
Faltavam apenas quatro dias para ela dar à luz. O quarto do bebê já estava pronto, as roupinhas organizadas, o nome escolhido. Aos 21 anos, Jennifer Zacconi acreditava que estava prestes a viver o capítulo mais bonito de sua vida. Mas naquela noite de abril de 2006, um simples encontro mudou tudo para sempre. Hoje vamos conhecer a história devastadora de Jennifer Zacconi, a jovem que sonhava em ser mãe e jamais teve essa chance. Meu nome é Lilian e este é o canal Casos Criminais.
Martellago é um município de mais de 20 mil habitantes na província de Veneza, na Itália. Composto por pequenas comunidades, a região vive de fábricas, armazéns industriais, oficinas e vinícolas. Para os jovens, as opções de lazer se resumem a bares, pizzarias e casas noturnas abertas nos fins de semana. É nesse cenário simples que vivia Jennifer Zacconi com sua família. Seu pai, Túlio, havia transferido a fábrica de doces para a Bulgária e viajava constantemente. A mãe, Ana Maria, cuidava da casa e mantinha um laço muito forte com a filha.
Na primavera de 2005, Jennifer, carinhosamente chamada de Jenny, era uma jovem de 21 anos, bonita, delicada, com um sorriso iluminado, olhos brilhantes e cabelos até os ombros. Ela seguia a moda, usava blusas justas, calças de cintura baixa e muitas pulseiras coloridas. Saía com as amigas aos sábados, frequentava bares locais onde todos se conheciam. Seu lugar favorito era o Affinity Club, onde cantavam karaokê, bebiam e dançavam ao som de música alta.
O proprietário e barman do Affinity Club era Lucio Niero, um homem de 34 anos, de porte imponente, rosto comum e camisetas largas. Apesar da aparência simples, tinha fama de mulherengo. Atrás do balcão, preparava drinks com habilidade e usava seu jeito alegre e piadista para conquistar as clientes. Há algum tempo, Lucio dava atenção especial a Jenny. Elogios, olhares sedutores, sorrisos. Ela retribuía. Para as amigas, confessava gostar da confiança, determinação e experiência dele — qualidades que os rapazes da idade dela não tinham. Lucio era casado e tinha dois filhos, mas dizia que o casamento estava ruim, quase separado. Na verdade, era um predador que explorava a ingenuidade de garotas mais jovens.
O relacionamento começou e logo se tornou público na pequena cidade. A família de Jenny ficou sabendo. A mãe, Ana Maria, inicialmente preocupada com a diferença de idade e a reputação de Lucio, acabou aceitando-o. Ele frequentava a casa, ajudava nas mudanças, almoçava com elas e demonstrava afeto. Dizia amar Jenny e pedia tempo para resolver a situação familiar. Apaixonada, Jenny acreditou cegamente. Sem precauções, ela engravidou em setembro de 2005.
Jenny ficou feliz. Achava que o bebê fortaleceria o vínculo e faria Lucio deixar a esposa. Mas ele não queria outro filho. A gravidez se tornou um pesadelo para ele. Lucio parou de visitá-la, desapareceu e começou a pressioná-la para interromper a gestação. Jenny se recusou. Queria o bebê, exigia que ele o reconhecesse e contribuísse financeiramente. Ele sumiu completamente. Para Jennifer, o abandono foi devastador. Mesmo assim, decidiu seguir em frente. Quando descobriu que era um menino, escolheu o nome Evan. Com a mãe, preparou o quarto: berço, carrinho, cadeirinha de carro e gavetas cheias de roupinhas. Ativistas pró-vida ofereceram apoio financeiro e ajuda para encontrar emprego.
No final de abril de 2006, o parto estava iminente. Faltavam poucos dias. Lucio reapareceu. Ligou insistentemente marcando um encontro para 29 de abril, um sábado à noite. A mãe de Jenny a alertou para não ir, mas ele insistiu. Jenny saiu de casa com a enorme barriga de 9 meses, R$ 30 no bolso, celular e identidade. Encontrou Lucio em um campo de esportes próximo. Entrou no carro (não era o dele) e, a princípio, tudo parecia normal. Ele sugeriu tomar sorvete em Milão. Ela aceitou.
Durante o caminho, Jenny provavelmente cobrou o reconhecimento e ajuda financeira. Lucio recusou, ficou nervoso e começou a discutir. Em vez de levá-la para casa, parou em um estacionamento deserto de um posto de gasolina entre Spinea e Maerne, um lugar que conhecia bem — dois dias antes havia levado o carro para conserto ali. Desligou os faróis, estacionou no canto mais escuro e mudou completamente de atitude. Tornou-se ameaçador.
A discussão esquentou. Lucio partiu para cima dela. Jenny, grávida e aterrorizada, tentou fugir. Abriu a porta, correu desajeitada, caiu, levantou, tropeçou novamente batendo a cabeça e as costas. Correu em direção a um campo abandonado, gritando por socorro, mas ninguém ouvia. Lucio a perseguiu, agarrou, jogou no chão, imobilizou e agrediu violentamente. Quebrou o nariz dela. Chutou a barriga repetidamente. Enquanto ela estava atordoada, arrastou-a para trás de um arbusto, rolou para dentro de um buraco e tentou estrangulá-la. Não conseguiu. Então a sufocou na lama e pulou sobre suas costas com os pés juntos até ela parar de se mexer. Enterrou a jovem ainda viva.
Em casa, a mãe de Jenny começou a se preocupar. Horas se passaram. Ana Maria recebeu uma ligação estranha de Lucio, que fingiu discar errado perguntando por Jenny. Depois veio uma mensagem de texto do celular da filha dizendo que estava bem e ia ao cassino em Nova Gorica, na Eslovênia, com uma amiga. Era absurdo: uma grávida de 9 meses, com pouco dinheiro, viajando para outro país? Ana Maria soube que algo terrível havia acontecido e acionou a polícia.
Os investigadores focaram em Lucio. Seguiram-no discretamente. Ele agia normalmente: levava os filhos à escola, trabalhava no bar. Ligava para Ana Maria fingindo preocupação e até sugeriu que Jenny poderia ter sido sequestrada por ciganos para tirar o bebê. Uma semana depois, foi preso em Milão acusado de agredir Jennifer Zacconi, uma grávida de 9 meses, com socos e chutes que fraturaram três costelas.
A reconstituição do crime revelou horrores. Lucio Niero, de 86 kg e mais de 1,80 m, espancou selvagemente uma jovem de 54 kg grávida. Enterrou-a viva. Em 2008, em julgamento abreviado, foi condenado a 30 anos de prisão. O juiz retirou a agravante de premeditação e considerou atenuantes. Em 2009, a sentença foi confirmada. Ele respondeu apenas pelo assassinato de Jennifer. A morte do pequeno Evan, que nasceria quatro dias depois, foi tratada como interrupção de gravidez — crime com pena muito menor.
A mãe de Jennifer e o avô paterno tentaram obter indenização de cerca de R$ 274 mil, mas o pedido foi negado em 2017. Segundo o tribunal, a diretiva europeia sobre vítimas de crimes violentos não se aplicava. Até hoje, a família não recebeu nada.
É justo que Lucio Niero tenha pagado apenas pela morte de Jennifer? O bebê Evan, que estava a dias de nascer, não foi considerado vítima plena? Um monstro de 34 anos destruiu duas vidas — a de uma jovem apaixonada e sonhadora e a de um inocente que nem chegou a conhecer o mundo. Jennifer Zacconi saiu de casa iludida com promessas e nunca mais voltou. Seu corpo foi encontrado dias depois, enterrado de forma brutal.
Essa história nos deixa com perguntas dolorosas: como um homem pode chutar a barriga de uma grávida e sufocá-la na lama? Como a justiça pode tratar a morte de um bebê quase nascido como algo secundário? A ingenuidade de Jenny, o abandono de Lucio e a falha do sistema deixam um gosto amargo de injustiça.
E você, o que acha? A condenação de 30 anos foi suficiente para um crime tão bárbaro? O bebê Evan deveria ser considerado vítima de homicídio? Deixe seu comentário aqui embaixo, conte o que sentiu ao conhecer essa história. Deixe seu like se essa narrativa te impactou, inscreva-se no canal e ative o sininho para não perder os próximos casos criminais reais. Publico vídeos todos os dias. Obrigada por assistir até o fim. Nos vemos no próximo vídeo.