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A M0r.te de Luana: Versão do Namorado, Acusações da Família e a Espera pelo Laudo do IML

A morte da jovem Luana, de apenas 18 anos, chocou a Grande São Paulo e gerou grande repercussão nas redes sociais. O caso ganhou contornos ainda mais dramáticos porque aconteceu durante uma relação sexual na casa do namorado, Isaías, de 19 anos. Enquanto a família da jovem acusa o rapaz de estupro e violência, Isaías nega veementemente e afirma que tudo foi consensual. Pela primeira vez, ele concedeu entrevista à televisão, expondo sua versão dos fatos e pedindo que as pessoas esperem o laudo definitivo do Instituto Médico Legal antes de condená-lo.

Tudo aconteceu em um quarto anexo à casa da mãe de Isaías. Luana e Isaías mantinham um relacionamento recente, mas com idas e vindas. Eles se conheciam há algum tempo, eram quase vizinhos em outro bairro e retomaram o namoro de forma discreta. A família de Luana não tinha pleno acesso às informações do casal. Segundo Isaías, naquela noite Luana foi até a casa dele de carro por aplicativo, escondida, como de costume.

“Estávamos conversando normal, sem briga, sem estresse. Ela estava falando sobre a amiga dela no Instagram. Tudo tranquilo”, relatou o jovem. Segundo seu depoimento, os dois iniciaram a relação sexual de forma consensual. Em determinado momento, Luana trocou de posição, subindo por cima dele. Foi então que, de repente, ela começou a passar mal. “Ela sentiu falta de ar. Quando virou para mim, já falou que estava com falta de ar. Aí eu desesperei, abri a janela, abri a porta”, contou.

Ainda de acordo com Isaías, Luana levantou da cama, colocou a mão na cabeça, reclamou de uma dor forte e desmaiou em seu peito. Ele gritou por ajuda. A mãe e a prima dele correram para o quarto. Desesperado, o rapaz saiu correndo pela rua pedindo socorro e chamando um vizinho. Luana foi levada às pressas para o hospital, mas chegou em parada cardiorrespiratória. Os médicos constataram um sangramento na região pélvica, o que levantou suspeitas imediatas.

A família de Luana, ao ser informada do ocorrido e do sangramento, passou a acusar Isaías de estupro. Nas redes sociais, o jovem foi duramente julgado e apontado como responsável pela morte da namorada. Ele diz que essa condenação antecipada dói profundamente. “Além de eu ter perdido o amor da minha vida, tenho que ficar escutando coisas que eu não sou, coisas que eu não fiz. Isso é injusto para caramba”, desabafou durante a entrevista.

Isaías garante que nunca houve qualquer tipo de agressão ou violência entre eles. “Nunca, nunca, nunca”, repetiu várias vezes. Ele afirma que a relação era consentida e que Luana era a menina que ele mais amou na vida. Os dois usavam alianças de casal e planejavam morar juntos. “Nós estávamos planejando alugar nossa casa. No último dia, eu mandei para ela que nós íamos comprar coisinhas para nossa casa nova”, revelou, mostrando a aliança que ainda usa.

O jovem nega que Luana usasse qualquer tipo de droga. “Ela nunca usou, tenho certeza. Ela não era desse tipo”, disse. Sobre o sangramento, ele afirma que só percebeu depois que ela desmaiou. Antes disso, o que chamou sua atenção foi a falta de ar repentina e a dor de cabeça intensa. A mãe de Isaías, que ajudou no socorro inicial, também gostava de Luana e chegou a conversar com ela brevemente naquele dia.

A desconfiança da família de Luana tem base principalmente no fato de a jovem ter dado entrada no hospital inconsciente e com sangramento pélvico. Para eles, isso seria indício de violência sexual. No entanto, Isaías sustenta que tudo aconteceu de forma natural durante a relação e que ele fez de tudo para salvá-la. “Eu queria que ela acordasse. Fiquei na sala de espera pedindo para entrar na emergência”, lembrou.

O caso ganhou contornos policiais porque os médicos, ao constatarem o sangramento, acionaram a Polícia Militar. Isaías permaneceu no hospital até a chegada dos familiares de Luana, mas foi mantido afastado da sala de emergência enquanto os médicos tentavam reanimá-la. Ele diz que vive momentos muito difíceis desde então. Não dorme direito, perdeu o apetite e sente que sua vida desmoronou. “Nem vejo cor mais. Sinto vontade de comer e não sinto”, desabafou.

A relação entre os dois era mantida em segredo da família de Luana. Isaías conta que eles conversavam sobre contar aos pais dela, mas Luana queria esperar até se sentir mais segura. “Eu falei que ia falar com o pai dela. Ela disse que ia se sentir segura. Eu respondi: ‘No seu tempo’”, recordou. Ele ainda guarda mensagens recentes onde os dois falavam sobre planos futuros.

A repórter Fabíola Correa, que acompanhou o caso desde o início, destacou a importância de aguardar o laudo pericial do IML. O documento deve apontar a causa exata da morte de Luana e esclarecer se houve ou não violência. Enquanto isso não acontece, as redes sociais seguem divididas entre quem condena Isaías e quem defende que é preciso esperar as conclusões oficiais.

O apresentador Marcão, ao receber a reportagem, reforçou essa posição: “As pessoas julgarem, condenarem, apontarem o dedo, tem que tomar muito cuidado. Eu prefiro aguardar o laudo pericial para depois trazer minha opinião”. Ele lembrou que tanto Luana quanto Isaías eram muito jovens — 18 e 19 anos — e que o laudo será decisivo para definir o que realmente aconteceu naquela noite.

O caso expõe a dificuldade de lidar com tragédias que envolvem relações íntimas. De um lado, uma família devastada que perdeu uma filha jovem e busca respostas. Do outro, um rapaz que diz ter perdido o grande amor de sua vida e ainda precisa enfrentar acusações públicas graves. Entre os dois lados, a verdade factual que só a perícia pode trazer.

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Enquanto o laudo não sai, Isaías diz que pretende deixar o quarto onde tudo aconteceu. “Não tem como eu deitar na mesma cama. Não tem como passar pela mesma porta”, afirmou. Ele vive atualmente na casa de um irmão, recebendo apoio da família. A mãe de Luana e outros parentes continuam usando as redes sociais para cobrar justiça e manter viva a memória da jovem.

Casos como esse reacendem o debate sobre violência contra a mulher, mas também sobre o perigo do julgamento precipitado nas redes. Antes de qualquer conclusão, é fundamental respeitar o trabalho da Polícia Civil e do Instituto Médico Legal. A autópsia e os exames complementares podem esclarecer se o sangramento foi causado por trauma violento ou por alguma condição de saúde preexistente, como problemas cardíacos, reações inesperadas ou outras causas naturais.

Luana foi descrita por quem a conhecia como uma jovem alegre e cheia de planos. Isaías, por sua vez, aparece como um rapaz abalado, que repete que amava a namorada e que faria qualquer coisa para tê-la de volta. A única certeza, por enquanto, é a dor de duas famílias e a perda de uma vida que mal começava.

O Brasil acompanha o desenrolar do caso. Qualquer novidade sobre o laudo pericial certamente trará novos capítulos a esta triste história. Até lá, o respeito ao luto e a cautela com as palavras seguem sendo as melhores posturas. A verdade, quando chegar, deverá ser acolhida com seriedade por todos os envolvidos.