
Uma jovem rica, bonita e aparentemente com uma vida perfeita. É encontrada sem vida dentro do próprio apartamento em um bairro nobre de Belo Horizonte. No quarto, vidros de remédio espalhados, um histórico de depressão e uma cena que no início parecia explicar tudo. O caso foi tratado como uma morte provocada pela própria vítima, mas alguma coisa não fechava. Detalhes ignorados, contradições e o comportamento do namorado começaram a chamar a atenção da polícia. Três meses depois, o homem que tinha o dobro da idade dela é preso.
Segundo os investigadores, ele teria montado toda a cena para fazer parecer que Geovana decidiu tirar a própria vida. Mas o que fez a polícia mudar completamente o rumo das investigações?
Como o namorado passou de testemunha a principal suspeito? E o que revelou que Geovana, na verdade foi assassinada?
Eu sou Adriano Oliveira e este é o narrativa.
9 de fevereiro de 2026, Belo Horizonte, Minas Gerais. Presta atenção nessas imagens. Quem aparece saindo do prédio é Adalto Martins Gomes, de 45 anos. Ele deixa o apartamento da namorada Giovana Neves Santana Rocha de 22, entre 6 e 7 da manhã. Nas imagens, nada aparece fora do normal. Adalto caminha tranquilamente como alguém saindo para mais um dia comum de trabalho. Mas dentro daquele apartamento, Geovana já estava morta.
Nenhum pedido de socorro, nenhuma ligação para a polícia e nem chamada para a ambulância. E segundo a investigação, ele foi a última pessoa vista deixando o imóvel naquela manhã.
Horas depois, uma amiga chegou ao apartamento. As duas tinham um almoço marcado, mas Giovana não respondia as mensagens, não atendia as chamadas e aquilo começou a preocupá-la. Quando entrou no quarto, a amiga encontrou Geovana sobre a cama, já sem vida. Ela estava sem roupas, com marcas arrocheadas pelo corpo. O SAMU foi acionado, mas já era tarde demais. No quarto, vidros de remédios espalhados indicavam uma possível overdose de medicamentos controlados. No início, a cena parecia apontar para mais uma morte provocada pela própria vítima, mas a polícia decidiu tratar o caso com cautela. Segundo a delegada responsável pela investigação em mortes de mulheres dentro de relacionamentos, nenhuma hipótese pode ser descartada cedo demais. E foi justamente o avanço das investigações que começou a desmontar a primeira versão daquela cena.
Depoimentos de amigas e familiares, o comportamento do namorado e, principalmente, o resultado da necrópsia mudaram completamente o rumo do caso. A conclusão do laudo foi decisiva para transformar Adalto em suspeito. Além dessas questões subjetivas, desses elementos subjetivos que causavam uma estranheza, além do comportamento dele pós morte, então ele ajuizou uma ação de reconhecimento de união estável pós morte, ele mandou vários áudios paraas amigas, inclusive para uma de forma mais eh insistente, até intimidatória, para que ela o ajudasse nesse reconhecimento formal eh da união estável. E ele mandou áudios também contraditórios no sentido de que ele ela morreu nos meus braços.
como que ela teria morrido dos braços dele se não foi ele que chamou a polícia, que acionou a polícia e foi uma amiga? Aliado a isso tudo, nós tivemos o resultado definitivo do laudo de necrópsia, que constatou que houve sufocação, asfixia por sufocação direta, ou seja, houve obstrução aí externa dos orifícios respiratórios, seja por meio de um travesseiro, seja por meio das próprias mãos.
Ou seja, Geovana não morreu por overdose, ela foi asfixiada. E enquanto os investigadores aprofundavam a relação dos dois, outro detalhe começou a chamar atenção. A Dalto praticamente se instalou no apartamento logo no início do namoro. Segundo amigas da jovem, não houve um convite da parte dela, claro, para isso, mas aos poucos ele foi ocupando todos os espaços da vida de Geovana. passou a morar no apartamento, levava os filhos para lá com frequência, mudou as contas do imóvel para o próprio nome. E de acordo com pessoas próximas, Geovana começou a mudar também. Ela se afastou de amigas e familiares, mudou a maneira de se vestir, demonstrava fragilidade emocional e uma dependência psicológica cada vez maior do namorado.
Para os investigadores, os sinais indicavam uma relação de controle e havia a ida um outro ponto que ela nem imaginava. Adalto não tinha se separado da ex-mulher coisa nenhuma. Apenas dois dias após ela ser encontrada morta, ele entrou na justiça com um pedido de reconhecimento de união estável pós-me.
E, segundo a polícia, começou a pressionar as amigas da jovem para ajudarem a comprovar a relação. Mesmo depois da morte de Giovana, Adalto continuou morando no apartamento.
Familiares da estudante relataram que tinham dificuldade até para entrar no imóvel e o comportamento dele dentro do condomínio também começou a causar estranheza. Segundo porteiros do prédio, cerca de um mês após a morte da jovem, ele já estava levando outras mulheres para o apartamento. A polícia também passou a investigar uma possível motivação financeira. Giovana tinha cerca de R$ 200.000 em conta, dinheiro da venda de um imóvel herdado do pai. O apartamento onde ela morava também era patrimônio da família. Para os investigadores, vários comportamentos de Adalto começaram a indicar um possível interesse patrimonial. Eh, as contas do condomínio, as contas ele relativas ao apartamento também para o nome dele.
Então, a gente vê também um um interesse, a demonstração de um interesse patrimonial.
>> Enquanto isso, Adalto tentava sustentar a imagem de um homem abalado pela perda da companheira. Mas para a polícia, algumas atitudes não combinavam com alguém vivendo um luto genuíno. Segundo os investigadores, durante o cumprimento do mandado de prisão, ele demonstrou preocupação constante com o apartamento e os bens da vítima. o tempo todo, quando a gente eh foi efetivar a prisão, inclusive, que nos chamou atenção, que em nenhum momento ele demonstrou pesar sobre a morte da vítima, mas sempre ressaltando aí a questão de, ah, minha esposa, esse apartamento é da minha esposa, ah, o que que vocês estão fazendo aqui no apartamento? Ah, deixa a chave com meu familiar, preocupado com essa questão patrimonial. Eh, as investigações apontam que ela já tinha um dinheiro na conta anteriormente, já desde muito tempo, cerca de R$ 200.000.
R$ 1.000. A gente não sabe, né? Nós estamos analisando aí a questão do uso desse dinheiro, mas fica muito nítido essa questão do interesse com o apartamento em si, que é localizado na região da Savace, numa região nobre aí de Belo Horizonte. Ele manifestou o direito ao silêncio, então ele não quis se manifestar sobre os fatos.
>> Outro ponto que pesa contra Adalto são registros e denúncias envolvendo outras mulheres. Ele possui antecedentes relacionados à importunação sexual. além de relatos de violência psicológica contra a esposa e uma ex-companheira.
investigações ainda estão em andamento, mas pelo que a gente sabe até então, há pelo menos outras duas mulheres aí com quem ele tinha esse mesmo comportamento de violência psicológica, de controle, de manipulação. Inclusive, eh, a coletiva, ela serve também de um alerta e para que se houver outras vítimas desse investigado, para que elas nos procurem aqui no núcleo de investigação de feminicídio no departamento. Para a polícia, o caso pode ir além da morte de Giovana. E as investigações continuam para tentar responder uma pergunta central. Quem era de fato o homem que entrou na vida dela apenas 4 meses antes da morte?
É, gente, mais um caso onde a tragédia, infelizmente, vira um grande palco de teatro para o assassino. Geovana era estudiosa, cursava duas faculdades, psicologia e gestão de pessoas. Ela tinha sim um diagnóstico de autismo e um quadro depressão. Ela passou a morar sozinha apenas um ano atrás depois da morte do pai. Mesmo com todos os elementos indicando que ela podia mesmo fazer algo assim. A família e nem a polícia tomou isso como certo. Ousaram duvidar e questionar. Como disse a delegada, em mortes violentas de mulheres, nenhuma hipótese pode ser descartada cedo demais. Você concorda com isso? Qual a sua opinião sobre esse caso? Deixe aqui nos comentários.