
CIRURGIÃO CARDÍACO REVELA o Remédio que COLOCA em RISCO o Coração dos Idosos Dr. Serena Vidal.
E se eu te dissesse que existe um remédio dentro da sua casa agora mesmo, neste exato momento, que pode estar enfraquecendo silenciosamente o seu coração? Não estou falando de um medicamento proibido, de uma medicação experimental. Estou falando de algo que você provavelmente comprou na farmácia do bairro sem receita. Talvez ontem, talvez esta semana.
E tem mais. Você pode estar tomando este medicamento há meses, pensando que ele te protege, pensando que ele te ajuda, enquanto na realidade a história interna é diferente. Eu sou a Dra. Serena Vidal, médica com mais de 18 anos dedicada à cirurgia cardíaca. Já operei corações em situações que a maioria das pessoas nunca gostaria de imaginar.
Mas o que eu quero falar com vocês hoje não são as emergências na sala de cirurgia. O que realmente me preocupa, o que me mantém acordada à noite como médica, é o que acontece muito antes de alguém chegar para a cirurgia. É o silêncio antes da tempestade. Neste vídeo, vou revelar cinco tipos de medicamentos extremamente comuns que milhões de brasileiros acima de 60 anos tomam todos os dias e que a ciência relacionou a riscos graves para o coração.
Vou explicar por que isso acontece. O que fazer na prática? E, o mais importante, como ter a conversa certa com o seu médico, porque nenhuma decisão deve ser tomada por conta própria. Mas você merece ter a informação. Vamos começar. Primeiro, preciso que você entenda uma coisa. Nosso coração é uma bomba extraordinária.
Imagine uma bomba d’água que funciona sem parar, 24 horas por dia, 7 dias por semana, 365 dias por ano, sem tirar férias ou fins de semana. Ele bate em média 100.000 vezes por dia e bombeia cerca de 7.500 litros de sangue a cada 24 horas. Extraordinário. Mas depois dos 60 anos, esta bomba começa a trabalhar com algumas peças que já têm muita quilometragem.
O músculo fica um pouco mais rígido, os vasos sanguíneos perdem um pouco da flexibilidade que tinham antes, e quando você adiciona certos medicamentos a esta equação, você pode estar exigindo mais do que esta bomba consegue entregar. Isso não é teoria. É o que eu vejo na prática clínica há quase duas décadas, e é o que a ciência confirma. Então vamos juntos.
O primeiro medicamento que preciso que você conheça é um que está na casa de quase todo mundo: o anti-inflamatório. Ibuprofeno, diclofenaco, naproxeno são os primeiros nomes que vêm à mente quando temos dor nas costas, joelho inchado ou artrite que não dá trégua. Eles são eficazes? Sim. São seguros para todo mundo em qualquer dose e por qualquer tempo? Absolutamente não.
Uma revisão científica brasileira publicada no Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences analisou vários estudos sobre o uso prolongado desses medicamentos e chegou a uma conclusão que todo idoso precisa ouvir. O uso contínuo de anti-inflamatórios não esteroides está associado a um risco significativamente maior de infarto, AVC e insuficiência cardíaca, especialmente em pessoas com pressão alta ou que têm histórico de problemas cardíacos.
Agora me lembro do Sr. Antônio, 73 anos, um senhor aposentado que adorava pescar. Ele veio até mim com as pernas tão inchadas que mal conseguia calçar os sapatos. Ficava sem ar ao subir as escadas da própria casa. Quando olhamos o histórico dele, descobrimos que ele estava tomando diclofenaco quase todos os dias.
Ele sentia dor no joelho há mais de um ano. Ninguém havia alertado que era perigoso. O que estava acontecendo dentro do corpo do Sr. Antônio era isto: “Imagine o encanamento da sua casa. Os anti-inflamatórios funcionam bloqueando substâncias que protegem os vasos sanguíneos e os rins. Como resultado, o corpo começa a reter água e sal.
É como se alguém começasse a entupir os canos com areia. A bomba, o coração, tem que trabalhar cada vez mais para superar esta resistência. Para um coração jovem, isso pode ser tolerável. Para um coração de 73 anos, que já enfrenta outros desafios, pode ser a gota d’água, e tem outro ponto alarmante. Estes medicamentos também podem elevar a pressão arterial e, em alguns casos, anular completamente o efeito do medicamento para hipertensão que a pessoa já está tomando.
Você consegue imaginar a gravidade disso? Alguém controlando a pressão com medicamento, tomando um anti-inflamatório por conta própria, e a pressão dispara sem ninguém entender por quê. A regra de ouro que explico aos meus pacientes é simples. Se você precisa de um anti-inflamatório para uma dor específica, uma lesão aguda, tudo bem. O risco é a dose e o tempo.
O problema é o uso diário, crônico, sem supervisão. Se você tem mais de 60 anos e usa este tipo de medicamento com frequência, converse com o seu médico e pergunte se existe outra opção. Às vezes o paracetamol funciona. Às vezes um gel anti-inflamatório tópico que atua apenas no ponto da dor sem entrar na corrente sanguínea é muito mais seguro.
Este é o tipo de conversa que pode fazer uma enorme diferença. Mas espere, porque o que vem a seguir vai surpreender muita gente. Estamos falando de um medicamento que as pessoas associam diretamente com proteção do estômago. O segundo medicamento que quero trazer para você é o omeprazol. E seus primos, pantoprazol, esomeprazol, lansoprazol, são os chamados inibidores da bomba de prótons.
Se você tem mais de 60 anos, é muito provável que você ou alguém da sua família tome um deles toda manhã em jejum. O omeprazol é o segundo medicamento mais vendido do mundo. E no Brasil, esta realidade não é diferente. Criados para tratamentos de quatro a oito semanas para curar úlceras e refluxo grave, os inibidores da bomba de prótons se tornaram um companheiro diário de milhões de pessoas.
E aí está o problema. Pesquisas publicadas pela FDA, a agência reguladora dos Estados Unidos, emitiram alertas claros. O uso prolongado de inibidores da bomba de prótons por mais de um ano pode causar uma queda significativa nos níveis de magnésio no sangue. E aqui preciso parar e perguntar a você: você sabe qual papel o magnésio desempenha no coração? O magnésio é como o maestro da orquestra elétrica do coração.
Ele regula o ritmo cardíaco. Quando cai, o coração começa a perder o ritmo. Arritmias aparecem, aquelas sensações de o coração falhar, bater rápido demais ou irregularmente. Em casos mais graves, as consequências podem ser sérias. A Sra. Maria José, 68 anos, veio até mim reclamando de uma sensação estranha no peito, como se o coração parasse de vez em quando.
Ela usava remédios homeopáticos há anos, automedicada para o estômago sensível. Pedimos exames e descobrimos que os níveis de magnésio dela haviam despencado. Ajustamos a medicação, suplementamos magnésio e em poucas semanas… O coração dela voltou ao ritmo normal. O susto, felizmente, terminou bem.
Mas tem algo mais que me preocupa nesta história. Alguns estudos observacionais publicados no jornal científico da American Heart Association, Circulation, indicaram uma possível associação entre o uso prolongado de inibidores da bomba de prótons e um risco aumentado de eventos cardíacos. Os pesquisadores acreditam que isso pode acontecer porque estas substâncias podem reduzir os níveis de óxido nítrico, uma molécula que mantém os vasos sanguíneos flexíveis e saudáveis.
Quando o óxido nítrico cai, os vasos ficam mais rígidos. E vasos rígidos são terreno fértil para problemas cardíacos. E não para por aí. Se você já teve um infarto ou colocou stent e está tomando clopidogrel, aquele medicamento que previne coágulos sanguíneos, você precisa saber. O omeprazol pode enfraquecer o efeito do clopidogrel.
Ele pode te deixar menos protegido sem ninguém perceber. A mensagem não é jogar o medicamento pela janela. Para quem tem indicação real, ele é extremamente importante. A mensagem é: se você está tomando há mais de alguns meses, pergunte… Diga ao seu médico se ainda precisa dele. Peça para ele verificar seus níveis de magnésio e, se possível, discuta alternativas ou uma dose menor juntos.
É simples assim. Antes de continuar com os próximos três medicamentos, quero fazer uma pausa rápida. Se você chegou até aqui, já sabe que esta informação é importante e poderosa. Então, peço duas coisas simples a você. Primeiro, inscreva-se neste canal, porque minha missão é trazer clareza e conhecimento sobre saúde cardíaca para que você possa tomar as melhores decisões.
Segundo, e este pedido vem do coração, compartilhe este vídeo agora com alguém que você ama, com aquela pessoa que toma medicamento todo dia e merece saber disso. Um compartilhamento pode mudar uma vida. Obrigada. Vamos continuar. O terceiro medicamento pode parecer o mais inocente de todos. É aquele que você compra quando o nariz está entupido.
Descongestionantes nasais orais, pseudoefedrina, fenilefrina, estão em dezenas de produtos para gripe e resfriado vendidos livremente em qualquer farmácia. E é precisamente esta facilidade de acesso que me preocupa. A Sra. Teresa, 71 anos, professora aposentada, pegou um resfriado forte, comprou um medicamento para gripe com descongestionante para ajudar a respirar e dormir. No terceiro dia, ela chegou no pronto-socorro com pressão 210 por 133, valores que os médicos chamam de emergência hipertensiva, e com o coração em arritmia. O que parecia um simples
spray nasal tinha se tornado uma ameaça real. A pseudoefedrina é um vasoconstritor. Seu trabalho é estreitar os vasos sanguíneos no nariz para reduzir o inchaço e permitir que a pessoa respire. O problema é que ele não fica só no nariz; ele viaja pela corrente sanguínea e estreita os vasos por todo o corpo.
É como apertar uma mangueira com a torneira aberta; a pressão dispara, e o coração, que já é velho, tem que bombear contra uma resistência muito maior. Para idosos com hipertensão, doença cardíaca ou simplesmente com um coração que trabalha há mais de seis décadas, este estímulo pode ser perigoso. A boa notícia é que existem alternativas muito mais seguras: solução salina nasal, sprays de corticoides de uso tópico e umidificadores.
Eles resolvem o nariz entupido sem afetar o coração. Da próxima vez que você estiver na farmácia com o nariz entupido… Fechado, leia o rótulo antes de comprar. Se contiver pseudoefedrina ou fenilefrina, converse com o farmacêutico ou seu médico antes de levar para casa. E é aqui que as coisas ficam ainda mais sérias.
Chegamos ao quarto medicamento. Vou falar de um assunto delicado: saúde mental e o coração. Depressão, ansiedade e insônia são muito comuns depois dos 60 anos. E tratar estas condições é fundamental. Mas existe uma classe de antidepressivos mais antigos, os chamados tricíclicos, como amitriptilina e imipramina, que ainda são usados com alguma frequência — às vezes para depressão, às vezes para dor nervosa crônica, às vezes para ajudar no sono.
O que a maioria das pessoas não sabe é que estes medicamentos podem interferir diretamente no sistema elétrico do coração. Imagine o coração como uma casa que depende de uma fiação elétrica perfeita para funcionar. Cada batimento começa com um impulso elétrico que viaja pelo coração de cima para baixo em milissegundos. Os antidepressivos tricíclicos podem atrasar esta condução elétrica.
Isso aparece no eletrocardiograma e aumenta o risco de… Arritmias ventriculares perigosas. Além disso, uma das maiores ameaças para idosos que tomam estes medicamentos é a hipotensão ortostática, ou seja, a queda súbita da pressão arterial quando a pessoa se levanta. Para um coração jovem, este ajuste é rápido.
Para um coração envelhecido, pode demorar mais. E enquanto o corpo tenta se reequilibrar, a pessoa sente tontura, perde o equilíbrio e pode cair. Francisco, 76 anos, paciente que acompanhei por vários anos, tomava amitriptilina para dor nervosa causada por diabetes. Uma manhã, ao se levantar para ir ao banheiro, ele desmaiou e fraturou o quadril.
A amitriptilina foi a principal suspeita. Aquela queda mudou completamente a independência de Francisco. Histórias como esta me lembram todos os dias que cada medicamento deve ser considerado não só pelo que trata, mas pelo coração e pelo corpo inteiro da pessoa que o recebe. Hoje existem antidepressivos muito mais modernos, com perfis de segurança muito melhores para o coração.
Se você ou alguém da sua família toma medicamento desta classe, vale muito a pena conversar sobre isso. Consulte seu médico para determinar se ainda é a melhor opção disponível. E chegamos ao número um, o remédio mais surpreendente de todos, aquele que milhões de brasileiros tomam pensando que estão cuidando dos ossos.
Este é o ponto mais controverso do vídeo, mas como médica, tenho a obrigação de compartilhar o que a ciência mostrou. Estou falando dos suplementos de cálcio, carbonato de cálcio, citrato de cálcio, aqueles comprimidos que as mulheres especialmente tomam para proteger os ossos da osteoporose após a menopausa. Por décadas, a mensagem foi simples e clara: “Tome cálcio, seus ossos vão agradecer.
” E ninguém questionava. Mas nos últimos anos, pesquisadores ao redor do mundo começaram a encontrar dados que colocaram este consenso em xeque. Uma meta-análise publicada no British Medical Journal, o BMJ, um dos periódicos médicos mais respeitados do planeta, analisou 15 ensaios clínicos randomizados envolvendo quase 13.000 pacientes acompanhados por uma média de 3 a 4 anos. A conclusão foi perturbadora.
Pacientes que tomavam suplementos de cálcio apresentaram um aumento de 27 a 31% no risco de infarto do miocárdio em comparação com aqueles que tomavam placebo. Outro estudo robusto, o Multi-Ethnic Study of Atherosclerosis, financiado pelo National Heart, Lung, and Blood Institute dos Estados Unidos, acompanhou os participantes por 10 anos e observou que o uso de suplementos de cálcio estava associado a um risco 22% maior de calcificação da artéria coronária.
É como se o excesso de cálcio que não consegue chegar aos ossos acabasse se depositando nas paredes das artérias, endurecendo-as e preparando o terreno para um infarto. E aqui está a distinção que faz toda a diferença. O cálcio que você come no queijo, iogurte e folhas verdes chega ao corpo gradualmente, em pequenas quantidades que o corpo absorve calmamente e usa com eficiência.
Um comprimido de cálcio, por outro lado, gera um pico rápido e concentrado no sangue. O corpo não consegue usar tudo de uma vez, e o excesso tem que ir para algum lugar. Eu me lembro da Sra. Aparecida, 72 anos, que era obcecada com os ossos depois de ver a mãe sofrer fraturas na velhice. Ela tomava dois comprimidos.
Uma mulher tomava uma dose diária de cálcio por conta própria, sem nunca ter feito exames. Quando finalmente foi ao médico, os exames mostraram que os níveis de cálcio no sangue dela estavam elevados, e o estudo das artérias revelou calcificações preocupantes. Ela estava tentando proteger os ossos e, sem saber, colocando o coração em risco. A mensagem não é abandonar o cálcio, mas entender que mais não é melhor e que suplementos não são a mesma coisa que alimento.
Se você precisa de suplementação, ela deve ser prescrita por um médico na dose correta, avaliando também o seu risco cardiovascular, e sempre priorizando obter cálcio dos alimentos antes de qualquer comprimido. Você chegou até aqui e agora tem informações que muita gente não tem. Então, vamos organizar o que fazer a partir de hoje.
Primeiro, nunca pare de tomar nenhum medicamento por conta própria. Isso é fundamental. Alguns medicamentos, suspensos de repente, podem causar reações graves. O que você deve fazer é se tornar um paciente informado e ativo. Antes da próxima consulta, faça uma lista de tudo que você toma — cada medicamento, cada suplemento, cada vitamina, cada chá diário.
Leve esta lista para o médico e faça perguntas específicas. Pergunte: “Doutor, existe uma opção mais segura para este anti-inflamatório que tomo para artrite? Este omeprazol que tomo há anos ainda é necessário? Pode verificar meu magnésio? Os suplementos de cálcio que comprei por conta própria são adequados para a minha condição cardiovascular?”
Esta conversa precisa acontecer, e o médico precisa saber de tudo que você toma para calcular com segurança os riscos e benefícios. Cuide da sua alimentação. Muitos dos nutrientes que você busca em suplementos já são encontrados nos alimentos. Cálcio está no leite, derivados e vegetais folhosos verde-escuros.
Magnésio está em nozes, sementes, feijão e chocolate amargo sempre que possível. Sempre prefira o que a natureza oferece ao que está dentro de um comprimido. E finalmente, este é o recado mais importante que posso te dar. Não existe medicamento inofensivo, e não existe suplemento que não tenha efeito no corpo.
Tudo que entra no corpo tem um efeito. E num coração que já passou por mais de 60 anos de trabalho duro, cada detalhe importa. Seu coração bateu por você todos os dias da sua vida, sem reclamar, sem parar, sem pedir nada em troca. Cuide dele com a mesma dedicação que ele cuida de você.
Compartilhe este vídeo com alguém que você ama, com aquela pessoa que toma medicamento todo dia e merece ter esta informação. Não espere que ela descubra sozinha. Um vídeo compartilhado pode ser a conversa que salva uma vida. Eu sou a Dra. Serena Vidal, e estarei aqui toda semana para ajudar você a entender o que está acontecendo dentro do seu corpo e o que você pode fazer para cuidar melhor do seu coração, que é o centro de tudo. Cuide do seu coração.