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MORREU DORMINDO POR FAZER ISSO — EU IMPLORO, NUNCA FAÇA ISSO! (O HÁBITO QUE CAUSA INFARTO E AVC SILENCIOSO)

Você sabia que neste exato momento, enquanto você assiste este vídeo, alguém no Brasil está morrendo, dormindo, sem dor, sem gritar, sem ninguém perceber? Isso não é ficção, não é exagero, é a realidade silenciosa que acontece todos os dias nos quartos das casas brasileiras.

O coração para, o cérebro para, e a família só descobre na manhã seguinte. De acordo com dados do DataSUS e do Ministério da Saúde, infartos e AVCs, que são acidentes vasculares cerebrais, juntos mataram mais de 200 mil brasileiros só em 2024, mais de 200 mil famílias que perderam alguém que amavam.

E você sabe qual é o horário mais perigoso? As primeiras horas da manhã, o horário do sono. Agora eu preciso te fazer uma pergunta que pode ser desconfortável. O que você faz antes de dormir? Porque eu sou a Dra. Adriele Castro. E depois de tantos anos vendo pacientes, ouvindo histórias de partir o coração no meu consultório, segurando as mãos de famílias devastadas que me perguntam “Doutora, por que isso aconteceu?”, eu cheguei a uma conclusão que mudou completamente a forma como eu vejo o sono.

Dormir parece uma coisa simples, mas o que você faz antes de fechar os olhos pode ser a diferença entre acordar vivo ou nunca mais acordar. Hoje eu vou te mostrar os hábitos noturnos que a ciência comprovou que matam durante o sono. Coisas que você provavelmente faz achando que são inofensivas. Coisas que meus pacientes faziam, pessoas que eu conhecia, boas pessoas, com aparência saudável, que foram dormir normalmente e não voltaram.

Fique comigo até o final porque uma das coisas que eu vou te mostrar é o maior assassino silencioso do Brasil, e eu aposto que você nunca associou isso a infartos ou AVCs. É possível que hoje eu consiga salvar a sua vida ou a vida de alguém que você ama. Antes de começarmos, eu preciso te dizer algo importante.

Este vídeo é informativo e educativo. Ele não substitui a consulta com o seu médico de confiança. Cada caso é único, e só um profissional que conhece a sua situação específica pode te orientar corretamente. Combinado? Então vamos lá. Pense no seu coração por um momento, como se ele fosse o motor de um carro. Um motor que já rodou alguns anos, que trabalhou duro, que percorreu muitos quilômetros.

Durante o dia, esse motor funciona em alta rotação o tempo todo. Pressão do trabalho, preocupação com os filhos, correria, estresse, comida, movimento. O motor não para. Aí chega a noite, e o que deveria acontecer? O motor deveria desacelerar. A mecânica cardíaca fala em nocturnal dipping, que em português significa a queda natural da pressão arterial durante o sono.

Num coração saudável, a pressão arterial cai entre 10 e 20% enquanto você dorme. É o momento em que os vasos sanguíneos descansam, em que as células se reparam, em que o coração respira fundo. Mas quando você comete os erros que eu vou te mostrar, essa queda não acontece. A sua pressão arterial fica alta enquanto você dorme.

O motor continua acelerado mesmo quando o carro está estacionado na garagem. E quando o motor é exigido, aquecido, trabalhando no limite por horas e horas, o que acontece? Ele pode explodir. É exatamente isso que acontece com o coração e o cérebro durante um infarto ou AVC noturno. Agora que você entendeu o mecanismo, vamos aos hábitos.

Preste muita atenção. Hábito número sete, o jantar pesado e tarde. Me conta, quantas vezes por semana você chega em casa depois das 20h ou 21h? Está morrendo de fome e se serve um prato cheio de comida — arroz, feijão, carne, talvez alguma fritura — e depois vai dormir. Olha, eu entendo, a vida é corrida, o trabalho consome o dia todo, não temos tempo de comer direito durante o dia e quando chegamos em casa o estômago está pedindo socorro.

Mas eu preciso te contar o que acontece dentro do seu corpo quando você faz isso. Quando você faz uma refeição pesada à noite, o seu corpo precisa de muito sangue para digerir. O estômago e os intestinos puxam a circulação para eles. Isso é uma carga enorme para o coração, que precisa bombear mais, trabalhar mais, circular mais. Agora imagine isso acontecendo enquanto você tenta dormir.

Pense numa panela de pressão. Você coloca para cozinhar, fecha a válvula e vai dormir. Isso é impossível, né? Comer um jantar pesado faz exatamente isso com o seu corpo. Mantém o sistema rodando em alta velocidade num horário em que ele deveria estar desligado. Estudos publicados no European Heart Journal mostram que comer tarde da noite mantém a pressão arterial elevada durante o sono, impedindo aquele nocturnal dipping que eu te expliquei.

A pessoa dorme, mas o corpo não descansa de verdade. A pressão não cai, e noite após noite isso coloca uma carga enorme sobre as artérias, o coração e os vasos sanguíneos do cérebro. Eu tenho uma paciente que vou chamar de Dona Cláudia. Ela tem 63 anos, é aposentada, avó de quatro netos, uma mulher cheia de vida que sempre fez questão de cozinhar para a família.

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Toda noite, depois da novela das nove, ela preparava o jantar. Arroz, feijão, frango frito, às vezes com farofa. Ela ia dormir satisfeita, achando que tinha feito tudo certo. Quando ela chegou no meu consultório pela primeira vez, a pressão dela no meio da noite estava absurdamente alta.

Ela nem sabia por que a pressão dela era relativamente normal de manhã. Era a pressão noturna que estava destruindo silenciosamente os vasos sanguíneos dela por dentro enquanto ela dormia, sonhando com os netos. A mudança foi simples. Jantar mais cedo, fazer a refeição mais leve à noite. Em três meses, o perfil de pressão noturna dela se normalizou.

Ela evitou um infarto ou AVC que estava sendo construído tijolo por tijolo, garfada por garfada, noite após noite. O que você pode fazer? Tente jantar pelo menos 2 horas antes de dormir. Opte por refeições mais leves à noite, como sopa, um ovo, uma fruta ou um pedaço de peixe. Deixe o arroz, feijão e carne para o almoço, que é quando o corpo tem tempo de processar tudo direito.

Mas o próximo hábito, meu amigo, é ainda mais perigoso. E eu tenho quase certeza de que você faz isso toda noite. Hábito número seis, luz de tela antes de dormir. Me faça um favor. Deite na cama hoje à noite, apague a luz e observe o quarto. Quantas telas estão acesas ao seu redor? Televisão, celular, tablet? Eu vou te contar algo que realmente me impressionou quando li o estudo.

Um estudo analisou padrões de exposição à luz noturna em dezenas de milhares de pessoas em diferentes países. O resultado foi alarmante. As pessoas mais expostas à luz artificial durante as primeiras horas da manhã e antes de dormir tiveram 65% mais risco de sofrer infarto, 56% mais risco de desenvolver insuficiência cardíaca e 30% mais risco de ter AVC. 65%.

Pessoal, isso não é um número pequeno, mas por que a luz de uma tela pode matar? Deixa eu te explicar de forma simples. Dentro do seu cérebro existe uma glândulazinha chamada pineal que produz um hormônio chamado melatonina. A melatonina é o sinal que o seu corpo usa para entender que é hora de dormir.

É ela que sinaliza para o coração desacelerar, para a pressão cair e para os vasos sanguíneos relaxarem. Ela é o maestro da orquestra do descanso. Pense assim: a melatonina é como o interruptor de luz da sua casa. Quando anoitece, o interruptor precisa ser desligado para o corpo descansar. Mas quando você fica olhando para uma tela brilhante, a luz azul que ela emite engana o seu cérebro.

O cérebro acha que ainda é dia. O interruptor não é desligado. A melatonina não é liberada, e o coração fica em modo de alerta quando deveria estar em modo de descanso. Noite após noite, isso cria um estado de estresse cardiovascular crônico. Os vasos sanguíneos não relaxam, a pressão não cai, e o risco de infarto e AVC durante o sono aumenta, aumenta, aumenta.

Eu atendi um senhor chamado Roberto, 58 anos, contador, um homem quieto que nunca bebeu nem fumou. Ele achava que era saudável, mas tinha um hábito. Ficava até meia-noite, 1h da manhã, assistindo série no celular na cama. Às vezes, dormia com o celular na mão, a tela ainda ligada. Quando ele chegou no meu consultório depois de um episódio de tontura forte de manhã, descobrimos que ele tinha picos noturnos graves de pressão arterial.

A investigação mostrou que o sono dele estava completamente fragmentado. Os níveis de melatonina estavam quase invisíveis nos exames. O celular estava literalmente sabotando o coração dele enquanto ele dormia. O que você pode fazer? Desligue as telas pelo menos uma hora antes de dormir. Se não conseguir uma hora, comece com 30 minutos.

Deixe o celular carregando fora do quarto. Use filtros de luz azul nas telas se precisar usar à noite, e deixe o quarto o mais escuro possível. Cortinas blackout podem ser um dos melhores investimentos para a sua saúde cardiovascular. Mas agora preste atenção, porque o próximo hábito é um que todo mundo faz no fim de semana, achando que está se cuidando, quando na realidade está colocando o coração em risco.

Hábito número cinco: horário de sono irregular. Me conta, você dorme e acorda nos mesmos horários todos os dias, ou durante a semana você vai dormir às 23h e acorda às 6h, e nos fins de semana fica acordado até as 2h e acorda ao meio-dia? Se você respondeu que fica acordado até tarde nos fins de semana, você precisa ouvir com muita atenção o que eu vou te falar.

Um estudo publicado no Journal of Epidemiology and Community Health, que acompanhou mais de 72 mil pessoas entre 40 e 79 anos por quase 8 anos, descobriu algo que abalou a comunidade médica. Mesmo para pessoas que dormiam a quantidade recomendada de horas, ou seja, 7 a 8 horas por noite, quando essas horas eram dormidas em horários irregulares, o risco de infarto, AVC e insuficiência cardíaca aumentava em 26%.

Há 26% mais chance de ter infarto ou AVC simplesmente por causa de um horário de sono irregular, mesmo que você durma o suficiente. Isso acontece porque o seu corpo tem um relógio interno. A ciência chama de ritmo circadiano. É como se existisse um relógio biológico preciso dentro de você que programa cada órgão, cada hormônio, cada processo do seu corpo para funcionar em horários específicos.

Esse relógio está sincronizado com a luz do dia e com os seus hábitos. Quando você bagunça esse relógio dormindo num horário um dia e noutro horário no dia seguinte, é como se você mudasse de fuso horário toda semana. O corpo entra num estado de jet lag perpétuo, e o coração e os vasos sanguíneos são os que mais sofrem com isso. A Harvard Medical School publicou dados sobre isso, e a conclusão é direta.

A regularidade dos horários de dormir e acordar pode ser mais importante que a quantidade de horas dormidas para a saúde do coração. Eu tenho uma paciente, Dona Maria, 68 anos, professora aposentada. Ela dormia 7 horas todas as noites. Não bebia, não fumava, comia bem. Mas a filha dela mora em outra cidade, e toda vez que a filha vinha visitar, o hábito se invertia.

Elas ficavam conversando até tarde. Iam dormir às 3h e acordavam às 11h. Quando ela teve um episódio de fibrilação atrial, que é uma arritmia grave, uma noite, o médico que atendeu ela no pronto-socorro me ligou para discutir o caso. Os padrões irregulares de sono dela eram o fator desestabilizador que afetava o ritmo elétrico do coração dela.

O que você pode fazer? Escolha um horário para dormir e um horário para acordar, e mantenha, mesmo nos fins de semana. Pode variar no máximo 30 minutos, para mais ou para menos. Parece difícil, mas em duas semanas o seu corpo se adapta e você começa a ter o período no horário certo, naturalmente, sem precisar de remédio. Mas agora, pessoal, chegamos ao hábito número quatro, e esse me preocupa profundamente porque a maioria das pessoas nem sabe que tem esse problema.

Hábito número quatro: ignorar ronco e apneia do sono. Você ronca? Alguém da família já te disse que você para de respirar durante o sono? Você acorda com dor de cabeça de manhã? Você sente sono durante o dia mesmo depois de dormir várias horas? Se você respondeu sim para qualquer uma dessas perguntas, preste muita atenção no que eu vou te falar, porque pode ser a informação mais importante deste vídeo.

De acordo com o Ministério da Saúde, 33% da população brasileira sofre de apneia do sono. 1/3 dos brasileiros. E a maioria dessas pessoas nem sabe que tem essa doença. A apneia do sono acontece quando a garganta fecha durante o sono, impedindo a passagem do ar. A pessoa para de respirar às vezes por 10 segundos, às vezes por 30 segundos, às vezes por mais de um minuto.

E isso pode acontecer dezenas, centenas de vezes por noite. Pense no que isso faz com o seu coração. Cada vez que a respiração para, o nível de oxigênio no sangue cai drasticamente. Hipóxia, que é a falta de oxigênio, é o termo técnico para isso. O cérebro entra em pânico e envia um sinal de emergência. O corpo libera adrenalina e cortisol, os hormônios do estresse.

A sua pressão arterial dispara, o coração acelera de repente, e isso acontece repetidamente a noite toda, enquanto você acha que está descansando. Pesquisadores do Departamento de Neurociências da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo, descobriram que a prevalência de distúrbios do sono em pacientes que sofreram AVC isquêmico é de aproximadamente 75%.

75% dos pacientes que tiveram AVC tinham problemas de sono, especialmente apneia do sono. Apneia do sono não tratada é um dos maiores fatores de risco cardiovascular que existem. Os especialistas comparam com diabetes e tabagismo em termos de impacto no coração. Eu vou te contar a história do Sr. Antônio, 73 anos, aposentado, um homem forte que trabalhou a vida toda como caminhoneiro.

A esposa dele, Dona Teresa, reclamava há anos que ele roncava terrivelmente à noite. Ela ouvia as pausas na respiração dele e o sacudia com medo. Mas o Sr. Antônio ria. É assim que todo mundo ronca, mulher. Uma manhã, Dona Teresa não conseguiu acordá-lo para o café da manhã. Ele tinha sofrido um AVC durante a noite enquanto dormia.

Ele ficou com sequelas na fala por meses. Quando fizemos a investigação completa, a apneia do sono dele era muito grave. O coração tinha sido submetido a estresse noturno por anos. A pressão arterial dele oscilava a noite toda. Os vasos sanguíneos do cérebro se deterioraram silenciosamente até que um deles não aguentou mais o dano.

Ronco não é só barulho. Ronco pode ser um grito de socorro do seu coração. O que você pode fazer? Se você ronca e tem qualquer um dos sintomas que eu mencionei — cansaço diurno, dor de cabeça matinal, acordar engasgado — procure o seu médico e peça um exame de sono chamado polissonografia. É um exame que monitora a sua respiração e a função cardíaca enquanto você dorme.

O tratamento existe, é eficaz e pode literalmente salvar a sua vida. Eu preciso parar um segundo aqui porque este vídeo está transformando vidas e eu preciso da sua ajuda para chegar a mais pessoas. Se você gostou da informação até aqui, clique no botão de like agora e se inscreva no canal para não perder o próximo vídeo.

E me conte nos comentários de onde você está me assistindo. Eu adoro saber quais cidades do Brasil estão aqui comigo. Continuando, porque o terceiro hábito que eu vou te mostrar agora é um que muita gente faz achando que está se ajudando, mas na realidade está se prejudicando gravemente. Hábito número três: beber álcool para relaxar e dormir.

“Ah, doutora, eu só tomo uma taça de vinho para relaxar antes de dormir. Isso faz mal?” Olha, eu preciso ser honesta com você, porque é essa honestidade que diferencia um bom médico de um que só fala o que a pessoa quer ouvir. Beber álcool antes de dormir é um dos maiores inimigos da saúde cardíaca noturna.

Eu sei que parece uma contradição porque o álcool faz você dormir mais rápido, mas o que acontece depois é o que importa. O álcool fragmenta o sono nas primeiras horas; ele pode até aprofundar o sono, mas na segunda metade da noite ele deixa o sono muito superficial, cheio de microdespertares que você nem percebe, mas que impedem o descanso verdadeiro do coração.

E tem um problema ainda mais grave. O álcool relaxa os músculos da garganta. Sabe o que isso faz? Piora dramaticamente a apneia do sono. Mesmo em pessoas que não têm apneia do sono, o álcool pode desencadear episódios de apneia do sono. Misturar álcool com remédio para dormir, então, é uma combinação que pode ser fatal.

Os músculos da garganta ficam tão relaxados que fecham completamente as vias aéreas, e o cérebro pode não conseguir acordar o corpo a tempo. Um estudo publicado no European Heart Journal mostrou que padrões irregulares de sono combinados com consumo de álcool aumentam significativamente o risco de eventos cardiovasculares, especialmente em pessoas acima de 50 anos.

Eu atendi uma paciente, Cláudia, 62 anos, que toda noite tomava só uma tacinha de vinho para dormir. Ela achava que era saudável, que vinho tinto era bom para o coração. E de fato, em moderação, algumas pesquisas antigas sugeriam benefícios, mas o vinho dela não era moderação, era automedicação para ansiedade noturna.

E esse hábito estava destruindo a qualidade do sono dela, mantendo a pressão arterial alta nas primeiras horas da manhã e criando um ciclo vicioso de dependência que ela nem percebia. Quando ela parou de beber antes de dormir, a pressão noturna dela se normalizou em quatro semanas. Ela começou a acordar descansada pela primeira vez em anos.

O que você pode fazer se usa álcool para relaxar antes de dormir? Isso é um sinal importante de que você pode estar usando álcool para lidar com ansiedade ou estresse. Converse com o seu médico de confiança sobre isso. Existem alternativas muito mais seguras e eficazes para ajudar no sono, que vão desde técnicas de respiração até caminhada quando necessário, até medicamento adequado com supervisão médica.

E agora chegamos ao hábito número dois. Esse aqui, meu amigo, é o que mais me preocupa como médica, porque é um hábito que a maioria das pessoas não considera perigoso. Na verdade, muita gente acha que é traço de personalidade, não um risco à saúde. Hábito número dois: ser uma coruja noturna incontrolável. “Eu sou coruja, doutora. Sempre fui assim.”

Eu ouço isso todo dia no meu consultório. E tem um estudo publicado em janeiro de 2026 no Journal of the American Heart Association que eu preciso te mostrar porque mudou o que a ciência pensa sobre esse assunto. Mais de 300 mil adultos com idade média de 57 anos foram acompanhados por 14 anos. O resultado foi claro.

Pessoas com hábitos noturnos, aquelas que têm pico de energia e atividade à noite, apresentaram 16% mais risco de sofrer infarto ou AVC em comparação com pessoas com hábitos intermediários. E nas mulheres, esse risco foi ainda maior. 16% pode parecer pouco, mas considere isso: se você já tem outros fatores de risco, como pressão alta, colesterol alto, diabetes ou sobrepeso, esse 16% se soma a tudo isso.

Mas o que mais me chamou atenção nesse estudo é que o maior culpado entre as corujas noturnas não foi exatamente o horário de dormir em si, mas sim o conjunto de comportamentos que acompanham quem vive à noite. Comer mal em horários tardios, dormir menos qualidade, fumar mais e se exercitar menos. É um estilo de vida noturno completo que cobra o preço do coração ao longo dos anos.

E tem um mecanismo biológico poderoso por trás de tudo isso: desalinhamento circadiano, que é quando o relógio interno do seu corpo não combina mais com o ciclo natural de luz e escuridão. Quando isso acontece, os hormônios ficam dessincronizados, a pressão arterial não se normaliza, a inflamação dos vasos sanguíneos aumenta e o risco cardiovascular sobe. Pense assim, imagine uma fábrica que funciona em turnos.

Cada setor tem horários específicos de trabalho. O coração trabalha das 6h às 22h. Os rins filtram melhor num determinado horário do dia. O fígado processa comida melhor em outro ambiente. Mas quando você inverte tudo à noite, é como mandar todo mundo trabalhar no turno errado. A produção cai. Os erros aumentam e a fábrica começa a apresentar defeitos.

A boa notícia é que essa tendência pode ser mudada, não da noite para o dia, mas gradualmente. O que você pode fazer? Se você é naturalmente noturno, você não precisa se torturar tentando dormir às 20h, mas pode ir adiando o horário de dormir 15 minutos por semana até chegar a um horário mais alinhado com o seu ciclo natural do dia. Evite luz forte à noite e busque luz solar de manhã, pois isso ajuda a resetar o seu relógio biológico.

E agora, pessoal, chegamos ao hábito número um, o mais perigoso, o mais silencioso, o que mais mata gente no Brasil, e um que você certamente nunca imaginaria associar com morte durante o sono. Hábito número um: dormir menos de 5 horas, achando que isso é normal. “Eu não durmo muito, mas já me acostumei. Nem sinto diferença.”

Olhe nos meus olhos quando eu digo isso. Essa é a maior autoenganação que existe na saúde cardiovascular. Um estudo apresentado nas sessões científicas do American College of Cardiology analisou mais de 14 mil americanos e chegou a um número que me fez parar e respirar fundo.

Pessoas que dormem menos de 5 horas por noite têm 69% mais risco de sofrer infarto em comparação com quem dorme 7 a 8 horas. 69%, quase o dobro do risco. Outro estudo realizado pela University of Warwick na Inglaterra, publicado no European Heart Journal, que analisou dados de dezenas de estudos com mais de 1 milhão de participantes, concluiu: Dormir menos de 6 horas por noite aumenta a chance de desenvolver ou morrer de doença cardíaca em 48% e em 15% a chance de desenvolver ou morrer de AVC.

Mas como isso acontece? Deixa eu te explicar de forma bem simples. Quando você não dorme o suficiente, o seu corpo produz mais cortisol, que é o hormônio do estresse. Mais cortisol significa pressão arterial mais alta. Mais cortisol significa mais inflamação nos vasos sanguíneos.

Mais cortisol significa mais açúcar no sangue. É como se o seu corpo vivesse num estado constante de emergência, mesmo quando você está tentando descansar. Além disso, quem dorme pouco não passa pelos estágios de sono profundo, que são exatamente os estágios em que o coração descansa de verdade, em que os vasos sanguíneos se reparam, em que o cérebro consolida memória e limpa os resíduos metabólicos acumulados durante o dia.

Sabe qual é o problema mais trágico? Quem sofre cronicamente de sono insuficiente perde a capacidade de reconhecer o quão comprometido está. O cérebro se adapta à fadiga, e a pessoa acha que está bem quando, na verdade, está funcionando bem abaixo da sua capacidade ideal.

É como um carro com pneu murcho que você nem nota mais que está murcho porque já se acostumou com o jeito estranho que ele roda. Eu vou te contar sobre um paciente que me marcou profundamente. Roberto tem 55 anos, empresário, pai de três filhos, um homem orgulhoso da falta de sono. Ele me dizia: “Doutora, eu durmo 4 horas e funciono perfeitamente. Sou produtivo, tenho energia.”

Eu ouvia isso e o meu coração apertava. Por dois anos eu tentei convencê-lo a mudar esse hábito. Por dois anos ele resistiu, dizendo que estava bem, que os exames estavam bons. Então, numa segunda-feira de manhã, depois de um fim de semana especialmente corrido com pouco sono, ele sofreu um infarto enquanto tomava banho antes de ir para o escritório.

Felizmente, a esposa dele estava em casa e chamou a ambulância a tempo. Felizmente, Roberto sobreviveu na UTI. Quando ele conseguiu falar de novo, eu fui visitá-lo. Ele olhou para mim e disse: “Doutora, a senhora estava certa”, e eu, como médica, não senti nenhuma vitória. Eu senti tristeza porque quase perdemos ele por causa de 4 horas de sono por noite.

O que você pode fazer agora? A quantidade recomendada de sono para adultos entre 18 e 64 anos é de 7 a 9 horas por noite, segundo a Organização Mundial da Saúde. Se você está dormindo menos que isso, não é força de vontade, não é produtividade, não é virtude, é um risco que ameaça a vida. Comece criando uma rotina de sono.

Vá dormir no mesmo horário, sem telas, num quarto escuro e fresco. Se você tem dificuldade para dormir, consulte o seu médico de confiança antes de tomar qualquer medicamento por conta própria. E agora, o seu plano para esta noite. Então, pessoal, vamos fazer um resumo rápido. Você aprendeu hoje que sete hábitos noturnos estão aumentando o seu risco de infarto e AVC enquanto você dorme.

Jantar pesado e tarde mantém a pressão arterial alta à noite e impede que o coração descanse. Telas de celular e televisão enganam o cérebro, bloqueiam a melatonina e colocam o sistema cardiovascular em alerta durante o sono. Horários irregulares de sono bagunçam o relógio biológico do coração e aumentam o risco cardiovascular, mesmo que você durma o suficiente.

Ronco e apneia do sono não tratada submetem o coração a centenas de episódios de falta de oxigênio por noite, um fator de risco comparável a diabetes e tabagismo. Álcool antes de dormir fragmenta o sono, piora a apneia e impede a queda natural da pressão noturna. O hábito de ser coruja noturna, de viver contra o ciclo natural do dia, aumenta o risco cardiovascular e vem acompanhado de uma série de outros comportamentos prejudiciais ao coração.

E dormir menos de 5 horas por noite quase dobra o risco de infarto. Para esta noite, eu imploro que você faça pelo menos três coisas. Jante mais cedo e mais leve. Desligue as telas uma hora antes de dormir e escolha um horário para dormir e cumpra. Esses são três passos simples que podem literalmente salvar a sua vida. Se você ronca, por favor converse com o seu médico.

Não deixe para amanhã. Apneia do sono não tratada está destruindo o seu coração noite após noite. Você nem imagina. E se você dorme menos de 7 horas achando que está bem, eu imploro do fundo do meu coração, repense isso. O seu coração merece mais respeito do que quatro ou cinco horas de descanso por noite. Eu quero que você esteja aqui saudável, assistindo os próximos vídeos, curtindo seus filhos, seus netos, a vida, porque a vida é curta demais para a gente desperdiçar noites colocando o coração em risco.

Você não precisa morrer dormindo. Você tem o poder de mudar isso agora, começando hoje à noite. Compartilhe este vídeo com alguém que você ama, com aquele amigo que você sabe que dorme pouco, com aquele primo que ronca e nunca fez nada a respeito, com a sua mãe que faz jantares pesados à noite. Compartilhar este vídeo pode salvar uma vida, e essa vida pode ser de alguém precioso para você.

No próximo vídeo, eu vou te mostrar cinco alimentos que a ciência comprovou que protegem o coração e os vasos cerebrais e que você provavelmente não está comendo. É uma informação que você não vai querer perder. Eu sou a Dra. Adriele Castro. Cuide do seu sono, cuide do seu coração e cuide de quem você ama. Busque informação.