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9 SINAIS NOS SEUS PÉS QUE GRITAM DIABETES

9 Sinais nos seus pés que gritam “Diabetes”

Tire os sapatos, tire as meias. Agora, olhe para os seus dois pés lado a lado sob a luz. Se você notar um dos nove sinais que vou mostrar nos próximos minutos, seu corpo pode estar dando um sinal muito claro de que seus níveis de glicose não estão bons. Por anos, seus pés frequentemente revelam sinais de diabetes antes que outros sintomas apareçam no seu corpo, como fome ou sede excessiva. Ignorar isso é como ignorar uma dor no peito. A mesma “chuva ácida” que está destruindo sua circulação e seus nervos lá nos pés está agora bombardeando suas artérias coronárias aqui no seu coração.

Um estudo publicado na Circulation mostrou que existe um sinal no pé que dobra o risco de ataque cardíaco e derrame, mesmo que você não sinta nada no coração. O sintoma mais sério de circulação profunda é o sinal número nove: pulso fraco ou ausente e dor ao caminhar. O paciente chega com o pé frio, mesmo no calor da tarde; a pele é brilhante e fina, e ele tem uma pequena ferida no dedão que está lá há meses e não cicatriza com pomada nenhuma.

Além disso, observe a cor dos seus dedos. Às vezes, eles assumem uma cor arroxeada, quase cianótica, especialmente no frio ou quando você fica sentado por muito tempo. Essa cor roxa às vezes não é do frio; é sangue pobre em oxigênio que ficou estagnado ali porque a artéria está tão bloqueada que não tem força para empurrar o sangue. A cor roxa é um estágio anterior à necrose, quando o dedo fica preto.

O que acontece no seu corpo quando o sangue simplesmente não consegue passar? Você começa a andar um quarteirão ou dois e, de repente, uma dor insuportável aparece na panturrilha, uma fadiga que te força a parar na calçada fingindo que olha uma vitrine. O sangue não chega ao músculo em movimento para nutri-lo. Isso é chamado de claudicação intermitente. E à noite, quando você deita sem a gravidade para ajudar o fluxo sanguíneo, a oxigenação despenca. O resultado são cãibras noturnas violentas que travam sua perna.

Quando tento sentir o pulso no peito do pé ou no tornozelo do paciente e não sinto nada, o pé está silencioso. Isso é doença arterial periférica. Para um cirurgião vascular ou cardiologista, isso é chamado de angina pes. É a mesmíssima doença que causa um ataque cardíaco, apenas entope as artérias lá embaixo primeiro. Dados oficiais de circulação confirmam: ter o sinal número nove dobra o risco de ataque cardíaco ou derrame nos próximos 5 anos.

Sinal número oito: um pé mais quente que o outro. O consenso médico internacional afirma que uma diferença de temperatura de mais de 2°C entre o mesmo ponto nos dois pés prevê uma ulceração. Se um lado mostra consistentemente essa diferença, ou um pé tem um problema vascular sério, ou o outro tem uma inflamação oculta. O corpo está tentando curar uma lesão interna enviando calor.

Sinal número sete: dedo em garra ou calo na sola. O diabetes reduz o suprimento de energia para os músculos do pé. O pé perde seu GPS interno, os tendões puxam incorretamente e o dedo fica como uma garra de gavião. O peso do corpo colapsa em um único ponto. O calo é a fumaça do incêndio que está acontecendo embaixo. Um calo diabético assume uma cor marrom-avermelhada ou desenvolve pontos pretos por dentro.

Sinal número seis: perda de sensação no pé. O paciente sente como se estivesse andando sobre algodão ou areia, porque perdeu o contato real com o chão. O diabetes destrói os nervos como se estivesse desencapando um cabo. Você corta os fios mais finos primeiro; o pé não avisa se você pisar em algo que fure ou quebre.

Sinal número cinco: pelos que estão desaparecendo das pernas e dedos. O pelo é a “antena” da circulação. Cada folículo precisa de um vaso sanguíneo altamente oxigenado. Quando o sangue perde a força lá embaixo, o pelo é o primeiro a morrer, porque o corpo corta o oxigênio do que não é vital.

Sinal número quatro: unha grossa e amarelada. Quando há perda crônica de sangue, a matriz da unha sofre. A glicose alta age como uma lixa microscópica, destruindo os microvasos que alimentam a fábrica de unhas. Sem oxigênio e nutrientes, a unha torna-se opaca e amarelada. Além disso, o pé perde a imunidade local, e fungos aproveitam o território abandonado.

Sinal número três: manchas marrons na canela. São pequenos pontos redondos, parecidos com sardas antigas. É a dermopatia diabética: os vasos minúsculos sofrem e vazam ferro da corrente sanguínea para a pele. Esse ferro “enferruja” a pele por dentro.

Sinal número dois: calcanhar rachado resistente a cremes. Os nervos que controlam a hidratação e o suor falham, e o pé fica seco como o solo de um deserto. Se hidratar não resolve, não é a pele, é a comunicação nervosa e a circulação. A Associação Americana de Diabetes atualizou suas diretrizes: pele seca e rachada nas extremidades agora é um critério clínico oficial para lesão nervosa.

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Sinal número um: queimação noturna nos pés. É um alarme biológico. Diabetes destrói os nervos periféricos por excesso de glicose, que inflama a bainha protetora do nervo, e por deficiência de vitaminas essenciais. Se você toma metformina, saiba que ela bloqueia a absorção de vitamina B12. Se consome álcool frequentemente, você esgota suas reservas de vitamina B1 (tiamina).

Se você notou esse conjunto de pistas, agende exames de sangue esta semana: glicemia de jejum, hemoglobina glicada, teste de tolerância à glicose e insulina basal. O que importa é o padrão e a repetição. Lembre-se: conhecimento sem ação é apenas entretenimento. Faça hoje o seu primeiro autoexame, observe seus pés com respeito e procure um médico. Você tem uma janela de 5 a 10 anos para mudar sua dieta, perder peso e salvar sua vida. O que você fará com essa informação é uma decisão sua.