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Mãe M@ta Abusador da Filha de 11 Anos, Corta Parte Íntima e Coloca na Boca da Vítima

Na madrugada de 11 de março de 2025, uma ligação anônima para o número 190 alertou a Polícia Militar sobre um corpo descartado em uma área de mata na rua Desembargador Braulho, no bairro Taquaril, zona leste de Belo Horizonte. Ao chegar ao local, os policiais se depararam com uma cena chocante: um corpo carbonizado, com sinais de que parte da genitália havia sido removida e colocada na boca da vítima. A investigação rapidamente identificou a autora confessa do crime: Érica Pereira da Silva Vicente, de 42 anos, mãe de uma menina de 11 anos. O caso ganhou enorme repercussão nacional por envolver abuso sexual contra criança, reação extrema da mãe e um desfecho que dividiu a sociedade mineira.

Érica vivia no Conjunto Habitacional Taquaril, um dos maiores complexos residenciais de Belo Horizonte, com mais de 26 mil moradores. O bairro, construído majoritariamente por mulheres enquanto os maridos trabalhavam, carrega uma história de força feminina e resistência. Foi nesse ambiente que Érica cresceu e criou sua filha. Everton Amário da Silva, de 47 anos, era amigo de infância de Érica. Os dois se conheciam havia décadas e mantinham um relacionamento esporádico, sem morar juntos, mas com acesso livre à casa dela.

Segundo o que Érica relatou à polícia inicialmente, ela desconfiou de algo errado e resolveu olhar o celular de Everton. Encontrou mensagens de teor sexual enviadas para a própria filha de 11 anos, algumas configuradas para desaparecer após visualização. As conversas indicavam que o abuso vinha acontecendo havia pelo menos duas semanas. Na versão contada no Tribunal do Júri, realizada em 24 de março de 2026, Érica afirmou que acordou com os gritos da filha, correu até o quarto e flagrou Everton em cima da menina, com as calças abaixadas, tentando tampar a boca dela. Foi nesse momento de forte emoção que ela agiu.

As duas versões apresentadas por Érica diferem significativamente. Na delegacia, logo após a prisão, ela disse que fingiu não ver o que acontecia, chamou Everton para a sala, ofereceu cerveja com um sedativo, manteve relação sexual com ele para facilitar o que viria depois e, quando ele adormeceu, o esfaqueou várias vezes e golpeou sua cabeça com um pedaço de madeira. Já no júri, ela negou ter dopado a vítima ou ter tido relação sexual naquela noite, afirmando que agiu por impulso ao flagrar o abuso, arrastando-o pela calça até a sala e o esfaqueando sob violenta emoção.

Após o crime, um adolescente de 17 anos entrou na história. Na versão inicial, Érica teria chamado o rapaz para ajudar a remover o corpo. No júri, ela disse que ele ouviu o barulho e entrou espontaneamente na casa. Juntos, levaram o corpo até a área de mata próxima. Foi ali que ocorreu o ato que mais chocou a opinião pública: a remoção da genitália da vítima, colocada em sua própria boca, seguida da queima do corpo. O Ministério Público sustentou que Everton ainda estava vivo nesse momento, caracterizando crueldade. A defesa e o júri rejeitaram essa tese com base na perícia.

Moradores da região viram as duas pessoas carregando o corpo e acionaram a polícia. Uma trilha de sangue levava diretamente até a casa de Érica. Quando os policiais bateram à porta, ela abriu e confessou imediatamente o crime. No dia seguinte, passou por audiência de custódia e inicialmente foi colocada em prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica, para cuidar da filha. O Ministério Público recorreu e, em maio de 2025, Érica foi presa preventivamente. A menina foi encaminhada para os cuidados de uma tia. Ela ficou 11 meses detida até o julgamento.

No Tribunal do Júri, presidido pela juíza Maria Beatriz Fonseca, o Ministério Público a acusou de homicídio qualificado (motivo torpe, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima), corrupção de menores e vilipêndio de cadáver. A defesa sustentou legítima defesa de terceiro (proteção da filha) e, alternativamente, violenta emoção. A filha de Érica prestou depoimento em plenário, momento considerado extremamente difícil para ambas. Após análise das provas, o júri, composto por quatro homens e três mulheres, absolveu Érica de todas as acusações por maioria de votos. A juíza determinou a soltura imediata.

A decisão gerou intensa repercussão. Muitos aplaudiram a absolvição, vendo em Érica uma “mãe leoa” que protegeu a filha de forma extrema. Outros criticaram o método, especialmente o ato de mutilação e queima do corpo. O Ministério Público de Minas Gerais anunciou que vai recorrer da absolvição, alegando incompatibilidade com as provas, e o caso pode ser levado a novo júri pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais. O adolescente de 17 anos que ajudou a remover o corpo nunca foi localizado e segue foragido.

Hoje, Érica e a filha recebem acompanhamento psicológico e tentam reconstruir a vida. O caso reacendeu debates sobre os limites da legítima defesa de terceiro, a proteção de crianças contra abusadores conhecidos, a lentidão da Justiça em casos de abuso sexual e o sofrimento de mães que se veem obrigadas a agir sozinhas diante da omissão do Estado.

Detalhamento do caso 11/04/2025, segundo IP, o crime teria ocorrido no Conjunto Taquaril, Região Leste de Belo Horizonte. A vítima foi identificada como Everton Amaro da Silva, 47 anos. A acusada é

O episódio também expõe a realidade dura de muitos bairros periféricos: a proximidade entre vítimas e agressores, a confiança depositada em “amigos de longa data” e a dificuldade de denunciar antes que o pior aconteça. Érica escolheu o caminho da ação direta. O júri popular entendeu que, naquele momento de desespero, ela agiu para proteger a filha. Resta agora saber se a Justiça de segunda instância manterá ou reformará essa decisão.

E você, o que acha do caso de Érica Pereira? Concorda com a absolvição ou considera que o método empregado foi excessivo? Uma mãe tem o direito de reagir de forma extrema ao flagrar o abuso da filha? Deixe seu comentário abaixo, conte sua opinião de forma respeitosa e compartilhe se já presenciou ou conheceu situações semelhantes de mães que precisaram proteger os filhos de abusadores próximos. Acompanhe para atualizações sobre o recurso do Ministério Público.