
No Maracanã lotado com mais de 72 mil torcedores, o Brasil goleou o Panamá por 6 a 2 em um amistoso que começou tenso e terminou em verdadeira festa, mas o que realmente parou o país foram as reações de Neymar e Carlo Ancelotti. Enquanto os reservas entravam em campo e transformavam o jogo em um massacre, as câmeras flagraram o momento exato: Neymar, do banco, não acreditou no que viu. Olhos arregalados, boca aberta, ele balançava a cabeça como quem diz “isso aqui não é possível”. Ancelotti, ao lado dele, também ficou chocado, passando a mão no rosto e trocando olhares incrédulos com a comissão técnica. O que era para ser um simples teste virou um aviso claro: os reservas estão prontos para roubar a cena na Copa de 2026.
O jogo começou com o time titular, exatamente o que a CBF acabou de confirmar com a numeração oficial das camisas. Neymar recebeu a 10, Vini Júnior a 7, Marquinhos a 4, Casemiro no meio, Gabriel Magalhães a 3. Parecia o onze ideal para a estreia contra o Marrocos. Vini Júnior abriu o placar logo no primeiro minuto, aproveitando um erro bobo do Panamá. O Maracanã explodiu. Mas o Panamá, mesmo sendo tecnicamente inferior, cresceu e empatou em uma cobrança de falta que desviou na barreira. Alisson não teve chance. Casemiro ainda fez o 2 a 1 antes do intervalo, mas o primeiro tempo deixou claro: o time titular ainda precisa de ajustes.
No intervalo, Ancelotti mexeu em tudo. Entraram onze novos jogadores — praticamente o time reserva completo. E aí o que aconteceu foi inacreditável. Raphinha, Paquetá, Igor Thiago, Danilo, Endrick, Ryan… todos entraram com fome. Em poucos minutos o placar virou goleada. Raphinha fez o 3 a 1, Paquetá colocou uma bola linda no ângulo, Igor Thiago sofreu pênalti e converteu com categoria, Danilo fez um gol de placa driblando dentro da área após passe de Paquetá. Panamá ainda fez mais um no final, mas o 6 a 2 foi um recado forte. Os reservas não só venceram — eles humilharam. Triangulações perfeitas, meio-campo móvel, velocidade absurda. Foi o futebol bonito que o torcedor brasileiro tanto espera ver na Copa.
Neymar, que não jogou por causa da lesão, acompanhou tudo do banco. As imagens mostram ele vibrando, rindo, mas também com cara de espanto quando os gols dos reservas saíam em sequência. “Ele não acreditou no que viu”, comentaram os narradores. O craque, que lutou tanto para voltar e estar perto da torcida, viu na prática que a Seleção tem profundidade. Ancelotti, conhecido por ser frio, não conseguiu esconder a surpresa. Ele gesticulava, falava rápido com os auxiliares e parecia repensar tudo que havia planejado. O técnico italiano chegou ao Brasil dizendo que confiava no grupo, mas o segundo tempo mostrou que os “planos B” podem virar “plano A” a qualquer momento.
Enquanto isso, a CBF soltou o vídeo oficial com as numerações da Copa. Neymar com a 10, como todo mundo já esperava. Vini Júnior com a 7. O time base está desenhado, mas o desempenho dos reservas bagunçou a cabeça de Ancelotti. “Mateus Cunha, Igor Thiago, Danilo… todos bateram na porta”, disse um repórter ao vivo. O técnico agora viaja para os Estados Unidos com uma dúvida enorme: manter o time titular ou dar espaço para quem mudou o jogo contra o Panamá?
Fora de campo, o futebol brasileiro viveu um dia cheio de bombas. Gabriel Magalhães foi massacrado pela imprensa inglesa após a derrota do Arsenal nos pênaltis da final da Champions League. Os jornais europeus colocaram toda a culpa nele, mesmo o zagueiro tendo pedido para bater o pênalti e assumido a responsabilidade. Arteta saiu em defesa, mas a crítica foi pesada. No Brasil, a torcida se dividiu: uns defendem o “herói que abraçou Marquinhos”, outros cobram mais consistência.

Outra bomba: Rafael Leão não será mais jogador do Milan na próxima temporada. O anúncio foi oficializado hoje. O atacante português, que muitos brasileiros admiram, está em fase final de negociações com vários gigantes da Europa. O Manchester United aparece como o mais avançado. Milan vive crise: técnico demitido, diretoria toda trocada. Leão, aos 26 anos, quer novos ares e deve ser uma das grandes transferências do verão europeu.
No Flamengo, a notícia foi ruim. Léo Pereira sofreu lesão grave na coxa durante o jogo de ontem. Os exames confirmaram o problema, mas o clube ainda não revelou o grau exato. Pode ser um desfalque longo, exatamente na reta final antes da pausa para a Copa do Mundo. Torcedores rubro-negros já temem o pior, mas a janela de 30 a 40 dias da Copa pode ajudar na recuperação.
Na seleção uruguaia, Bielsa chamou Arrascaeta mesmo com a lesão recente no Flamengo. O meia está na lista de 55 nomes. Suárez, como esperado, ficou de fora. A torcida uruguaia lamentou, mas Arrascaeta, Varela, Canóbio e Emiliano Martínez seguem sonhando com a Copa. Para o Brasil, é mais um sinal: os rivais sul-americanos estão montando times fortes.
No grupo do Brasil na Copa, a Escócia chamou o jovem Fletcher, do Manchester, que entrou por causa de uma lesão de outro jogador. A Escócia goleou Curaçao por 4 a 1 em amistoso e mostrou que não será um adversário fácil, apesar de ser considerada a zebra do grupo. Brasil ainda enfrenta Marrocos e Haiti, mas Ancelotti já avisou: ninguém vai entrar em campo relaxado.
Outros amistosos pelo mundo aqueceram o dia. Alemanha goleou a Finlândia por 4 a 0 em casa e mostrou força. Polônia venceu a Ucrânia por 2 a 0. Japão bateu um adversário fraco por 1 a 0 em jogo ruim, mas se despediu do zagueiro Yoshida com vitória. Todos esses resultados servem de alerta: as seleções europeias estão afiadas.
De volta ao Maracanã, o que ficou na memória foi a cara de Neymar. Ele viu os reservas voarem e deve ter pensado: “Se eu entrar 100%, com esse time ao lado…”. A torcida cantou o nome dele o jogo inteiro, mesmo sem ele tocar na bola. O carinho foi tão grande que até a Globo teve que mostrar as imagens. Neymar acenou, sorriu e sentiu o amor da torcida. Ancelotti, ao lado, também sorriu, mas o choque estava estampado no rosto. Ele sabe que tem um elenco profundo, mas agora precisa decidir quem começa contra o Marrocos.
O amistoso contra o Egito, no próximo sábado, será decisivo. Ancelotti vai testar mais combinações. Os reservas mostraram que merecem oportunidade. Danilo, Paquetá e Igor Thiago foram os destaques. “Eles mudaram o cenário do jogo”, resumiu um comentarista. Neymar, mesmo fora, continua sendo o grande tema. A camisa 10 é dele. A torcida quer ele em campo. Mas a lesão ainda é uma incógnita.
O Brasil vive um momento único. De um lado, a esperança com Vini Júnior brilhando, os jovens subindo e Neymar como curinga de luxo. De outro, a cobrança por consistência. O primeiro tempo contra o Panamá mostrou fragilidades. O segundo tempo mostrou potencial infinito. Ancelotti tem nas mãos o material para montar uma Seleção campeã, mas precisa acertar o quebra-cabeça antes da estreia.
Nas redes sociais o debate está pegando fogo. “Reservas jogaram melhor que os titulares”, gritam uns. “Neymar precisa voltar logo”, pedem outros. Gabriel Magalhães vira alvo de memes e críticas. Rafael Leão é sondado por gigantes europeus. Léo Pereira preocupa o Flamengo. E o país inteiro conta os dias para a Copa nos Estados Unidos, Canadá e México.
O que Neymar não acreditou e o que chocou Ancelotti foi a prova de que o Brasil tem mais de um time capaz de goleadas. Os reservas não foram coadjuvantes — eles foram protagonistas. O técnico italiano agora viaja com uma dor de cabeça boa: escolher entre estrelas. Neymar, do banco, viu tudo e deve ter ficado ainda mais motivado para voltar logo.
O hexa de 2026 está cada vez mais perto. A goleada dos reservas foi só o começo. O que vem pela frente pode ser histórico. O Maracanã cantou, Neymar vibrou, Ancelotti se surpreendeu e o Brasil mostrou que está vivo. Resta saber se será o suficiente para levantar a taça mais uma vez.