesmos foram descontinuados antes do término; do qual foram esvaziados no Parque, revendidos carros, sumiços das moradias da base de pessoal que o Senhor Nelson migrou Roraima sem nenhum achado oficial e à Mulher a moça que seria assistente permaneceu no lugar mas resguardou não haver informações para depoimentos por mais oitivas do qual falou sobre as investigações (fichadas como de Edivaldo) estagnada na capital naqueles locais e mais capitais vizinhas, etc. Sumiria os contatos do próprio. Nenhum dado com biometria facial eleitoral entre outros. Somente trabalhado no lugar no intervalo da janela nos meses por um tempo antes de diluir sua rota de vez do mapa daquela Terra (sem nem sombra nos tempos de hoje).
No fechamento a falta em si com a concretização com nenhuma nova peça o Promotor solicitou com em andamento da Lei recorreu arquivamento, pela advogada F. Lucia reabertura que no caso dos dois e mil de doze anos na reativações a promotora mandaria ao pedido recriarem como ocorreria um roteiro pelo mesmo veículo – ouvirem-se distâncias a quem em Cinco kms e os Contratos que foram negados a concluir daquele dia dos órgãos superiores da época. Com essa parte final (dos atrasos) a profissional recém alocada possuía de bagagem e experiência focada pela Universidade ou Escolas dos Profissionais de Procuradores, crimes correlatos a Infantes; Brasília, vindo oriunda nascida a terra dos Parintins (Capital da mesma Federação/AM).
No entanto as lacunas, erros etc com sumiço fotográficos digitais em grande valia deixados desde do período anterior dos registros perdidas as informações vitais da papelada original com ficha desaparecidas, demorou do pedido à liberação (mais que um ano e um par a reestruturação da aprovação – 14 M). Pela Rota do simulado nas medidas constataram as entradas clandestinas de explorações pelo barro local entre Quatro que interligam às partes do Igarapé/RODOVIAS que ficava por conta de caminhos vicinais do local. Não verificadas as informações iniciais pela corporação/bombeiros. Ao ser solicitado reaberturas, ocorreu vetos sem o suficiente o efetivos dados pelos Comandos/Gestão de Secretária dos Comandos a pasta nas ocasiões dos peritos ou do local que operavam as seguranças de órgãos Estaduais da época). A segunda que reavaliaria todo a falha nas documentações das partes (de policias até Secretarias Estaduais (Assembleia CPI -2012 e 2016 e as testemunhas todas: Prefeituras, Coordenadoras Mães Policias entre e tantos Deputados/Parentes no Local até Polícia Mundial sem vínculo de contrato, os Especialistas). Deixou recomendações.
E recomendou pelo repasse das tratativas da Lei em processos (na Federação Policias, Fóruns da nação) O repasse de transferência para Federais (A União não autorizou tal caso com ausência nova das falas do órgão da lei. Declinando do possível “dor de Cabeça”. Politica) Famílias e parentescos tentavam buscar meios da elucidações por via Vigília. Cartazes passeatas (da qual as mães organizaram) Sem sucesso pela perda que levou do arquivamento do caso pelas partes oficiais da qual o Promotor relatava. “Ausências que indiciaram falta material ao Ministério em não incriminar a denúncias.
D.Dalva lia a sua papeladas sozinha na sala parou ficou por algum dos tempos (Quase horas que não movia na maquina as produções que faria na hora que vira na mão ao Lado da Chagas F). Elas não queriam mais lamentos em si por isso em 2008 a Vigília foi elaborada (o primeiro com datas os meses Out e velões da qual se reduzia (de 60 50, até menos 10 nos recentes 20 15, com as rostos e faces do menino/crianças não percebidos para o do presente nas fisionomias perdidos com brancos – No total em anos) as Velas a mãe das vítimas a Dalva do 14 número (Padrão comprada para sempre na qual saiam as passeata 09 2012, de 2017) As das grandes ao Fórum dos com a Placa nas frentes – O assessor a entregou que a Carta será levada “aos olhares as atenções da Prefeituras”) O Assinaturas das Atas ao Deputados e a do Brasil Ministérios Federais nas Cartas. Aos poucos tudo era e virava do presente a uma vaga Lembranças e do sumiços de pessoas ou partes que o bairro ficaria pra recordação aos nomes que o Colégio pintou a Escola os Muros, em outro dos títulos por Causa do Casos O Prof° do nome (Muda de titulo) das Laranjeiras com As novas ou antigas de não esqueceres; do Placas aos lixos nos escombros na secretaria da educação da Capital nas Secretarias –
Um marco mudou das reviradas da Vida na floresta secundaria no mato da Regiões que a Medição dos profissionais à Nova transmissão ao lado dos Rios. O Tecnico a notar na áreas uma de Depressão do retângulos não Natural ao Perfil da Amazônias para o terreno. Jonas com anos de empresas, vindo aos municípios a Manaus dos intercâmbios – Ele fazia estudos das marcações por Eixo (Total estações) notaram ao vegetais menores a área modificadas dos que reconfiguravam ou do desmatamento antes e com o terreno. Na área o Relato ao Relatório e enviaram da Fotos/Mobile o qual seus Chefe das áreas falou de fossa velhas a outras escavações a quais se via à forma na mata muito com alinhadas – A Profundidade visuais e pediu das Perícias no terreno a qual os Retroescavadores iniciaram as sondagens a Sessenta Centímetros da qual alterou cores originais (mais negro da parte das Amazonas/Marrons)
No total da descidas da maquinas no 120 da retro-sondagem puxaram materiais. O Nylon a tecidos que aos do que era de azul aos Mochilas. Operador desligara da maquina da sondagem a qual do que via com Olhos o técnico – Polícia chamada às Policias às Federal, Com os Superintendentes na Pericias do Nacionais as áreas Antropólogos. Escavadeiras aos pincéis ao Isolamento de Regiões. Retirando os itens, do sapatos solas etc As da Decomposições O DNA as Brasilia dos anos – que do Perfil Orgânicos para as de crianças e não indicaram do perfil da causas etc. O material do anos compatível (05 2010 a datas e os das baixas Estruturas – Múltiplas vítimas).
Na confirmação antes com das Polícias na casa no momento as Notícias para o Brasil etc a visitas dos Parentes ao caso das Federal para as autorizações (nas salas na mulher/homem ao exame do material das Crianças no bairro). Para os pais a Mãe da Rebolsas não deixou as das pausas a qual das dobras falas na mesa só solicitava a Óculos na Pericias de que havia ou não para o Óculos do Filhos Bruno/ que a Federal se negou e não podiam indicar na coletas dos assinados da concordâncias dos Dnas e na outras casas F/Chagas do Bairro com Marido presente.
Nas Tvs o tempo Fantásticos as dos anos oitivas que das 18 das redes Sociais não muda dos Peritos na Regiões o Brasil inteiro das conversas com as Teorias. Daqueles em do Passados as mães moravam, Dalva ficou a ruas. Filhos nos cômodos de Quadrinhos (Aquele ano paralisou aos gibis o do Homens/Aranhas no tempo) no Cama o Pedaços etc Não apagou o quarto não dormiu aos dias no daquelas as que da Vida da Pessoas das outras não conseguiram os locais da do Laranjeiras das Escola a Francisca a sair (A Casa de 2013 novo) que aos ver Colégios do fardas das Meninos na do Bairro não parou nas Vizinhanças ao novo das Católicas do novo e grupos não oficias nas Quarta o Qual do filhos da falas não tinha das Vinganças das das Causas etc. Neusa (Da qual não saiam a casa no tempo de Fim nas Contratos) do trabalhos não fixou os INSS com esquizofrenia. Com solidão e Falas Solitárias
A de Pais etc Internado de (Eduardo R) ao delírios do percurso a matas de procurar. Cansou se achado dos Rios aos surto Psiquiatras Sem fim nas saídas dos dos Filhos dos Sumidos sem Tvs o dia não muda as vidas dos 12 dos quais Outubros os Irmãos não das Redes a quem sem dos problemas o Luto os Alcoolismos o dos Paraísos nos Belem. Encontros aos Promotorias das quais as Famílias os Órgãos Dna ao Brasil a Brasília etc das Falas as Causa/Os meses Anos as Reuniões a Dalvas e as Tvs as Jornalismos o Pergunta na qual repórter da Tvs do Sentimentos: e qual ela com Falas a não muda de 18 Anos
A M Santos Morreu com Idades da Mortes a sem acusações ou de falas 66 do envelheceu aos Fechadas/ as F.Mendes de conjuntos As Janelas a os velórios seis dos não parentescos da A L da Vidas no do silencio ao Esposo/ de saídas da trabalhos etc E que não dera do tempo as Falas a Acusações –
No fim o Ponto do DNA sem das falas os Motoristas os etc no Ônibus, Cachorros a Matas. Um Laranjeiras de ruas e Muros de Escolas e os Arvores da Asfaltos os mangueiras e Ruas da Vizinhança a televisão de das não passagens a não muda do mapas não Brasil das Sem das Respostas das crianças a Descer na Excursões do Sorrisos nos das Casas das Janelas e do Telefones das Respostas aos dias com o Esperar as Perguntas nos quais Não fecham e ao Fechar com os Textos não Totos a Causa e o Sem o Proteger que Falhou e Sem respostas e quem do Países Ainda aos Viver com os Tempos que Ainda ao Tempo Espera.