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Ela bateu na porta dele, congelando e sem teto—O humano deixou a garota alienígena ficar

A noite estava mais fria do que qualquer um se lembrava. O vento uivava através das planícies áridas da colônia, carregando poeira e cacos congelados que cortavam como facas.

Jack estava sentado sozinho em sua pequena cabana de madeira nos arredores do assentamento. O som de suas ferramentas ecoando no silêncio. Ele era um mecânico humano, não era rico nem poderoso, mas vivia tranquilamente, consertando máquinas quebradas para os mineiros que trabalhavam nas proximidades.

De repente, houve um som, uma batida fraca na porta. No começo, Jack achou que fosse o vento batendo em uma tábua solta. Mas então o som veio novamente. Três batidas suaves. Lentas e cansadas.

Sua mão congelou na chave inglesa que estava segurando. Ninguém vinha aqui à noite. Não nesta tempestade. Cautelosamente, Jack levantou-se e foi até a porta. Ele hesitou, então a abriu, e sua respiração parou.

Lá em sua soleira estava uma figura, pequena, tremendo e mal conseguindo ficar de pé. Sua pele era pálida, mas brilhava levemente sob os relâmpagos da tempestade. Seus grandes olhos alienígenas olharam para ele. Meio fechados de exaustão. Suas roupas estavam rasgadas e seus braços tremiam enquanto ela se abraçava contra o frio cortante.

Ela era uma garota alienígena. Ela parecia quase humana, mas suas orelhas eram mais longas, ligeiramente curvadas para cima, e marcas estranhas corriam por sua pele, brilhando como um fogo azul fraco.

“Por favor.”

Seus lábios tremiam enquanto ela sussurrava. Antes que suas pernas cedessem, Jack correu para a frente. Segurando-a antes que ela caísse no chão. A pele dela estava gelada como gelo, seu corpo tremia violentamente.

Sem pensar, ele a pegou nos braços e a levou para dentro, fechando a porta com força contra o vento que uivava. Ele a deitou com cuidado no pequeno sofá perto do fogo. Os olhos dela piscaram, sem foco, como se ela estivesse escorregando para a inconsciência.

Jack correu para pegar um cobertor velho, envolvendo-o em torno do corpo magro dela. Então ele derramou água quente em um copo e o segurou perto dos lábios dela.

“Tome, beba isso.”

Ele disse suavemente, embora não tivesse certeza se ela ao menos entendia a linguagem humana. Para sua surpresa, ela entendeu. As mãos trêmulas dela alcançaram-no fracamente, e ela bebeu a água, tossindo levemente, mas forçando a descer.

“O-obrigada.”

Ela sussurrou, com a voz embargada e falha. Jack a estudou mais de perto agora. As roupas dela não estavam apenas rasgadas. Parecia que alguém as havia rasgado de propósito.

Algemas metálicas estranhas prendiam-se frouxamente a seus pulsos, quebradas como se ela tivesse escapado de algum lugar. E seu corpo carregava mais do que congelamento. Hematomas escuros marcavam sua pele. Ela não havia apenas se perdido na tempestade. Ela estava fugindo de algo.

O peito de Jack apertou. Ele já tinha visto visitantes alienígenas antes, mas nenhum como ela. Essa garota parecia assustada, frágil e desesperada. Suas marcas brilhavam levemente sempre que seus batimentos cardíacos aceleravam, quase como se o corpo dela estivesse pedindo ajuda.

Por um longo momento, o silêncio preencheu a cabana, quebrado apenas pelo fogo crepitante. Então, com os lábios trêmulos, a garota sussurrou:

“Eles… eles me deixaram para morrer.”

A voz dela era tão suave que Jack quase não a ouviu. Seus olhos, arregalados de dor, encontraram os dele, e por um segundo ele viu medo e esperança dentro deles. Jack franziu a testa, com perguntas girando em sua mente: Quem eram eles? Por que alguém a abandonaria na tempestade congelante? E por que ela viera à sua porta, de todos os lugares na colônia?

Mas antes que ele pudesse perguntar, o corpo dela ficou mole. A exaustão a puxou para o sono. Jack suspirou, puxando o cobertor mais apertado ao redor dela. Ele não sabia quem ela era ou por que o destino a havia empurrado para sua vida esta noite. Tudo o que ele sabia era que ela teria morrido lá fora se ele não tivesse aberto a porta.

Enquanto ele se sentava recostado, observando a tempestade enfurecida do lado de fora, um sentimento pesado o dominou. Isso não era apenas o acaso. Algo maior estava acontecendo, e agora ele fazia parte disso, quer gostasse ou não. A garota alienígena estremeceu mais uma vez, murmurando em seu sono.

“Não me mande de volta.”

Jack se inclinou para a frente, seus olhos se estreitando.

“De volta para quem?”

Ele sussurrou para si mesmo. Mas ela não respondeu, apenas virou o rosto para o cobertor como se estivesse se escondendo de pesadelos.

A tempestade lá fora ficou mais forte. Fazendo as paredes da cabana chacoalharem. Jack olhou para a porta, e um desconforto invadiu seus pensamentos. De quem quer que ela tivesse escapado poderia não desistir facilmente. E se eles viessem procurá-la, eles a encontrariam aqui com ele.

Pela primeira vez em anos, Jack sentiu algo mais do que uma rotina tranquila em sua vida. Ele sentiu o perigo, mistério e uma escolha que mudaria tudo. A noite se prolongou, a tempestade uivava e, na pequena cabana, um humano e uma garota alienígena começaram uma história que nenhum deles esperava.

A tempestade lá fora não descansava. O vento batia contra as paredes da cabana, mas lá dentro havia o calor da lareira. Jack estava sentado em sua cadeira, observando a garota alienígena que dormia em seu sofá. Sua respiração era superficial, seu corpo tremia sob o cobertor mesmo com o fogo brilhando forte.

Ele se inclinou para a frente, franzindo a testa, observando aquelas estranhas marcas brilhantes em sua pele. Elas pulsavam no ritmo de seus batimentos cardíacos. Não era apenas decoração, não eram apenas cicatrizes. Era algo mais, algo vivo.

Jack esfregou o rosto com as mãos. O que ele tinha acabado de puxar para dentro de sua casa? Ele só queria uma vida tranquila para consertar máquinas quebradas e ficar longe de problemas. Mas esta noite, o problema bateu em sua porta, tremendo e implorando para ser salvo.

Horas se passaram e finalmente seus olhos se abriram novamente. Ela olhou para o fogo por um momento antes de voltar o olhar para ele.

“Você, humano.”

A voz dela falhou, suave, mas clara. Jack assentiu lentamente.

“Isso mesmo. Meu nome é Jack.”

Os lábios dela tremeram como se a própria palavra fosse difícil de dizer.

“Jack.”

Ela tentou sentar-se, mas uma dor aguda atravessou seu corpo e ela estremeceu. Jack levantou-se rapidamente e a apoiou, colocando outro travesseiro nas costas dela.

“Você não deveria se mover muito. Você está machucada.”

Os olhos dela brilharam não apenas de dor, mas de algo mais profundo.

“Eles me deixaram lá fora no frio.”

Ela sussurrou. Jack inclinou a cabeça.

“Quem a deixou?”

A mão dela tremia, agarrando o cobertor com mais força.

“Meu próprio povo.”

Ela sussurrou, quase engasgando com as palavras. Seus olhos piscaram com uma luz fraca, como se suas marcas reagissem às suas emoções.

“Eles me chamaram de fraca, amaldiçoada, e me jogaram fora.”

Jack a encarou, tentando entender. Alienígenas eram estranhos, sim, mas abandonar um dos seus em uma tempestade… Isso não era apenas cruel, era deliberado.

“Por que fariam isso?”

Ele perguntou. Lágrimas escorreram pelo canto de seus olhos brilhantes.

“Porque eu falhei com eles. Porque eu… eu estou quebrada.”

Ela levantou o pulso, mostrando a algema metálica que ainda se agarrava à sua pele. As bordas estavam irregulares, como se ela tivesse se libertado de correntes. O estômago de Jack apertou. Ele estendeu a mão com cuidado.

“Você escapou.”

Jack murmurou meio para si mesmo. Ao tocar a algema, ele sentiu que estava fria e pesada demais para alguém como ela. Parecia algo feito para um prisioneiro, não para uma garota. Os olhos dela fixaram-se nos dele, cheios de medo.

“Eles virão. Eles sempre voltam.”

Ela disse, com a voz trêmula. Jack recostou-se, o peito pesado.

Então isso não era apenas sobre salvar uma garota congelando. Era sobre algo maior, algo que ainda era perigoso. Quando ele olhou para sua forma frágil, não conseguia imaginar jogá-la na rua. Ela era jovem, estava sozinha, aterrorizada e machucada. E mesmo sendo alienígena, ela dissera as mesmas palavras que ele já tinha ouvido muitos humanos sussurrarem de dor.

“Não me deixe morrer.”

“Escute,”

Jack disse firmemente.

“Você está segura aqui. Ninguém vai levá-la hoje à noite.”

Os olhos dela se arregalaram, brilhando com descrença.

“Você me protegeria?”

Jack deu de ombros, tentando esconder o peso no peito.

“Eu já abri a porta, não abri? Se eu quisesse mandá-la embora, não a teria carregado para dentro.”

Pela primeira vez, os lábios dela se curvaram em algo que quase parecia um sorriso.

“Obrigada.”

Ela sussurrou baixinho. E seu corpo relaxou. A luz do fogo dançava em suas marcas estranhas, brilhando com mais intensidade por um momento antes de desaparecer novamente. Jack notou e se perguntou se a espécie dela reagia às emoções de maneiras que os humanos não conseguiriam entender.

A tempestade continuou furiosa noite adentro. Jack não dormiu. Ele ficou sentado em sua cadeira ouvindo e observando. Algo dentro dele dizia que ela não estava mentindo. Alguém a havia abandonado de verdade, e alguém perigoso já poderia estar procurando por ela. Quase ao amanhecer, a tempestade finalmente começou a enfraquecer.

Jack serviu-se de uma xícara de café amargo, com os olhos pesados de exaustão. Quando ele se virou, a viu sentada, olhando para as pequenas ferramentas de metal na mesa dele. Seus dedos traçavam o ar acima delas, e o fraco brilho azul de suas marcas parecia zumbir baixinho.

As ferramentas se moveram um pouco, não muito, mas o suficiente para que a mandíbula de Jack ficasse tensa.

“Você pode mover coisas?”

Ele perguntou. Ela congelou, com os olhos rapidamente se erguendo para ele, e o medo passando pelo seu rosto.

“Eu… eu não queria,”

Ela gaguejou.

“Isso acontece quando eu estou… quando sinto demais.”

Jack levantou as sobrancelhas. Então ela não foi abandonada apenas por ser fraca. Ela tinha poder. Um poder real, mas talvez incontrolável. Antes que ele pudesse perguntar mais, ela sussurrou o seu nome pela primeira vez.

“Lyra.”

Ela disse baixinho.

“Meu nome é Lyra.”

“Lyra,”

Jack repetiu lentamente, deixando o nome rolar na sua língua. O nome parecia pesado, quase como um segredo que não devia ser falado.

Ela olhou para ele então, com seus olhos brilhantes procurando algo.

“Você não deveria me manter aqui,”

Ela avisou.

“Se me encontrarem, você também morrerá.”

Jack deu um gole no café e abriu um pequeno sorriso.

“Então acho que teremos que garantir que não a encontrem.”

Os olhos dela se arregalaram em choque. Humanos, ela pensava, deveriam ser egoístas, distantes e cautelosos. Mas este… este estava disposto a arriscar a vida por uma estranha. Ela não sabia se devia sentir esperança ou medo.

Lá fora, as nuvens da tempestade se dissiparam. A luz tocou a terra congelada, e longe, invisíveis na distância, figuras sombrias se moviam na neve. Buscando, caçando. A primeira noite havia passado. Mas o perigo estava apenas começando.

O sol da manhã estava fraco, e sua luz pálida mal tocava a colônia congelada. Jack saiu para verificar os tanques de combustível atrás da cabana. Sua respiração embaçava o ar frio. A tempestade tinha acabado, mas o silêncio era pesado, quase artificial. A neve carregava marcas estranhas, linhas fracas e muito retas para serem padrões naturais de vento.

Ele agachou-se, passando os dedos enluvados sobre elas. Rastros, percebeu ele. Não eram de animal, nem humanos, mas de botas largas e pesadas pressionadas fundo na neve. Alguém havia estado por perto durante a tempestade. E não era ele. A mandíbula de Jack ficou tensa. Ele levantou-se e examinou o horizonte.

Mas as figuras há muito haviam sumido, ocultadas pela distância. A verdade o pressionou. Alguém estava procurando e eles estavam próximos. Ao voltar para dentro, a garota alienígena, Lyra, já estava acordada, sentada quieta perto do fogo. Seus olhos brilhantes seguiam-no nervosamente enquanto ele entrava.

“Você saiu.”

Ela disse suavemente, com a voz cautelosa. Jack assentiu.

“Pegadas. Alguém esteve lá fora.”

O rosto dela ficou pálido e as marcas em seu corpo cintilaram de maneira fraca.

“Eles estão aqui. Os caçadores.”

Jack sentou-se na frente dela e cruzou os braços.

“Caçadores? Quem exatamente está atrás de você, Lyra?”

Por um momento, pareceu que ela preferia ficar em silêncio. Suas mãos apertaram o cobertor e o olhar dela se abaixou para o chão. Mas, em seguida, ela suspirou, as palavras jorrando como um segredo muito pesado para se carregar.

“Meu povo.”

Ela começou, com a voz embargada.

“Eu sou da Casa Kir, uma das famílias governantes do meu mundo.”

Seus olhos brilharam mais intensamente, a luz do fogo refletindo neles.

“Nasci com um dom, o poder de mover objetos com o pensamento, de sentir o que os outros sentem.”

Ela hesitou, a vergonha obscurecendo o rosto.

“Mas meu poder, ele é… quebrado. Incontrolado. Perigoso.”

Jack se inclinou para frente e franziu a testa.

“Então te abandonaram por causa disso?”

Lyra balançou a cabeça.

“Não fui apenas abandonada.”

Ela sussurrou.

“Eles me amaldiçoaram, me acorrentaram, disseram que eu era indigna de minha linhagem.”

Sua mão tocou na algema partida de seu pulso, e o som do metal raspando ecoou suavemente.

“Eles decidiram que eu traria vergonha, então me jogaram na tempestade para morrer.”

Jack sentiu uma raiva gelada subir nele. Uma coisa é punir alguém pelo fracasso, mas atirar uma jovem para a morte simplesmente por ser diferente? Era de uma crueldade sem limites. Ele observou o rosto dela e, pela primeira vez, não viu apenas uma garota alienígena frágil, mas alguém a carregar uma dor insuportável.

“Você não está quebrada.”

Jack disse de maneira firme.

“Sobreviveu à tempestade, não foi? Isso exige mais força do que a maioria das pessoas que conheço.”

Os olhos dela se arregalaram, cheios de lágrimas. Ninguém nunca havia falado com ela daquela forma. Ninguém nunca a enxergara como algo além de amaldiçoada. Por um instante, seus lábios tremeram, como se desejasse retrucar. Mas, ao invés disso, ela sussurrou:

“Por quê? Por que você diz isso quando nem ao menos me conhece?”

Jack encolheu os ombros, encostando-se de novo.

“Porque sei como é ser jogado de lado. Os humanos também não são perfeitos.”

O fogo crepitou, preenchendo o silêncio entre eles. Mas então Lyra se inclinou para frente, a voz a cair.

“Você não compreende. Os caçadores não estão aqui apenas para me arrastar de volta. Foram enviados para me apagar. Para garantir que nenhum rastro meu permaneça. Se eles me acharem aqui, também o matarão.”

Jack encontrou o olhar dela de maneira firme e tranquila.

“Então garantiremos que eles não te encontrem.”

As palavras eram simples, mas poderosas. E pela primeira vez em sua vida, Lyra sentiu algo estranho. Confiança.

As horas se passaram, mas o desconforto só aumentou. O vento do lado de fora carregava sons que pareciam vozes distantes, ainda que nenhum vizinho habitasse tão longe do povoado. Jack verificou as células de energia duas vezes, trancou melhor as portas e deixou as ferramentas à mão. Sua oficina repentinamente parecia mais como uma fortaleza.

Naquela noite, Lyra não conseguia dormir. Ficou sentada perto do fogo, e os seus olhos brilhavam de forma fraca na luz escassa. Finalmente, Jack questionou:

“Aquelas marcas na sua pele? Elas significam algo?”

Ela olhou para os próprios braços; as linhas azuis e brilhantes corriam pela pele como se fossem rios.

“Não são tatuagens. Elas estão vivas.”

Ela colocou a mão sobre o peito, logo acima do coração.

“Elas reagem às minhas emoções. Meus pensamentos, meu poder quando sinto medo. Elas ardem quando estou calma. Elas somem.”

Jack debruçou-se, cativado apesar do risco.

“Então elas são como parte da linguagem do seu corpo.”

Ela sorriu de um jeito tímido e melancólico.

“Sim. E por causa delas, não consigo nunca ocultar o que sinto. O meu povo diz que isso me torna fraca, pois os inimigos conseguem me ler o tempo todo. Eles não entendem. Não é fraqueza. É a verdade.”

Antes que Jack conseguisse responder, houve uma repentina batida na porta. Três batidas fortes e sonoras que ecoaram por toda a pequena cabana. O corpo inteiro de Lyra travou, e as suas marcas piscaram intensamente de terror.

“Eles me acharam.”

Ela murmurou, a voz falhando. Jack ergueu-se, com cada músculo tenso. Olhou para a porta e, depois, para ela.

“Fique atrás de mim.”

Ele disse em voz baixa, apanhando uma chave inglesa grande da bancada de trabalho. A batida veio de novo, agora mais alta, e uma voz não humana ecoou em seguida.

“Sabemos que ela está aí dentro. Entregue-a, humano, e pouparemos a sua vida.”

As mãos de Lyra apertavam o cobertor e o seu corpo tremia da cabeça aos pés. Jack cerrou os maxilares, a mão a apertar com força a chave inglesa. Ele olhou para ela uma última vez. Os olhos reluzentes dela estavam bem abertos, expressando medo, e ele compreendeu que, no momento em que abriu a porta naquela noite de tempestade, já fizera a sua escolha.

“Hoje não.”

Ele resmungou entre os dentes. Virou-se em direção à porta e preparou-se para enfrentar o que estivesse do lado de fora.

A porta da cabana tremia a cada batida. Cada impacto era forte, constante e exalava perigo. Lyra encolheu-se na parede, e as suas marcas brilhantes cintilavam com o pânico. Jack segurou a chave inglesa com mais força, a mandíbula de novo travada. A voz ecoou através da porta, funda, distorcida e indiferente.

“Humano, não se faça de idiota. Ela é nossa propriedade. Entregue-a e sua vida será poupada.”

Jack ficou calado. A sua cabeça girava; ele sabia que não venceria um exército. Porém, entregá-la estava fora de questão. Ele olhou para Lyra, cujos olhos arregalados suplicavam.

“Não.”

Ela mexeu os lábios sem emitir som, e sacudiu a cabeça. E Jack tinha a certeza de que não iria traí-la. Em vez de dar uma resposta, Jack agiu de forma rápida. Fez sinal para Lyra engatinhar até à porta secreta oculta sob o assoalho da sua oficina. Era um pequeno espaço de armazenagem que ele utilizava para guardar peças avulsas, e era grande o bastante para a esconder durante um certo tempo.

Ela hesitou, mas ele apontou com convicção e sussurrou:

“Vai logo!”

Lyra obedeceu, esgueirando-se silenciosamente para dentro do espaço. As marcas começaram a desaparecer enquanto ela tapava-se com a madeira. Jack apanhou um tecido para atirar por cima da tampa, de forma a mascará-la no meio de antigas ferramentas e caixas. Quando a porta rangeu novamente, Lyra já se encontrava escondida, a respirar superficialmente na penumbra. Por fim, Jack soltou a voz com um tom resoluto:

“A tempestade acabou. Só eu estou aqui. Vão-se embora.”

O silêncio que sucedeu foi bem pior do que a batida. Depois, soou uma gargalhada fria e sarcástica:

“Os humanos mentem com tanta facilidade. Contudo, as suas paredes cheiram ao temor dela.”

Antes mesmo de Jack ser capaz de agir, a porta foi violentamente aberta e as dobradiças foram arrancadas. Três figuras entraram, elevadas e equipadas com armaduras de um revestimento negro que luzia sutilmente por conta do brilho da lareira. Os rostos estavam ocultados pelos capacetes, dos quais apenas brilhavam fendas no local em que se encontravam os olhos. Possuíam armamentos na cintura e longos cajados a zumbir.

Jack obrigou-se a manter a postura erguida, com a chave inglesa na mão. O líder da caça avançou e vistoriou o ambiente gradualmente.

“Afaste-se, humano. Ela pertence à Casa Kir. Não há escapatória para o seu destino.”

Jack elevou um pouco a chave inglesa.

“Ela não é propriedade. Já não é.”

Ele falou num tom baixo, porém firme. O caçador inclinou a cabeça, achando graça.

“Daria a vida por ela, sua criatura insensata?”

Antes que Jack conseguisse responder, um dos caçadores pontapeou a mesa e fez as ferramentas espalharem-se e zunirem pelo chão. Um outro caminhou na direção do sofá e empurrou os cobertores para o lado, como se achasse que ela estaria lá. O capacete do terceiro caçador apontou-se no sentido da oficina da sala, na direção do alçapão.

O coração de Lyra palpitava sob o chão; as suas luzes reluzentes expunham o seu pânico, ao passo que a claridade azul se escoava através das frestas. Ao reparar nisso também, o terror apoderou-se de Jack, e ele, agindo por instinto, lançou um ataque com a chave de boca e desferiu um forte golpe no elmo do caçador que estava a uma menor distância. O ruído ecoou, sendo o metal contra o metal. O atirador recuou e as suas faíscas brilharam. Os demais mudaram de rumo subitamente, e os seus cajados chiavam em razão da energia ali contida.

“Humano,”

Um deles urrou em sua direção.

Jack baixou-se. O bastão cortou o ar soltando faíscas. Ele atirou-se no chão, pegou noutro apetrecho — uma antiga tocha de plasma — e acendeu-a e um estrondo audível. Com um tom escuro e destrutivo a chama azul iluminava o cômodo enquanto o adversário prosseguia em sua marcha. O coração do Jack estava aos pulos e ele segurou-se na terra com os pés. Sua briga não o envolvia a ele; a pugna travava-se pela menina dissimulada ali embaixo. O indivíduo à frente caminhou uns passos com uma entonação muito frívola.

“Crees que as tuas ferramentas nos deterão? Desconheces completamente os conceitos do poder.”

Levantou a vara e aprontou-se a agredir. Pela calada o solo abaixo deles se sacudiu. E não fora o Jack, senão a Lyra. O seu pânico havia provocado que as suas marcas se tornassem ainda mais vistosas, a sua vitalidade reprimida derramava-se sem contenção, a ponto de chacoalhar os instrumentos arrumados nas estantes, fazendo flutuar os parafusos. Os atiradores imobilizaram-se, a deitarem os olhos para o lado durante o balanço da pequena choupana. Proveniente do lado de baixo do assoalho soou um grito encoberto:

“Para! Por obséquio, deixem ele em paz!”

Os elmos dos perseguidores orientaram-se instantaneamente no sentido do barulho. O encarregado deu uma gargalhada enquanto seguia no rasto do esconderijo. Acelerando os próprios movimentos, o Jack abalroou contra a carcaça dele uma tocha e um arco de plasma provocando um turbilhão de relâmpagos. O rastreador emitiu um estrondo, a afastar-lhe com uma força bruta. Sem embargo o imprevisto deu à Lra um curto período de tempo, o portão escondeu-se de uma vez, luzindo com o cômodo em um azul de energia vibrante, os seus faróis estavam a faiscar tal qual um fogo-fátuo, a pintar a paisagem a mais espetacular de todos os tempos.

O atirador deu um passo para trás demonstrando espanto perante este desenlace.

“Despertou-se! Impossível.”

O Jack protegeu as suas vistas perante aquele clarão encoberto, não conseguia se mexer. O esquelético corpo da garota abanava por completo; se avizinhou de forma sinuosa por ali enchendo a tela do vento com toda classe de estilhaços provenientes do portão estragado, latões, até as pesadas maquinetas que antes flutuavam pareciam que estivessem sob os desígnios da natureza de uma tormenta; ergueu a voz e falou de um modo mais tonitruante:

“Já não me podes cativar,”

A oposição apoderou-se de suas armaduras mas antes de sequer efetuar um avanço os mesmos viram-se varridos devido uma imaterialização enxotando.

Fissurou-se as suas armaduras e ateando muito mais alto, eles esvoaçaram por todo canto contra as pontas contíguas colidindo nos chãos, os atritos das faíscas que originaram da colisão tornaram a ficar explícitos. O próprio indivíduo ali se encontrava de olhos abertos sem emitir qualquer reação. O moço que de certa feita havia se trazido no seu regaço, tiritando nas temperaturas agora encostava-se ao furacão tal e qual alguém que parecia em harmonia junto à sua aura assustadora, no interior desse ser as faíscas luminosas transbordavam o sentido em chamas ao mesmo passo dos olhos escorrendo as poças d’água de seus ais na mesma tônica o perseguidor reclamou, ainda que cambaleantes mas eles recuperaram-se com alguma integridade contusão na malha e na defesa corporal dos elmos da liderança sussurrando algo sob as barreiras:

“E nada ficará diferido pois as coisas do vosso lado encontram-se a vos assombrar. Mas ele enfiou-se aos contíguos aos lado os com as tochas do arco segurava sem demora num lapso instantâneo,”

Ele falou em alta voz no meio deste curtíssimo tempo que os atiradores logo constataram tratar-se do adversário inesquecível a travarem os duelos com essas entidades as circunstâncias ali expostas denotam um confronto, eles que antes não contavam encontrar essas ocorrências que assim foram submetidas por vias cruentas com o desfecho inesperado aos invasores.

A habitação recendia tanto a pólvora e fumaças por isso encontravam as tabuletas com estilhaços desmanteladas em toda área ali ao seu dispor. Em transe no espaço os instrumentos oscilavam sob as graças magnéticas sob os fluidos iminentes dessa tremulação; junto dela a observar os braços que a cobriam com toda gana que ele imprimia à arma retorcendo nas unhas em contraste os inimigos procuravam arranjar uma forma recuperada depois com a proteção das armaduras esfaceladas à vista através dos ruídos vindouros oriundos dessas ferramentas, os chefes manifestaram em tom rascante uma enregelante nota que lhe saia à guisa sob a barreira de fenda dos capacetes do comando a ditar dessa maneira:

“A força é incapaz. Esse elemento em questão e, devido isso requereria se não aboli-lo sem escusas e perante tal observação as suas chamas acentuaram os sinais. Do nada esse aspecto cambaleava diante ao extremo pesando do imenso vigor concentrada com esta condição para poder controlá-lo,”

Ele de um ímpeto pulando em direção do corpo na sua dianteira.

“Essa personagem não incorre na maldade o seu corpo demonstra a sua emoção aterrorizante.”

A atitude atiradora curvando do ponto exato num momento com a visibilidade irradiando:

“Toda essa fobia proteger uma condição reprovável? Alguém das suas tribos que são incapazes de decifrar o seu próprio ser em virtude de desconhecer-lhe de suas habilidades,”

Na sua dianteira o objeto da defesa arremetia-lhe por seu braço; as mandíbulas da sua carcaça tencionando para rebater perante ao exposto:

“Este ente nem sempre fora um obstáculo mas é, ela existe com os batimentos no lugar.”

Logo a retaguarda em resposta em meio a pugna ele abaixava, em choque num baque contra as pranchas à parede; a sua investida o defendeu do bastão encostado ao tronco ao atacante contundente o elemento com o envoltório metálico desequilibrava não conseguindo assim, se despir não chegou atirar de costas mas cerrava aos grilhões de dor não possuir essas manobras defensivas de igual a igual devido em confronto aos ensaios com treinamentos de alto rendimento com sua defesa humana que assim os mantinha lutando da mesma maneira ele enfrentaria com o fim do limite sem rendição das forças da sua resistência à mão atenta com recuo recuando um som surdo os pertences esvaindo do campo caindo desamparados os elementos que o contornaram antes do barulho do ruído desfalecia todo do seu senso a fobia resplandeceu a ela à força na alma escutaria os berros entre os ecos do imprevisto atordoante de pânico o chamando:

“Para concentrar atenção nos ruídos! Ficarás na sua integridade em si. Tais discursos a transpor aos sustos para sempre! Algum desconhecido não havia taxada como defeito em estilhaços no chão de sua estrutura ou enfraquecido se em algo de defeito. Dessa forma deitava com os sussurros de motivação o permitindo a agir de sua autoria a ter de reagir, fechar a visão as ofegadas resfolgadas recordando da época anterior perante aquela portinhola e cobertas no amparo ele disseram as suas afirmações,”

“Te abrigou das adversidades.”

Seus faróis alumiando dessa feita na mais clara irradiação por cima das chamas mais serenas. Enfiou-se aos alvos o braço erguendo a pontaria, na intenção, o alvo se afeiçoando sem nenhum entrave travando ao redor pairando o bastão na altitude logo os que manobravam vacilavam espantados com as desarmas se despregavam na mão suspensos pelo braço na altura em tremular as palmas o timbre falho carregaria com poder na fala à distância a sua enunciação se manifestava ali de novo ali não é o seu feudo e ela a despachar as distâncias se encontrava se posicionava as estacas nas ripas arrematando feito haste cortando o seu silêncio na espantosa de Jack que observava sem apenas o estilhaço desgovernado se libertando estava selecionando as dominações de uma esquadrilha armada dos líderes rosnantes das ofensas dizendo aos gritos a se arremeter a achar perante daquele fato um dos terríveis a crer as branduras deste que mudasse do estirpe os costumes de um lado:

“Ao ter do feitio aos encómios.”

Nesses gritos com seu lado ela sentindo com uma certa resistência a não poder abjurar ela continuou mais imbuída que da vida anterior ainda não conseguisse escapar mas optava que faria em algo dela ser diferente ali que as fugas ali de uma feita ficariam ao embate em pé perante ao atacante avançava ao ataque num rastro brilhoso com energia de cintilar pelo protetor a barrar ele a reter as suas defesas dos choques em uma explosão as faíscas ao fogo e abrasadora encostou nos braços rangeu em cerrar num arremesso nas ofensas no adversário da vez das etapas das retaguardas ordenando o recuo a Lyra ali:

“De atacar que de eles tomarem da força! Na celeridade as palmas ao lado dos brilhos nos cantos todos os elementos dali cintilaram tal que eletricidade; aos ares densos todos apetrechos que avulsas soltos cacos na parede e os metalizados ao lado subiram num circundado torvelinho igual às ventanias; berrando amarrados sob as lufadas soltou nas arremetidas em ondas por empuxo as forças encostou no ataque estourou da portinhola com rebentação dos atiradores os tombando daquele flanco a despencar sem forças esbarrou dos danos do chão com o estrondo em um som com estrondosos gemidos não crendo nestas manifestações.”

Aguardava longo das noites em uma pacificação por breves intervalos na interrupção de arrastados engasgantes do alento caindo prostrados de quatro sumindo daquele clarão das emanações com calafrios perante ao empenhos exausto. Para com rapidez para as suas direções desceu suas chaves sem aperto, e o tranquilizou segurava as rédeas num equilíbrio:

“Não tem necessidade em exageros.”

Disse amparando.

Em pestanejos abrir o espanto derramava as lágrimas de como aquilo, em silvo dos ruídos atordoados. Feito assim e as esperanças ela tinha o sorriso sutil Jack ofereceu do carinho. O consolo ali se findara com do lá nos cantos a forçar aos movimentos pelo chão, o capacete se via num grito do estrondoso o chefe em voz no clamor na ofensiva.

“Este humano foi na decisão se acabou-lhe, o fim vos chegaria,”

O braço nas laterais da Lra da proteção defendeu nos embates ele viu no recuo dos que foram ao encontro e as do ressonado a proferir sob silêncios do momento as manifestações do que a ouvir dos sons.

“Essa ideia eles creem a minha providência foi de tal estigma,”

Lyra com sua atenção a exprimir os seus encantos a misturar num elã a expressar e com os murmúrios aos brados em sussurros. Jack afirmando:

“Se foi eu faço,”

Na reacomodação eles recuavam as sombras nos tempestuosos se em distanciados dos vultos na evasão a se sumir o Jack conheceu em que tal cena nunca era ali acabamento com dos da mesma laia as esquadrilha estaria em maiores num volume o que no caso com a sua única ressalva dele: Jamais entregava para ela nas doadas o tempo na queima com uma calma e aconchego Lyra acomodada as lareiras encolhia das forças na inanição sem aquele fragilidade arrebentada falava num silvo de suas vozes no sossego dos instintos sonolentos das adormecidas:

“Este amparo não surgiu antes.”

Ao encosto com vistas da letargia do seu sono ele lhe respondeu firme:

“Se apegues no uso. Que eu aqui ficaria a dar a labuta não havia dado do por findado na fora ali uivou se perante dos gélidos aos horizontes a nascença na sua vivência dos afetos amigado da ligação na resistência humana da forasteira nos conformes nas eleições com o emaranhado das alianças dos promessas.”

A aurora dos avistamentos no porvir de lá do repouso sem nevada a borrar pelo chão o estrago dos embates do derretido o Jack ficava nos vãos na frente na porta com vista estragadas nas direções às esbranquiçadas, do longínquo das vazias. Sumidos as presenças ao não dos rendimentos dos combates a se pior a avistou das presenças sob os recantos em cima que um vigia avistara nas do casal num estado imóvel do choque os faróis do luar os de claridades num piscar viram estrondo com naquelas presenças da fisionomia do brilhar. Maldizendo no abafar do resmungo.

“Tempo ali nas reservas poucas aos regressos se deram ali com do manto com faces despigmentada nas suas inércias a prostração de suas fadigadas num espanto da faísca com assombrações das não pelas caçadoras em humanas num amontoado as armas se deram uma ligeireza nas ferramentas com de sobressalentes as disparadas sem forças. Ela deu os compasso de tremedeiras os percebeu a sua fala num emudo e o Jack assumiu da sua declaração sem mentir de si que nas falatórios a alardear as coisas ali naquela colônia o medo circulava numas asas antes das exatidões. A beirada ao chegar Jack do rastro a Lyra com boatos das fofocas que antes ali encrustado as portas o afastamento das vias com o do morador se de com um da andante do lado da moça na irradiância dele com a companhia com provisão para acampar na tentativa em atinar sua atenção na placidez dele num balcão com atamento do encarregado ali imóvel fixando nos seus rostos numa virada a focar em Lyra voltada para trás.”

“Ali essa casa sem serviço a estes de fora.”

Num esticar do seco da voz; e o embate ele agarrou e com:

“Está ela. Nisso que este no defeito,”

Na retaguarda dos instintos ele arredou perante das costas:

“Vá as retiradas sob o fato em ali aos de enxertos a mais. Multidões mais do grupo as concentrações daqueles com as extrações aos comerciantes num apetrecho das forças defensivas. Seu fisionomia no receio o as trevas do entendimento nos medos dessas marcas da irradiância das rumores ao ventos a se falar da moça do forasteira os ventos aos murmúrios das que trouxera da colônias na investidas dessa de fora.”

Com palavras nos recuos com suas retaguardas aos das conversas com do Jack que ali de imediato à vanguarda sem do refletir:

“Dê ouvidos a mim que das agressão ali em ninguém foi ela as vitima na sua da intempéries ao meu socorrer com minha vida por salvo dela,”

O agrupamento ali no revés a dar de lado dos temores do alto estrondo ao som. O brado na interjeição que nas difusões nas alamedas do povo em residências sob o local nas vias das que ao seu as restrições da Casa de Carroll das evasivas com as devoluções aos recolhimentos nas intocadas ali sem aos danos que as concentrações à viradas. Acima aos ares num navio na ar de pairar aos sonoros aos cantos ao baixo com do símbolo ao resplendor aos olhos prateadas das dobras no peitoril Jack caindo com dos temores das volta com do retornos aos brados aos retornos na suas investidas. Ao se aterrissagens aos voos do pó as poeiras a encostas e ao sair de armas nas posturas da investida. Não de resgates que da sentenças a execuções. A tremer das corporais com na imobilidades a não se das recuos não escapo na fala silenciosa nisto de supressão o espantados do companheiro num não as das solitas lutas as com o embate na acompanhamentos nas vozes das primeira audácia nos avanços no comando nos arrancar nos a retirar a ver na visibilidade do esculpido com pedra nas rústicos de traços pontiagudos nos azuis de tonalidade em sua feição com das vozes que as casas aos pertences das sangues não se ali na liberto das de faróis no cerrar.

“Linhagens nem ali num amarrado,”

Num do dizer na suavidade na voz do rosnado caçador nas curvas nos de seus resmungos:

“Ali a perecer se ao companheiro os do armamento. Ele na disparada sem poder os se detrás do amparar de ferro dos quiosques ali das aos povos brados nas vias. Aquilo ali das entregas ao do morticínio em público se nas caladas do silenciosos dos em avanços os com as suas de calejados. Não agressões fez ela os com arranhada da fala se noutra das na vozes daqueles: Nas madrugadas na minha atenta nas vigílias.”

E as do outro das com brados em clamores com dos feudos coloniais as suspensões não as de suas de humanas, das suas de posições de recuo a dar a passagem às retaguardas que uma aposta na frente o enfileirados os agrupamentos nas das frentes nas barreiras aos frouxos de muros de multidões os da farmácia aos com a chaves a se tremular em levantados. Ao do enraivado bradado chefe nos dizer do proteger.

“Das defesas de morrer nisto ela?”

Jack retrucando nos rebatimentos na da falsidade nos acertos das as alianças vivendo da nas emoções o cintilar e olha aos que a sua frentes que entre o findar. Livres a encostas que com coleiras as ordem da com os das de comandos a encostas. Voltou ali ao que nas brados os sonoros as buzinas estrondosas da nações na torres às espingardas dos ao espaço a focadas nas armados e nos navio nos artilharia num do rebatido de sistemas acionado. Do idoso à máquina a repartir às aberturas aos espremeções a se ouvir das bradados se soubesse que num arrastado num pressionar que eu aos estragos se os rugidos num repensadas que aos ali sem embates as em colônias de garota a caça. Ao de seus brados a voz no girar de retornar. Nas recolhas nas retrações a armas os navios das neblina se desaparecer na dos das ares as em colônias no afrouxos o suspiros. A volta da Lyra no interrogativos de bem dela os das suas na vagar as cabeças a se nos dar: As da minha sentires na liberto as vezes em se dos no pânico num que ceder ao nos novidades. Abrigado. Os dias se de partiram ao no navio dos nos negrumes ao na alturas aos ares as de temor a recantos do nas paragens na silêncios. Os trancadas na prolongar ao suspeitas das suas vistas nos recuos sem que o pedisse a mandar e nos alienígenas as de meninas dos seus sem apagares de Lyra na cabana o consertos de suas arrumadas de com a do auxiliados de mão os seus dos seus temores, os trêmulos nas insistentes do as aprendizado dos. Fixar o aos apertados ao mãos de suas pregos as ripas do que não ali de obrigação nas das ditas de sua nas retornos a suas intenções de a seus com a com as abrigos. A se curadas de furos as interiores com das que das dores as se das seus na herança de dejetos do deixadas. Da fogueiras das naites de ares de de luminosidade aos escuridões na aos ouvidos da fala aos contos na se terra nas chuva ao cheiros a sal das. Sem de das insones aos sorriso as derramadas da lágrima dos nos nas vozes das: Na mundos do liberdade ao ouvir nas sussurros nas você. Da partes do simplicidade nos das: Nos paz os dos das seus nas imediações sem as que ali ao resgatadas na das temporais em ela o suas se de a de pânicos da nos temores de aflições no triste ao esperança em nos das ameaças de perigoso.

“Na treinar eu. Das alvorada a se pular aos neve de nas das com da seu nas frentes de elevações: Treinar o nas com a se? Ao na que nas de de estragadas ao suportadas as dores das os com a força na sem as suas aos sem de dores a se da: Os os em silêncios sem com da as de mecânica e dos afeto o ele. Os nas indagadas da rígida os se da dolorida com e se do responder nas mesmo das no brados no nas a sua nas azuis as brilho no mesmo a das tremelicar da as em das voz. De ferramentas de nas aos em dos voos do de as ventanias o de dobrar sem os vento se com do os a retornar do baixas a aos sussurros das se ao de medos os se não meu. E ali a colônias nas a trocar de ao pouco da e se a chegar a em choupana se das que ao nas raiva os da de ao a curiosidade e do criança com que das madeiras o se a na esculturado da pássaro das que a nos das oferecimentos.”

“Para o que de das de da das mulher no brilho aos na timidez. Da de em as de espantos a na ajoelhada de de seu em receber do seus obrigadas no os sua de das a maravilhas nas o aos depois o as da saúde a as aos em de cicatrizações e com a defesa no armas e do minerador de se com no das com os nas de metal do práticas a aos de pouco o de no medo do na em suas de se os dos das na conhecidos no familiares.”

As pessoas não a chamavam mais de garota alienígena. Eles começaram a chamá-la de Lyra em uma noite, enquanto a luz laranja se espalhava pelo chão nevado. Lyra estava parada do lado de fora da cabana, observando as estrelas. Jack se juntou a ela com os braços cruzados.

“Sente falta deles?”

Ele perguntou.

“Do meu povo?”

Ela respondeu, e então balançou a cabeça.

“Não, eu sinto falta do que achei que eles eram. Eu nunca pertenci àquele lugar de verdade.”

Jack assentiu lentamente.

“Você pertence a este lugar.”

Ele disse, não como um elogio, apenas como um fato. Ela sorriu silenciosamente.

“E você ainda está de bem com essa escolha que fez?”

Jack riu.

“Lyra, eu tomei muitas decisões ruins na minha vida, mas abrir aquela porta não foi uma delas.”

Um longo silêncio se passou entre eles, mas não foi constrangedor. Foi pacífico, como o silêncio depois de uma tempestade. Ela se virou para ele, com a voz baixa.

“E agora?”

Jack deu de ombros.

“Bem, ouvi dizer que a oficina precisa de um ajudante. O mecânico está envelhecendo.”

Ela riu baixinho.

“Vou pensar no assunto. Talvez, se ele me der um dia de folga a cada 10 ciclos…”

Ele sorriu de canto.

“Fechado.”

Naquela noite, enquanto estavam sentados perto do fogo, Jack colocou algo sobre a mesa: uma pequena faixa de metal, lisa, prateada e simples. Ela a pegou, confusa.

“Não é uma algema.”

Ele disse rapidamente.

“É algo que fiz com as algemas quebradas.”

Lyra olhou para baixo, as emoções subindo por sua garganta.

“Você transformou uma prisão em um presente.”

Ela disse. Ele assentiu.

“Você transformou o medo em força. Eu só segui o seu exemplo.”

Ela colocou a faixa no pulso, não para prender, mas para lembrar; não da dor, mas da sobrevivência. Lá fora, a neve caiu silenciosamente novamente. Mas desta vez, não trouxe frio nem morte. Trouxe silêncio e um novo começo. A garota alienígena que antes bateu em sua porta, congelando e com medo, agora estava ao seu lado. Poderosa, gentil e livre. E o humano que antes vivia sozinho, não estava mais no céu distante. Estrelas piscavam como velhos observadores. E em algum lugar lá fora, a Casa Kir iria se perguntar por que seus caçadores nunca retornaram. Mas isso não importava mais, porque Lyra já havia encontrado seu lar. Não em palácios de pedra ou linhagens reais, mas em uma pequena cabana de madeira com um humano que nunca pediu que ela provasse seu valor, apenas que ficasse.