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18 ANOS TRANCADA EM UM GALPÃO | Caso Jayce Lee Dugard

 

**18 ANOS TRANCADA EM UM GALPÃO | Caso Jaycee Lee Dugard**

No dia 10 de junho de 1991, uma menina de 11 anos saiu de casa para pegar o ônibus escolar. Nesse momento, um carro cinza parou na frente dela e a atacou com um taser. Ela não imaginava que aquilo seria apenas o início de seu tormento. Bem-vindos a mais um vídeo do canal. Se você gosta de conteúdo assustador, bizarro e misterioso, está no lugar certo.

Temos pelo menos três vídeos longos por semana e um vídeo curto todos os dias, então tem conteúdo de sobra. Se você curte esse tipo de conteúdo, não esqueça de deixar o like, se inscrever no canal e comentar outros temas que gostaria de ver por aqui. Fontes e créditos estão sempre na descrição do vídeo.

E, pra ser sincero com vocês, o vídeo de hoje ia ser uma compilação de pessoas que desapareceram e foram encontradas anos depois. Mas eu me deparei com este caso e descobri que ele merece um vídeo só pra ele. No futuro, acho que farei um vídeo mais completo sobre isso, mas este caso merece nossa atenção, especialmente por ter se tornado um caso muito famoso.

Então, sem mais delongas, vamos à história de hoje. [música]

No dia 10 de junho de 1991, a mãe de Jaycee Lee Dugard, Terry, saiu um pouco mais cedo para o trabalho como diagramadora. Jaycee estava vestindo sua roupa favorita, um vestido rosa, e subia uma ladeira contra o fluxo do trânsito para pegar o ônibus escolar. Quando estava no meio da subida, um carro cinza se aproximou.

Ela achou que o motorista estava parando só para pedir informação, então foi tentar ajudar. Assim que o motorista baixou o vidro quando ela se aproximou, ele a eletrocutou. Outra pessoa que estava dentro do carro saiu do banco do passageiro e pegou Jaycee, que estava caída no chão por causa do choque.

Assim que ela foi colocada dentro do carro, foi despida de todas as roupas, e a única coisa que ficou com ela foi um pequeno anel de borboleta. Jaycee nasceu na Califórnia, fruto de um relacionamento entre sua mãe e seu pai biológico. Os dois se conheceram em um acampamento e tiveram um relacionamento breve.

Quando Jaycee tinha 7 anos, sua mãe se casou novamente, desta vez com um homem chamado Carl Probyn. Dessa relação, Jaycee ganhou uma irmã mais nova chamada Shayna, nascida em 1990. É importante mencionar que o pai biológico de Jaycee já não tinha mais contato com ela quando ela desapareceu, então ele nem participou das buscas e da investigação.

Os pais dela perceberam sua ausência logo após o sequestro. Isso porque o padrasto testemunhou o sequestro. Ele estava na janela quando viu o carro cinza se aproximando de Jaycee. Graças a ele, conseguimos mais informações sobre o caso e sobre quem eram os sequestradores. E agora você deve estar se perguntando: “Meu Deus, mas se ele viu o que estava acontecendo, por que não fez nada? Não foi atrás do carro?” Sim, tudo aconteceu muito rápido e o carro já havia desaparecido.

Ele reuniu todas as informações que conseguiu e ligou imediatamente para a polícia. Chegou a tentar perseguir o veículo de bicicleta, mas obviamente não conseguiu. Foi a primeira coisa que ele viu que permitiu identificar o carro. Alguns colegas de classe de Jaycee também testemunharam o que aconteceu, pois já estavam no ponto de ônibus. O padrasto conseguiu identificar o carro em que ela foi levada e também disse que foi um casal que a sequestrou.

O carro era um Mercury Monarch. Embora o padrasto não tivesse nada a ver com o sequestro, os investigadores seguiram uma linha de investigação sugerindo que ele poderia ser um dos suspeitos. Por isso, ele foi interrogado várias vezes, fez testes de polígrafo e tudo mais. Poucas horas após o desaparecimento, a mídia pegou a história e divulgou.

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Em poucos dias, dezenas de voluntários se juntaram às buscas, que praticamente esgotaram todos os recursos da comunidade. Eles haviam se mudado para essa pequena cidade acreditando que seria mais seguro. Os dias se passaram sem nenhuma notícia, que viraram semanas, que viraram meses. Muitos panfletos e cartazes foram enviados para todas as regiões dos Estados Unidos na esperança de que ela fosse encontrada.

Como a cor favorita de Jaycee era rosa, a cidade também foi coberta com laços rosa em sua homenagem e na esperança de seu retorno. A família começou a desesperar por falta de recursos para continuar as buscas. Então, eles produziram vários produtos diferentes para vender e conseguir dinheiro para manter o caso ativo.

Você sabe que, em casos de crianças desaparecidas, quanto mais tempo passa, menor fica a esperança de que a criança seja encontrada viva. Mas a família persistiu, e o desaparecimento logo se tornou um caso que durou anos. Nos anos seguintes, foram 100% eventos de arrecadação de fundos, vigílias com velas em memória do desaparecimento e conscientização sobre a segurança infantil.

Enquanto isso, Jaycee estava sofrendo muito, e vou dar um aviso de gatilho aqui porque as coisas que ela passou no cativeiro foram muito traumáticas. O casal que a sequestrou eram Phillip Garrido e sua esposa, Nancy. Mais tarde vou contar como as identidades deles foram descobertas. Assim que ela foi colocada dentro do carro, foi enrolada em um cobertor.

E como o choque foi muito forte, especialmente para uma criança, ela ficava entrando e saindo da consciência durante as 3 horas que levaram para percorrer 190 km até a propriedade de Phillip, que ficava na cidade de Antioch. Jaycee só conseguiu falar uma vez, implorando para ser solta, porque seus pais não tinham dinheiro para pagar resgate.

A principal teoria é que Nancy havia escolhido Jaycee para sequestrar como um “prêmio” para o marido. Assim que chegaram à propriedade, levaram a menina para um espaço atrás da casa onde haviam construído uma série de tendas e galpões. Ela ficou dentro de um pequeno galpão à prova de som. Foi algemada lá dentro e deixada nua.

Phillip a avisou que, se tentasse escapar, havia cachorros do lado de fora que a impediriam. Durante as primeiras semanas, a única pessoa com quem ela teve contato foi Phillip. No próprio primeiro dia, ela tomou banho com ele. Quando ele entrava no galpão para falar com ela, oferecia refeições rápidas e falava muito pouco.

Ele também fornecia um balde para ela fazer as necessidades. Depois de uma semana, ela foi abusada sexualmente pela primeira vez, ainda algemada. E assim, como você pode imaginar, os abusos se tornaram frequentes. Ele fazia isso pelo menos uma vez por semana durante os primeiros três anos de cativeiro.

Em determinado momento, Phillip decidiu oferecer uma televisão para Jaycee passar o tempo. Mas ela não tinha acesso a notícias, então não sabia se estavam procurando por ela ou não. Parecia que, com o tempo, ela ia ganhando alguns “benefícios”. Um ano e meio depois do cativeiro, ela foi transferida para um quarto um pouco maior, onde tinha uma cama.

Ele explicou que anjos demoníacos haviam permitido que ele a levasse e que ela o ajudaria com seus problemas sexuais, que a sociedade ignorava. Phillip também era viciado em metanfetamina, então havia dias em que ele entrava em um surto de drogas e forçava Jaycee a participar com ele, para fazer companhia. E ela também tinha que fazer favores sexuais.

Parecia que ele tinha algum problema de saúde mental, porque ficava forçando Jaycee a ouvir vozes que ele dizia escutar nas paredes. E também confessava e pedia desculpas a Jaycee pelo que fazia. Depois alternava isso com ameaças de que ia vendê-la para pessoas que a colocariam em uma jaula.

Voltando um pouco, sete meses após o sequestro, Phillip começou a apresentá-la para a esposa. Nancy oferecia algumas coisinhas para Jaycee e parecia estar se sentindo mal. Depois ofereceu um bicho de pelúcia, leite com chocolate, pedia desculpas. Apesar disso, ela era extremamente manipuladora. Alternava entre essa preocupação maternal e uma frieza total. Também era muito ciumenta do relacionamento de Phillip com Jaycee.

Pouco tempo depois do sequestro, ela conheceu brevemente um dos vizinhos de Phillip. O nome dele era Patrick McQuad, que também era criança na época. Os dois se viram através da cerca do quintal. Ele perguntou qual era o nome dela. Ela deu o nome verdadeiro e ele perguntou se ela morava ali ou estava só visitando. Ela disse que morava. Logo em seguida, quando Phillip percebeu que ela estava conversando com alguém, a levou de volta para dentro.

Depois ele construiu uma cerca de cerca de 2,40 m de altura. Outra forma de manipulação era que Phillip dava gatinhos de presente. Às vezes dava gatinhos para Jaycee e depois eles desapareciam misteriosamente. Ela nunca foi autorizada a ver um médico ou dentista. Também mantinha um diário de vez em quando, escrevendo sobre o dia a dia, falando dos gatinhos, e assinava com o próprio nome.

Phillip viu isso e a proibiu de falar o nome dela novamente. A situação só ficava mais triste. Houve períodos em que Jaycee foi liberada das algemas, mas continuava trancada no quarto. Em 1994, três anos após ser capturada, ela engravidou da primeira filha com apenas 13 anos.

Após o nascimento da primeira filha, Phillip a abusava sexualmente menos, mas ainda continuava. A segunda filha nasceu quando ela tinha 17 anos, em 1997. A única forma que Jaycee sabia criar os filhos era através das informações que via na televisão. Ela não teve nenhuma ajuda. Tentou fazer da melhor forma possível. Isso me lembra muito o filme *Quarto* (Room).

Por ter essas crianças, ela teve um pouco mais de acesso à casa, e tentou educá-las plantando flores no jardim. Nancy tinha muito ciúme porque Jaycee teve filhos com o marido. Para amenizar esse ciúme, Phillip tentava dizer a Jaycee que era para as crianças tratarem Nancy como mãe e Jaycee como irmã mais velha.

Com o passar dos anos, os “benefícios” aumentaram, e logo Jaycee foi autorizada a trabalhar em uma gráfica que Phillip possuía. Durante esse período, ela tinha acesso a um e-mail da empresa e também ao telefone da empresa. Muitos clientes que visitavam a gráfica diziam que ela fazia um excelente trabalho. Como ele tinha um grande espaço atrás da casa, a própria gráfica ficava lá.

Muitas pessoas viram Jaycee e conversaram com ela, mas em nenhum momento ela disse que havia sido sequestrada ou que estava sendo mantida em cativeiro. Também viam as crianças brincando no quintal. A área privada ainda incluía galpões, um deles usado como estúdio de gravação onde Phillip gravava músicas country românticas e religiosas.

Por causa do problema de drogas de Phillip, ele também tinha antecedentes criminais. A polícia visitou a casa duas vezes, mas em nenhum momento foi por suspeita de sequestro, e nunca perceberam que a menina estava lá. Enquanto isso, na investigação, surgiram algumas pistas. Por exemplo, um ano após o desaparecimento de Jaycee, uma testemunha disse ter visto ela olhando para o próprio cartaz de desaparecida e entrando em uma van amarela.

Essa van amarela foi encontrada muitos anos depois na propriedade dos Garrido. A pessoa que fez a denúncia nunca se identificou, e a polícia não seguiu essa pista. Provavelmente era uma pista falsa, pois Jaycee nunca saiu da propriedade naquele primeiro ano.

Em 2006, um dos vizinhos da família Garrido ligou para a polícia para denunciar que havia tendas no quintal com crianças morando lá, e que Phillip era psicótico e tinha vícios sexuais. Um policial conversou com ele na frente da casa por cerca de 30 minutos e foi embora. Esse detetive depois teve que pedir desculpas publicamente, porque se tivesse verificado o quintal naquela época, teria descoberto todo o esquema.

Como vocês já sabem, Jaycee foi resgatada após 18 anos em cativeiro. Mas como isso aconteceu?

No dia 24 de agosto de 2009, Phillip foi até o escritório do FBI e deixou um ensaio de quatro páginas com suas ideias sobre religião e sexualidade. Ele sugeria que havia descoberto soluções para seu passado problemático.

Qual era esse passado? O pai de Phillip já havia declarado que ele era um bom menino na infância, mas um acidente de moto mudou tudo, levando-o a se viciar fortemente em drogas, principalmente LSD. Em 1972, ele foi preso pela primeira vez por abusar sexualmente de uma menina de 14 anos depois de fornecer drogas a ela.

O caso foi arquivado porque a garota supostamente se recusou a testemunhar. No ano seguinte, ele se casou com uma garota que estudava com ele, e ela se separou alegando violência doméstica, dizendo que ele a havia sequestrado quando ela ameaçou ir embora. Em 1976, ele sequestrou outra garota, dessa vez de 25 anos, e a abusou sexualmente por horas dentro de um galpão.

Um policial notou um carro estacionado do lado de fora, foi verificar e descobriu a cena. Por causa desse caso, ele foi preso, fez testes psicológicos e foi considerado um desviado sexual e usuário crônico de drogas. Também foi avaliado por um neurologista e diagnosticado com ansiedade, depressão e transtorno de personalidade.

Foi condenado a 50 anos de prisão, e foi nessa prisão que conheceu sua futura esposa, Nancy. Nancy visitava outro preso que era seu tio, e eles se casaram em 1981 dentro da prisão. Ele foi solto em liberdade condicional em 1988. Outro erro, né? Era um cara que não deveria ter saído da prisão.

Por causa da condicional, ele usava tornozeleira eletrônica, e agentes penitenciários o visitavam com frequência. Esse era o histórico de Phillip, motivo pelo qual ele entregou aquele relatório ao FBI, alegando que havia se curado ou descoberto a causa de seus transtornos.

No mesmo dia em que foi ao FBI, ele foi para a Universidade de Berkeley com suas duas filhas (as que teve com Jaycee). Foi até uma delegacia pedir permissão para realizar um evento especial como parte de seu programa “temente a Deus”. Conversou com uma gerente de eventos chamada Lisa Campbell, que considerou seu comportamento errático e disse que as duas meninas estavam muito submissas e melancólicas.

Ela pediu que ele marcasse uma reunião para o dia seguinte e anotou o nome dele. Ela denunciou à polícia, que fez uma verificação rápida e descobriu que ele era um criminoso sexual registrado e estava em liberdade condicional por sequestro e agressão sexual.

No dia seguinte, Phillip voltou com as filhas, e a policial investigadora também foi. Ela achou que as meninas estavam muito pálidas, como se não tivessem contato com o sol, e considerou o comportamento delas estranho. Como Phillip já havia cometido várias violações da condicional, isso foi suficiente para prendê-lo.

Agentes de liberdade condicional foram enviados para a casa dele à tarde. Quando chegaram, só encontraram a mãe idosa de Nancy e a própria Nancy. Enquanto isso, enquanto Phillip era levado para a delegacia, ele disse que as meninas não eram suas filhas, mas de um parente, e que tinha permissão dos pais.

Houve muitas falhas da polícia aqui. Em vez de prender Phillip imediatamente, eles não consideraram duas violações da condicional: ele estava na Universidade de Berkeley (muito além do limite permitido) e estava proibido de ficar na presença de menores. Disseram “volte amanhã”. No dia seguinte, ele voltou com Nancy, Jaycee e as duas meninas.

Jaycee foi apresentada como “Allissa”. Os policiais separaram Phillip das duas mulheres para conversar individualmente. Quando falaram com Jaycee (ainda usando o nome Allissa), ela disse que sabia que Phillip era um criminoso sexual condenado, mas que ele era um homem mudado, uma ótima pessoa e muito bom com os filhos dela.

Esses comentários foram confirmados pelas duas crianças. Quando a polícia pediu detalhes para confirmar a identidade, Jaycee ficou muito defensiva e agitada. Disse que era uma esposa agredida de Minnesota que estava se escondendo do marido. O agente achou a história muito estranha e pediu reforço policial.

Phillip, sob muita pressão, acabou confessando o sequestro e os abusos sexuais contra Jaycee. Só então ela foi identificada como Jaycee Dugard. Ela explicou que resistiu às perguntas iniciais porque tinha muito medo de perder as filhas.

Mais tarde foi sugerido que ela apresentava sinais de Síndrome de Estocolmo. Em entrevistas posteriores, ela disse:
“**A expressão Síndrome de Estocolmo sugere que reféns enfraquecidos pelo terror e abuso desenvolvem afeto pelos seus captores. É realmente degradante minha família acreditar que eu estava apaixonada por esse captor e queria ficar com ele. Isso está tão longe da verdade que me dá vontade de vomitar. Eu me adaptei para sobreviver.**”

Tanto Nancy quanto Phillip foram presos. Um agente especial do FBI colocou Jaycee em contato telefônico com a mãe. O casamento da mãe com o padrasto havia terminado por causa do sequestro. Eles se reencontraram no dia 27 de agosto de 2009.

Quanto às filhas de Jaycee, ela fez um bom trabalho criando elas. Elas mostraram que conseguiam viver em sociedade. Apesar de terem nascido e vivido os primeiros anos em cativeiro, pareciam inteligentes, usavam roupas normais e tinham comportamentos normais, embora tivessem uma conexão muito forte com Phillip (choraram muito quando souberam que o pai havia sido preso).

Após a prisão, a polícia revistou a casa de Phillip. Como ele tinha acesso à casa do vizinho, revistaram também. Phillip, desde que foi preso, alegava que sua vida havia mudado, que havia se redimido. Dizia que nunca havia machucado as filhas: “Elas dormiram nos meus braços todas as noites desde que nasceram. Eu nunca toquei nelas.”

Ele também repetia que havia entregado aqueles documentos ao FBI e que, quando fossem publicados, causariam grande comoção. O documento se chamava “A Origem da Esquizofrenia Revelada” e falava sobre como impedir que esquizofrênicos se tornassem violentos.

Em 28 de agosto de 2009, Phillip e Nancy se declararam culpados. Em 2011, os dois receberam prisão perpétua. A própria polícia admitiu as falhas e Jaycee ganhou uma indenização do Estado por negligência.

Jaycee também escreveu o livro **“A Stolen Life”** (Uma Vida Roubada), que se tornou um best-seller. Ela disse que precisou de muita coragem para escrever o livro. Seu diário também foi revelado no julgamento, com passagens muito emocionantes, como:

“**Sinto que estou afundando. Estou com medo, quero controle sobre a minha vida. Esta era para ser a minha vida, e eu ia fazer o que amo.**”

“**Como posso dizer a ele que quero ser livre? Livre para ir e vir como eu valorizo. Livre para dizer que tenho uma família. Eu nunca o machucaria se dependesse de mim. Liberdade.**”