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C*RPO DE MOÇA J*GADA SEM CORDA VIROU ALVO NO I*L

Imagine acordar super animada para ir com seu noivo ou namorado fazer um salto de pêndulo e, ao chegar lá, ser lançada sem corda e, o que é pior, homens começarem a planejar tudo o que fariam com você no instituto médico. Esta é a história de Maria Eduarda e, por incrível que pareça, a pior e mais absurda de todas, e eu vou contar tudo aqui para vocês.

“E eu vi um pulso, estava muito fraco, mas ainda havia pulso. Eu ainda conversei com ela, tenho o costume de brincar e dizer: ‘Ninguém nos deixa no meu plantão.’ E ainda assim eu falei com ela, eu disse: ‘Duda, ninguém nos deixa no meu turno.'”

Em 3 de junho de 2023, Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, foi com o noivo para saltar de rope jump nesta ponte do esqueleto que fica em Limeira. Fica em uma área rural, entre Limeira e Cordeirópolis, em São Paulo, e é conhecida como uma rota de transporte não autorizado. A primeira coisa a se pontuar é que todos continuam dizendo que é uma ponte. Na verdade, não é uma ponte, é um viaduto ferroviário, ou seja, as pessoas passam por onde foi construído para a passagem de trens.

A construção começou em 1913, foi inaugurada e feita para escoar produtos agrícolas e, especialmente, café do interior de São Paulo para o porto de Santos. E esse viaduto simplesmente foi desativado e deixado para trás. Ele foi abandonado há mais de 30 anos e se tornou um ponto turístico, o que nem deveria acontecer, pois é um local de alto risco. Houve um vídeo recente de um repórter que foi tentar andar por lá e escorregou, quase caindo. E temos outras situações que traremos aqui para você entender o quão complexo é o que aconteceu com a Maria Eduarda, para que possamos conectar fatos que ainda não foram falados e que são muito absurdos.

O vídeo está sendo gravado no dia 16 de julho, às 16h, para você entender quando essa notícia chegou, caso assista muito tempo depois. Em abril de 2024, houve uma ciclista chamada Kelly, de 38 anos, que simplesmente perdeu o equilíbrio naquela ponte e acabou caindo de uma altura de 15 metros. Ela estava acompanhada do marido, caminhando pela lateral da mureta, e ainda assim esse infortúnio aconteceu.

Em agosto de 2025, tivemos outros dois jovens, um de 22 e outro de 24, que sofreram lesões severas também em um salto de pêndulo. Eles sofreram múltiplas fraturas e ferimentos graves no corpo porque a medição da corda foi feita de forma errada e eles acabaram colidindo contra o solo. Em 2024, por conta do que aconteceu com a ciclista Kelly, que felizmente se salvou, as autoridades chegaram a bloquear e fechar a ponte inteira. As pessoas a usavam como ponte, mas a estrutura, reitero, é de um viaduto ferroviário.

Bem, depois de um tempo de bloqueio desse local, alguns empresários do turismo de aventura e membros da prefeitura pressionaram pela abertura do lugar, que acabou se tornando um espaço clandestino para a prática de esportes radicais. Ninguém foi fiscalizar. O prefeito assumiu os riscos, mas não estabeleceu nenhum tipo de segurança, regras ou multas.

E existem alguns esportes que não possuem documentação, técnicas aprovadas ou qualquer forma de monitoramento aqui no Brasil. Mesmo assim, existem grupos de pessoas que decidem praticá-los, sabendo que a segurança nunca será de 100%, já que não há autorização formal para isso, mas se apoiam no fato de que também não há uma proibição rígida.

Então, eles buscam esses lugares clandestinos, o que dá até um ar mais aventureiro à prática. E foi isso que aconteceu. Maria Eduarda entrou em contato com um grupo chamado “Entre Cordas”, que possuía uma página com 80.000 seguidores no Instagram e diversos vídeos virais sobre as atividades deles. Eles promoviam esse salto de pêndulo, que explicarei melhor para que entendam a gravidade da situação. Por favor, nunca assumam riscos como esse.

Nesses vídeos, sabe, eles mostravam tudo. Havia também um grupo no WhatsApp onde as pessoas eram orientadas — não sei se por uma ou várias pessoas — a gravar o momento do salto, explicando como deveriam postar, o que deveriam escrever, qual música viral usar, tudo pensado para que aquele vídeo também viralizasse e trouxesse mais clientes para a equipe.

Alguns dizem que essa equipe era apenas um grupo de amigos. Já foi confirmado que eles não tinham autorização para realizar esse tipo de atividade. Maria Eduarda pagou R$ 180 para fazer o salto e uma taxa adicional (que não consegui encontrar o valor exato) para gravar a descida com uma GoPro. No local, havia mais ou menos 100 pessoas, o que geraria um montante de R$ 18.000 em um único dia para aqueles três homens da equipe. A página já foi excluída ou desativada, mas sobrou o registro da pressa que eles tinham para realizar os saltos.

“Não, eu vou devagar, não sei o quê, não sei o quê.”

Dizia uma garota visivelmente receosa. E o rapaz a empurrava, já explicando rapidamente como era a câmera e mexendo na corda no meio da confusão, insistindo:

“Vamos lá, minha filha, porque queremos mais, ok? Com essa ideia de que estamos viralizando e crescendo, R$ 18.000 por dia é muito pouco, né? Vamos ganhar mais, vamos lá, quem é o próximo para pular?”

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O salto de pêndulo é totalmente diferente do bungee jump. No bungee jump, você tem uma corda que é elástica, o que cria aquele movimento de ir e voltar repetidas vezes. Já no salto de pêndulo, a corda não tem muita elasticidade; você salta e fica balançando no movimento exato de um pêndulo.

Por isso, o risco é ainda maior, pois você pode colidir contra as estruturas ao redor. É necessário tirar medidas milimétricas para que o corpo da pessoa não atinja nenhuma parte do viaduto e para que o trajeto não vá direto até o chão. O homem que inventou esse tipo de salto não sobreviveu praticando a própria invenção.

Para vocês entenderem, eu mesma não consigo assimilar o motivo de as pessoas quererem fazer esse tipo de coisa, sendo que o próprio criador perdeu a vida fazendo isso. O nome dele era Dan Osman, ou algo assim. Ele criou a técnica nos anos 90. Ele escalava e então decidiu inventar esse salto. Em uma dessas descidas, a corda se rompeu porque ele não calculou o ângulo corretamente, gerando atrito nas cordas, que acabaram derretendo.

Se quem criou a modalidade não conseguiu a segurança de continuar vivo nela, imaginem as pessoas aqui no Brasil, onde não há autorização, nem estudo técnico, nem supervisão adequada. Não há uma federação oficial com regulamentações claras de inspeção que diga exatamente como se deve medir ou conferir os equipamentos.

Sem isso em mente, ninguém está 100% apto a operar uma estrutura dessas. A Maria Eduarda estava na fila, por volta da 15ª posição, esperando para fazer o primeiro salto no formato de “aviãozinho” (quando três pessoas te seguram e te lançam horizontalmente). Não era nem a hora dela de ir; a vez era de outro rapaz que se atrasou, chegando lá exatamente no momento em que a vez da Maria foi antecipada.

O detalhe é que a Maria foi lançada de um trampolim estreito, e não da estrutura sólida da ponte. Se já é arriscado escorregar no chão do viaduto, imagine num trampolim sem apoios laterais, onde qualquer desequilíbrio entre a pessoa e os instrutores pode ser trágico. Desse trampolim, lançaram a Maria Eduarda, com as pessoas assistindo logo atrás.

Alguns pensaram que era um boneco de testes sendo jogado, porque notaram visualmente que não havia corda. Ao mesmo tempo, vozes começaram a gritar sobre a corda, mas foi tudo tão rápido que não houve tempo para raciocinar, paralisar a ação e impedi-la. Ela foi lançada sem nenhuma das cordas de checagem, que são o padrão básico internacional de segurança. A regra de quem pratica rope jump é checar uma vez e, antes do pulo, conferir tudo uma segunda vez.

Havia três homens ali apressados, lidando com 40 a 50 pessoas esperando para pular. Eles não checaram os equipamentos e lançaram a jovem sem as amarrações, resultando numa queda livre de 40 metros. A negligência é chocante, mas o que aconteceu depois é mais bizarro ainda.

Surgiu o depoimento de uma garota que havia saltado daquele mesmo local um dia antes. Ela relatou que um dos rapazes estava simplesmente “consertando” uma das cordas de apoio principal com fita adesiva prateada (silver tape). Incomodada, ela avisou:

“Não, cara, você não vai usar essa corda em mim de jeito nenhum, vamos fazer com a outra.”

Ele estava remendando a estrutura que seguraria o peso de um ser humano num pêndulo usando fita adesiva. Após a queda da Maria Eduarda, todos no local ficaram paralisados. Uma enfermeira que estava lá desceu para prestar os primeiros socorros. Alguns dos membros da equipe também desceram até o solo.

A enfermeira contou que nunca perdeu ninguém em seu plantão e que aquilo não aconteceria ali. Ela conversou com a Maria, verificou seus sinais vitais e notou que, apesar da situação extrema, ainda havia batimentos. A enfermeira imediatamente se virou para os rapazes da equipe e pediu:

“Olha, eu preciso do kit de primeiros socorros, de um cobertor, de tudo que puderem trazer para eu ajudar a Maria Eduarda agora.”

E o que esses rapazes fizeram? Eles simplesmente saíram dali, não voltaram com nenhum tipo de ajuda e muito menos ficaram para ajudar na massagem cardíaca, que exige um esforço físico muito intenso e revezamento para manter o ritmo até a chegada da ambulância.

Eles não voltaram. Em vez disso, logo após o choque inicial, começaram a tirar as blusas e a trocar de uniforme no meio do mato. Eles alegaram que fizeram isso porque as roupas estavam “molhadas e sujas”, sendo que mal haviam completado 10 saltos naquele dia.

Eles tiraram a roupa para se misturar no meio da multidão e não serem reconhecidos como os organizadores responsáveis pela tragédia. E digo tragédia entre aspas, porque a partir do momento em que eles ignoram as regras de checagem, não podemos classificar o caso apenas como uma fatalidade acidental.

Há uma responsabilidade muito grave nisso. Os dois instrutores que desceram, na verdade, só foram até o local da queda para retirar a câmera GoPro que estava com a Maria. Isso é muito suspeito. Se foi apenas um esquecimento da corda, por que o desespero para pegar a câmera e sumir com ela? Ela teria dito algo lá em cima que eles tentaram esconder? Não sabemos.

Essa câmera não foi encontrada até hoje. E no meio do caos, com as testemunhas em choque e o noivo da jovem desesperado, eles calmamente recolheram os equipamentos e guardaram no carro. E fizeram mais: enquanto as pessoas tentavam desesperadamente ajudar a jovem, os organizadores desmancharam o grupo de WhatsApp, bloquearam os participantes e desativaram a conta de 80.000 seguidores no Instagram.

Os participantes do grupo de mensagens contaram que a preocupação da equipe era sempre focada nos números:

“Nossa, esse vídeo teve não sei quantos milhões de visualizações. Ah, você tem que postar o vídeo desse jeito…”

O objetivo de engajamento e curtidas suprimiu completamente a preocupação com a segurança.

Acho importante deixar claro os nomes dos três homens responsáveis: Maichael Fernandes Cintras, de 42 anos, dono de uma produtora cinematográfica; Vior de Freitas Gonçalves, de 27 anos, operador de turismo; e Luís Felipe, de 32 anos, bombeiro civil.

Nos depoimentos oficiais, um empurra a responsabilidade para o outro. Os dois que estavam na frente, responsáveis pelas cordas, alegam ter tido um “apagão” de memória. Quando questionados sobre de quem era a função de checar, a resposta foi algo como “ah, eu achei que ele tinha conferido, ele achou que eu tinha conferido, e no fim ninguém conferiu”.

“Vocês ouviram as pessoas gritando para prestarem atenção?”

“Não, não ouvimos, foi questão de segundos. Só entendemos quando ela já estava lá embaixo.”

Quando questionados pela polícia sobre a troca de roupas, responderam de maneira totalmente fria que foi “por causa do suor”. Confirmaram que fizeram a troca antes da chegada da polícia e sem sequer cogitar auxiliar a vítima.

Eles apenas negam que a intenção da troca de roupas fosse se infiltrar anonimamente entre as pessoas, tirando vantagem de que todos estavam atordoados e em choque para passar despercebidos.

“Eu chamo a pessoa, vejo o número, confio no equipamento, sabe? Capacete, tem peitoral.”

“Então você realiza essa inspeção visual e monitora as cordas?”

“E, no caso dela, você não se lembra de ter feito?”

“Não me lembro.”

Analisando vídeos antigos no Instagram, era comum as pessoas quererem desistir no meio da rampa de salto por medo, e eles quase as empurravam psicologicamente, pressionando:

“Vai, vai, vai, qual é? Tem mais gente na fila.”

Chega a assustar, porque havia imagens de uma mãe saltando abraçada com o filho pequeno. Como as pessoas não perceberam a falta de segurança?

Acredito que o efeito manada influencia muito, sabe? Todos estão empolgados, vendo saltos em sequência, tudo no automático. Se você se distrai gravando ou conversando por poucos segundos, perde os detalhes críticos. E no caso da Maria, os avisos vieram frações de segundos tarde demais.

Ao pesquisar sobre esse grupo (que operava como uma equipe de amigos sem CNPJ ou supervisão regulamentada), víamos vídeos batendo milhões de acessos, e as únicas reclamações nos fóruns eram de clientes frustrados com atrasos ou chuvas que cancelaram eventos.

Ninguém registrava preocupações com as cordas. O grupo se apoiava no fato de que já faziam isso desde 2020 e nunca havia dado errado. Cria-se uma falsa confiança técnica ignorando normas científicas reais, tudo visando visualizações e faturamento rápido.

Temos que ter muita cautela com isso. O prefeito da região ainda tentou dizer que as críticas eram perseguição política, mas, francamente, não há desculpas. Deveriam ter assumido a falta de fiscalização e prestado assistência técnica e apoio à família. Detalhe: o grupo responsável pelo salto sequer enviou uma mensagem de condolências para a família da jovem. Não houve empatia alguma.

Eles agiram orientados por defesa legal para tratar tudo como um “infortúnio”, um descuido infeliz com o qual teriam que seguir a vida. Mas estamos falando de uma jovem de 21 anos, que era estudante e professora de Educação Física, que teve o futuro ceifado. E agora a história chega a um ponto que achamos impossível ficar mais revoltante.

A mãe da Maria relatou que estava em contato com a filha o tempo todo. A jovem chegou a postar nos stories brincando: “Quem foi o doido que me deixou vir fazer isso?”. Era a animação típica de um passeio radical.

O desenrolar dos fatos na internet nos causa uma frustração brutal. Diante de tudo isso, esperávamos que a rede oferecesse acolhimento, denúncias contra os responsáveis e conforto à família. Mas não foi isso que aconteceu.

A conta pessoal dela foi desativada, mas antes disso os conhecidos publicaram fotos e avisos sobre o luto e o horário da despedida. Nessas imagens em redes sociais, a Maria usava roupas de academia, trajes comuns que qualquer mulher usa para treinar.

E homens começaram a compartilhar essas imagens com propósitos inimagináveis. Os comentários foram focados exclusivamente em exaltar de forma asquerosa os atributos físicos dela.

Homens começaram a conversar entre si, trocando mensagens repugnantes afirmando que, “mesmo após a queda e naquelas condições físicas”, ela ainda “dava um bom caldo”. E o que vou narrar agora são apenas os comentários mais leves.

“Olha, festa no instituto médico de Limeira.”

“Que horas nos encontramos no instituto em Limeira? Sorte de quem trabalha lá. Infelizmente ela era linda. Se fosse feia seria menos triste. Brincadeiras à parte, que tragédia… Vou me candidatar a uma vaga no necrotério amanhã.”

Começaram a marcar amigos em publicações, referindo-se aos restos mortais da garota de uma maneira tão perturbadora e desrespeitosa que eu não posso transcrever as palavras literais aqui, senão o vídeo e a mensagem seriam tirados do ar.

Vi isso hoje em um canal que acompanho e decidi expor. É uma amostra de relações humanas e empatia que falharam miseravelmente, evidenciando uma camada obscura da internet onde posturas desrespeitosas contra o luto feminino ainda circulam livremente.

Esses homens continuam especulando sobre satisfazer os próprios instintos com uma garota que não está mais aqui, ridicularizando as lesões físicas da queda de uma maneira assustadora. Isso traz um sentimento de medo e repulsa para todas as mulheres.

É um desespero constatar que, aparentemente, a integridade da mulher não é respeitada nem em vida nem após sua partida. O desejo descontrolado ultrapassa o instinto e a selvageria, indo a lugares indescritíveis. Dói muito ver que uma jovem que foi vítima de uma falha grosseira de segurança tornou-se alvo de especulações e fantasias tão sombrias nas profundezas da internet.