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TIAGO LEIFERT VOLTOU “DESUMILDE” E METRALHOU MILLY

O ecossistema digital brasileiro foi sacudido de maneira violenta e sem precedentes com o retorno triunfal e explosivo de Thiago Leifert às transmissões ao vivo. Afastado dos holofotes por um breve período, o ex-apresentador da TV Globo e um dos nomes mais influentes do debate esportivo contemporâneo reapareceu não apenas para retomar seu espaço, mas para declarar uma guerra aberta contra o que ele próprio definiu como um esquema orquestrado de manipulação, mentiras e jogo sujo perpetrado pela grande imprensa e por sites de fofoca. A live que marcou sua reestreia não foi um mero bate-papo casual; tratou-se de um verdadeiro acerto de contas que deixou a internet em polvorosa, expondo as entranhas de um jornalismo esportivo que, segundo ele, abandonou a busca pelos fatos em prol da criação de narrativas vazias e cancelamentos convenientes. A transmissão, que uniu seguidores do YouTube e da Twitch em uma audiência colossal, serviu como palco para Leifert desconstruir, ponto a ponto, as acusações que vinham sendo lançadas contra a sua reputação durante a sua ausência, provando que voltou muito mais incisivo, sem qualquer receio de melindrar velhos colegas de profissão ou de apontar o dedo para a hipocrisia reinante nos bastidores do entretenimento.

O estopim para essa erupção verbal pública foi uma coluna assinada pela jornalista Milly Lacombi, do portal UOL, que resgatou um texto antigo escrito por Leifert lá em 2022. Na ocasião, em um cenário político e esportivo completamente distinto, ele havia feito análises sobre a recepção de Neymar na Seleção Brasileira e a postura do público diante do craque. O grande problema, que culminou na revolta do jornalista, foi a forma ardilosa como o conteúdo foi requentado: estamparam o rosto de Thiago em uma publicação recente, dando a entender que ele estaria proferindo aquelas palavras nos dias de hoje, gerando uma enxurrada de ataques orquestrados contra a sua imagem. Durante a sua live, Leifert expôs com riqueza de detalhes o zigue-zague argumentativo da colunista, que inicialmente negou veementemente a autoria do resgate da fake news, depois titubeou e, acuada pelas evidências, acabou admitindo que o texto era dela, mas tentou se esquivar da responsabilidade jogando a culpa na poeira do tempo. Para Thiago, esse tipo de comportamento é inaceitável e revela uma falha grave de apuração, além de um corporativismo cego onde vale tudo para gerar cliques, mesmo que isso destrua a reputação alheia. Ele fez questão de ressaltar que errar uma análise faz parte da profissão, mas inventar um contexto ou endossar uma mentira deliberada para prejudicar alguém é cruzar uma linha ética que ele não está disposto a tolerar em silêncio.

A partir desse estopim, a metralhadora giratória de Thiago Leifert passou a mirar o submundo das redes sociais, com um foco especial na página Choquei e em seus administradores, cujos escândalos recentes de prisão de donos foram lembrados com muita ironia pelo comunicador. Visivelmente incomodado com as edições maliciosas e os cortes fora de contexto que tentavam a todo custo rotulá-lo como machista, o jornalista não poupou críticas à falta de rigor e à baixeza intelectual daqueles que sobrevivem da repercussão de fofocas na internet. Em um momento que arrancou risadas e gerou grande engajamento no chat, ele ironizou o fato de que o Brasil, ano após ano, não consegue resolver o problema básico de barrar celulares dentro de presídios, de onde, segundo ele, saem muitas dessas publicações difamatórias. Ele explicou didaticamente que seus detratores tentaram viralizar um vídeo onde ele criticava a expulsão da jogadora Marta em uma partida recente, comparando essa crítica de forma absolutamente absurda e desonesta com a convocação de Neymar para a Seleção. Na distorcida lógica dos criadores de conteúdo, apontar um erro técnico e prejudicial da maior estrela do futebol feminino em campo seria um ato de machismo, uma narrativa barata que Leifert fez questão de estraçalhar ao vivo, demonstrando que o jogo deles é sujo e visa unicamente atingir sua credibilidade a qualquer custo.

Desenvolvendo seu argumento sobre o futebol feminino, Leifert defendeu com veemência que tratá-lo com o mesmo rigor, exigência e cobrança aplicados ao futebol masculino é exatamente o oposto de machismo; é, na verdade, enxergar a modalidade como esporte de elite, e não como um sub-12 condescendente onde os erros são passados a pano sob a desculpa de coitadismo. Ele desafiou a patrulha da internet afirmando que, se Marta estiver apta ou não para a próxima Copa do Mundo, independentemente de sua condição física ou técnica, será o primeiro a defender a sua convocação por tudo o que ela representa para a história do esporte, escancarando a hipocrisia daqueles que tentam deturpar suas falas. O comunicador detalhou que a tática de misturar alhos com bugalhos — isto é, comparar uma expulsão disciplinar boba com uma convocação técnica — serve apenas para bagunçar o debate público e confundir a audiência, criando uma cortina de fumaça conveniente para encobrir os verdadeiros equívocos da imprensa militante. Ele relembrou episódios passados de cartões amarelos e vermelhos de jogadores como Felipe Melo e Vini Jr., questionando se o mesmo peso e a mesma medida seriam aplicados pela patrulha caso fossem eles os alvos da vez, evidenciando dois pesos e duas medidas na cobertura esportiva atual.

Em um desabafo que revelou muita franqueza e uma dose de isolamento, Thiago admitiu que retornou aos estúdios “desumilde” e sem a menor paciência para manter a compostura corporativa diante de jornalistas que faltam com a verdade. Ele revelou que deixou sua humildade guardada na Europa e que não irá mais tolerar que absurdos sejam ditos sobre o seu caráter sem uma resposta à altura, cansado de ser o alvo fácil de um sistema que opera em panelinhas. O jornalista destacou que passou horas incontáveis de sua carreira defendendo pautas extremamente importantes, como a luta antirracista de Vini Jr. ao vivo na televisão aberta, em momentos em que outros colegas de profissão tentavam relativizar os ataques sofridos pelo atleta ou colocavam a culpa na sua própria postura em campo. No entanto, essas defesas nunca ganham o mesmo destaque ou engajamento nas redes sociais justamente porque não contribuem para a caricatura de vilão que a imprensa militante e os sites de fofoca querem criar a seu respeito. Ele também pontuou seu posicionamento firme contra gritos homofóbicos e gestos obscenos nos estádios, lamentando que as suas falas sérias sejam ignoradas ou chamadas de mimimi por um lado da internet, enquanto o outro o acusa falsamente de compactuar com o preconceito.

O retrato pintado por Leifert durante a transmissão é o de um homem que se sente lutando sozinho contra um sistema articulado, onde influenciadores sem conteúdo próprio sobrevivem apenas de repercutir e distorcer as falas dos outros para inflamar a polarização nas redes. Ele fez um apelo direto e emocionado à sua comunidade, pedindo a ajuda do seu público fiel para identificar e combater essas táticas de desinformação, uma vez que ele, sozinho, não consegue dar conta de rebater todas as mentiras que são plantadas diariamente nos portais sensacionalistas. De acordo com o ex-apresentador, existe um abismo profundo entre a realidade do cidadão comum — que está preocupado com o cotidiano, abastecendo o carro ou jantando em um restaurante e sequer sabe quem é que está querendo “cancelá-lo” — e a bolha histérica do Twitter e de portais de fofoca, que tentam criar a ilusão de um caos generalizado ou de um linchamento público iminente. A live histórica funcionou como uma cortina de fumaça que foi aberta para expor a cortina de fumaça dos outros, deixando muito claro que a fase de tolerância de Thiago Leifert com as narrativas da imprensa esportiva chegou definitivamente ao fim e que o ringue está armado para os próximos capítulos dessa guerra de versões.