
Em setembro de 2025, uma história de amizade traída chocou o México e ganhou repercussão mundial. Leila Monserrá Laris Beesserra, uma adolescente de 15 anos descrita por todos como uma menina doce, calma, alegre e obediente, foi assassinada de forma brutal pelas duas melhores amigas de infância. O que torna o caso ainda mais devastador é o fato de as autoras do crime terem filmado o momento da execução e enviado o vídeo anonimamente para a mãe da vítima, Carmen Angélica Beesserra, como forma de tortura psicológica. O crime ocorreu em uma pequena comunidade rural no interior de Sonora e expôs não apenas a crueldade de duas jovens, mas também falhas no sistema judiciário mexicano ao lidar com infratores menores de idade.
Leila nasceu em 6 de abril de 2010 e era filha única de Carmen, uma mulher forte que a criou sozinha com muito esforço. A relação entre mãe e filha era extremamente próxima. Leila sonhava em crescer, casar, comprar uma casinha simples e morar para sempre com a mãe, cuidando dela. Sua vida era tranquila: família, escola e brincadeiras na pequena comunidade onde todos se conheciam. Nada indicava que sua história teria um final tão trágico.
Dentro desse círculo social, duas garotas eram especialmente próximas de Leila desde a infância: Britney Michelle, de 15 anos, e Monserrá Algo, de 13 anos, que tinha o mesmo nome da vítima. As três cresceram juntas, brincando e compartilhando momentos da vida simples no interior. No entanto, nos últimos tempos, a amizade começou a se deteriorar. Ciúmes, rivalidades típicas da adolescência e disputas por atenção fizeram com que Britney e Monserrá passassem a praticar bullying constante contra Leila. O alvo principal era a cor da pele da menina. As duas a humilhavam publicamente, faziam piadas racistas nas redes sociais e a ridicularizavam pessoalmente. Carmen sabia das agressões, mas acreditava que se tratava apenas de brigas passageiras entre adolescentes e preferiu deixar que elas mesmas resolvessem.
A situação piorou progressivamente. Em determinado momento, as três pararam de se falar. Porém, pouco antes do crime, Britney e Monserrá se aproximaram novamente de Leila, dando a impressão de que a amizade havia sido reatada. Leila, inocente e confiante, ficou feliz com a reconciliação. O que ela não sabia era que aquela aproximação fazia parte de um plano frio e premeditado.
No dia 24 de setembro de 2025, um dia antes do crime, uma jovem adulta chamada Yamile, amiga de Britney, viu Leila na rua indo recarregar o celular e tirou uma foto dela, enviando para Britney com uma mensagem racista: “Olha como ela é preta”. Carmen descobriu a mensagem e confrontou as duas garotas na rua. Durante a discussão, Britney olhou nos olhos da mãe de Leila e fez uma ameaça direta: “Isso não vai acabar aqui. Mais coisas vão acontecer. Se prepare”. As palavras ficaram gravadas na mente de Carmen, mas ninguém imaginava que a ameaça se concretizaria tão rapidamente.
No dia seguinte, 25 de setembro, Leila e a mãe foram a uma festa de aniversário infantil na comunidade. Por volta das 21h30, Leila disse que estava cansada e queria voltar para casa. Carmen, ainda preocupada com a ameaça do dia anterior, pediu que a filha fosse direto para casa. Leila prometeu que sim e saiu. Cerca de 20 minutos depois, Carmen também retornou e, ao chegar, não encontrou a filha. Tentou ligar e mandar mensagens, mas não obteve resposta. Desesperada, saiu pelas ruas perguntando aos vizinhos. Em determinado momento, cruzou com Britney e Monserrá, que disseram não ter visto Leila.
A noite foi de angústia total para Carmen. No dia 26, ela registrou o desaparecimento na polícia. A comoção na pequena comunidade foi grande e buscas foram organizadas. Enquanto isso, as duas garotas observavam tudo em silêncio. Dias depois, Carmen recebeu uma mensagem anônima em seu celular. Ao abrir, deparou-se com um vídeo devastador: sua filha aparecia vendada, amarrada e sorrindo inocentemente, acreditando que receberia uma surpresa. Logo em seguida, o vídeo mostrava o momento em que Britney e Monserrá a matavam. O material foi enviado com o claro intuito de torturar a mãe.
Com o vídeo em mãos, Carmen procurou imediatamente a polícia. As imagens eram claras e permitiram identificar o local do crime: o quintal da casa de Britney, o mesmo quintal onde Leila brincava desde criança. Ao chegar ao endereço, as autoridades encontraram o corpo da adolescente enterrado, coberto com cal para acelerar a decomposição. Nos celulares e computadores das garotas, a polícia encontrou mensagens explícitas que comprovavam a premeditação: planejamento detalhado, fotos ridicularizando Leila e conversas sobre como executar o crime.
Confrontadas, Britney e Monserrá confessaram imediatamente. O motivo, segundo elas, era ciúme e inveja por causa de um menino. A reconciliação falsa serviu apenas para atrair Leila até o local. Monserrá a convenceu dizendo que tinha uma surpresa e que iria apresentá-la a um garoto. Leila, confiante, foi sem desconfiar. Britney era a mandante e principal executora, enquanto Monserrá ajudou a atrair a vítima.
O julgamento ocorreu ainda em 2025 e gerou revolta nacional. O juiz Fernando Félix condenou Britney, de 15 anos, a apenas 2 anos e 10 meses em uma instituição de reeducação juvenil. Monserrá, de 13 anos, recebeu apenas 11 meses de liberdade assistida. Além disso, a indenização por danos morais foi fixada em apenas 567 pesos mexicanos (cerca de R$ 170), valor que Carmen considerou insultante e se recusou a receber, afirmando que nenhum dinheiro devolveria a dignidade da filha.
A mãe de Leila ainda enfrentou a dor de não poder ver o corpo da filha pela última vez. Devido à cal usada para acelerar a decomposição, o caixão precisou ser lacrado. No dia que seria o aniversário de 16 anos de Leila, Carmen foi ao cemitério com um bolo pequeno para “comemorar” ao lado da filha, uma imagem que emocionou o México.
O caso de Leila Monserrá levantou debates intensos sobre bullying, racismo entre adolescentes, a capacidade de crianças e jovens cometerem atos de extrema crueldade e, principalmente, a leniência do sistema judicial mexicano com infratores menores. Muitos questionam por que crimes tão bárbaros e premeditados não recebem punições mais rigorosas, mesmo dentro da legislação que prioriza a ressocialização.
Hoje, Carmen tenta reconstruir a vida, mas carrega para sempre o vazio deixado pela filha. Em entrevistas, ela reforça a importância de os pais observarem as amizades dos filhos e intervirem quando percebem sinais de humilhação ou bullying. Leila foi morta não por um estranho, mas pelas pessoas em quem mais confiava.
E você, o que achou dessa história? Acredita que a justiça foi feita ou considera as penas absurdamente brandas para um crime tão cruel e premeditado? Já viveu ou presenciou situações de amizade tóxica ou bullying que poderiam ter escalado? Deixe seu comentário abaixo, conte sua opinião sobre o caso e compartilhe o que mais te chocou nessa tragédia. Acompanhe para mais casos criminais reais que marcaram o mundo.