
Mesmo com fortunas milionárias, muitas pessoas do meio sertanejo preferem levar uma vida simples, longe de mansões, fazendas gigantescas e carros de luxo. Hoje você verá 11 cantores sertanejos milionários que vivem como pessoas comuns na vida real, e você nem imaginaria o que faria se estivesse no lugar deles.
José Lima Sobrinho, mais conhecido como Chitãozinho, especialmente por fazer parte da dupla Chitãozinho e Chororó, é um músico que está na ativa há décadas e é responsável por popularizar a música sertaneja no Brasil. Com tantos anos de sucesso, esperava-se nada menos do que uma grande fortuna acumulada. Segundo fontes, seu valor está entre 200 e 300 milhões de reais. Valor conquistado ao longo de décadas de uma carreira repleta de shows, álbuns lançados, direitos autorais e outros investimentos. Assim, o cantor conseguiu se tornar um dos mais bem-sucedidos de sua geração, com cachês atuais que variam de R$ 797.000 a R$ 1 milhão.
Mas mesmo com tanto dinheiro no banco, nem Chitãozinho nem seu irmão se sentem muito confortáveis em falar sobre seu patrimônio, porque para eles o que importa são princípios e valores. Afinal, como vêm de origens humildes e enfrentaram dificuldades na juventude e no início da carreira, eles valorizam as pequenas coisas e não gostam da ostentação de riqueza em redes sociais.
Com propriedades espalhadas pelo interior de Goiás e Minas Gerais, o cantor prefere levar a vida discretamente, fazendo música sem chamar a atenção, administrando seus negócios e sendo visto e comentado pela mídia por causa de seu trabalho, não por excessos.
Seu irmão, popularmente conhecido como Chororó, embora seu nome de batismo seja Durval de Lima, também é responsável pela popularidade da dupla, graças à sua voz distinta, que é um marco nos lares brasileiros desde a década de 1970. Estima-se que ele tenha um patrimônio líquido de aproximadamente R$ 300 milhões, assim como seu irmão. No entanto, a fortuna combinada deles como dupla sertaneja é de cerca de R$ 10 milhões. Apesar de serem extremamente confortáveis financeiramente, graças ao trabalho árduo e décadas de sucesso, ele também não se sente nada à vontade quando questionado sobre o assunto.
Em certo momento, ele até pediu ao editor de uma grande revista que não revelasse o valor total de seus bens. Isso porque a capa dizia que ele e sua família valiam 80 milhões de dólares, o que o deixou chateado. Ele provavelmente imaginou que as pessoas o veriam como alguém que ostenta sua riqueza, algo pelo qual ele e seu irmão não são conhecidos.
“Tantos anos na estrada, tantos milhões de discos vendidos, tantos milhões de dólares na minha família, eu acho. Quando eu caminhava por Campinas e via uma nota com meus 80 milhões de reais, mas naquela época era muito, o foco dos artistas era buscar suas carreiras e trabalhar nos negócios da família, bem como na pecuária, plantações de soja e eucalipto em suas respectivas propriedades.” Em outras palavras, em vez de ostentar o que têm, eles reinvestem esse dinheiro e usam o lucro para sua qualidade de vida pessoal.
Romeu Januário de Matos ganhou fama como Milionário, mas apesar do nome artístico, tudo foi irônico, pelo menos inicialmente, porque no início da carreira tanto ele quanto seu parceiro, conhecido como José Rico, passaram por grandes dificuldades, muitas vezes cantando em troca de uma refeição simples ou algumas moedas, dormindo em pensões baratas, às vezes sem nem saber o que fariam no dia seguinte. Ou seja, até que alcançaram a fama e o sucesso com suas músicas, especialmente com “Estrada da Vida”, lançada em 1977. Depois de se tornarem conhecidos, ganharam muito dinheiro.
Mas o Milionário não estava interessado em exibir nada. Muitos dizem que seu vestuário ainda é muito simples, e quando não está se apresentando, ele está trabalhando em sua propriedade. Também comentam que seu respeito e humildade para com os outros são admiráveis. Não importa se ele está lidando com um grande empresário ou com um de seus funcionários. O tratamento é o mesmo. Com o falecimento de José Rico, Milionário continuou sua carreira, mas sem qualquer tipo de luxo, vivendo de forma simples, mantendo o nome apenas por ser sua marca artística, já que na vida privada seu perfil é exatamente o oposto. Ele anda como um homem do campo comum, que prefere cuidar da terra a gastar seu tempo esbanjando dinheiro com luxos e futilidades.
Conhecido não apenas por sua música, mas também por suas novelas, Almir Sater é outro artista sertanejo que fez sucesso nos anos 80 com sua música. Sucessos como “Tocando em Frente” o tornaram famoso no país. Mas se houve algo que reforçou esse reconhecimento, foi sua aparição em novelas, cujos temas giravam em torno do trabalho no campo, como foi o caso de O Rei do Gado. “O cavalo disparou, não sei por que. Isso acontece até com um bom peão. Acho melhor você descer e puxar o animal pelas rédeas. Mas não vamos fazer isso em um ritmo muito lento. Eu prefiro. Mas eu não.” E especialmente Pantanal, em ambas as versões. As tramas retratam um artista como ele realmente é. Um homem simples do campo, apesar de ter uma fortuna estimada em milhões de reais e cobrar um cachê médio de R$ 250.000 por show.
O cantor passa a maior parte do tempo em sua fazenda no Mato Grosso do Sul, região onde nasceu e foi criado. “Almir tem ficado pela fazenda por horas. Café e chipa estavam prontos para a nossa chegada. Eu sempre gostei muito dessa coisa de fazenda, tipo acordar às 3 da manhã, ter alguém que já é da terra, sabe? Muito legal.” Lá ele possui uma casa simples e rústica, mas em uma propriedade gigantesca onde cria seu gado. “A viola que me sustentou por muito tempo. Então eles devem tudo isso à viola. Esses touros são de raça pura. São todos de raça pura, mas todos filhos de campeões.” E junto com sua esposa, ele realiza tarefas típicas de um genuíno homem do campo. Talvez por isso não seja tão difícil para ele retratar esses personagens na ficção, já que reflete exatamente o que ele vivencia em sua vida privada. Um violão, uma casa simples, sua família e uma bela vista com muito verde parece ser tudo o que ele precisa.
Considerado um dos músicos de maior sucesso no Brasil, Amado Batista nem sempre levou a vida de um empresário rico. Antes de alcançar o sucesso e lançar sua carreira nos anos 70, trabalhou como zelador e até teve uma loja de discos onde se esforçou muito para sobreviver. Mas depois de alcançar seu tão esperado estrelato na música, ele conseguiu aumentar ainda mais sua riqueza investindo no agronegócio. “Eu amo estar na fazenda, eu amo andar a cavalo, cuidar das minhas coisas, não apenas aproveitar lá, mas administrar também, sabe? Como um negócio. Como um negócio. Eu amo vivenciar aquela vida lá, mas também vejo sob uma perspectiva de negócios.“
Amado tornou-se um artista milionário, não apenas na música, mas também no campo em que escolheu investir seu dinheiro. Hoje sua fortuna é estimada em mais de 1 bilhão de reais, principalmente do agronegócio com suas fazendas e criação de gado, com estimativas indicando que Amado ganha mais de R$ 100 milhões anuais apenas com a pecuária. Apesar de possuir grandes fazendas, milhares de cabeças de gado e até uma infraestrutura luxuosa para seus negócios, o cantor não vive uma vida de ostentação. Rumores sugerem que, vindo de uma família humilde, ele sempre soube valorizar o trabalho duro. Tanto que, quando não está fazendo shows no Brasil, ele passa seu tempo trabalhando em suas fazendas e gerenciando seus negócios, reforçando o verdadeiro significado do trabalho suado, ao contrário do que alguns possam pensar.
O cantor Ralf, da dupla Chrystian & Ralf, formou outra dupla que fez sucesso no Brasil durante os anos 80, alcançando grandes números de vendas e marcos internacionais, vendendo mais de 500 mil cópias em toda a América Latina. Assim, com o sucesso que continuou a acompanhá-los nas décadas seguintes, os irmãos acabaram ganhando muito dinheiro com suas músicas e apresentações, mas nem a fama nem uma conta bancária gorda fizeram Ralf mudar seu jeito simples de ser.
Embora Ralf não divulgue o tamanho de sua fortuna ou seus cachês atuais, sabe-se que ele possui várias propriedades rurais. Mas esse é o ponto, porque ainda assim, ele não exibe carros de luxo ou mesmo joias e roupas de grife. “É saber que você tem o dinheiro para comprar uma Ferrari ou uma Lamborghini, mas não comprar. Eu não vou comprar uma Ferrari, sabe? Meu trabalho é construir um futuro seguro para você.” Pelo contrário, há relatos de quem o conhece, ou mesmo apenas o viu nas áreas que frequenta, de que o cantor se veste da maneira mais básica possível. Além disso, ele acorda cedo para supervisionar o trabalho realizado em suas terras, sempre usando botas de trabalho, jeans e uma camiseta simples. Quase um trabalhador comum. Contam também uma história de que, quando fez um show em uma cidade pequena, após a energia acabar, ele não encerrou a apresentação ali e continuou cantando a capela para todo o público como um sinal de respeito.
Rionegro, uma metade da dupla Rionegro & Solimões, forma outra das duplas de maior sucesso no gênero musical. Juntos, alcançaram o sucesso no final dos anos 80 e especialmente nos anos 90 e início dos anos 2000, com seus sucessos como “Na Sola da Bota”, entre muitas outras canções conhecidas. Apesar de seu sucesso, fama e cachês que agora são estimados em cerca de R$ 400.000 por show, Rionegro não é conhecido por viver em uma mansão ou mesmo por agir como uma estrela.
“Caso contrário, manteremos nossos pés no chão. Quando o sucesso chegou, nós não enlouquecemos, ficamos incrivelmente felizes. Não, não nos afetou emocionalmente. É lógico, sabe, é lógico que é uma avaliação das coisas acontecendo, mas não causou aquela loucura do cara ficar maluco, não. Nós já estávamos exaustos de procurar por isso.” Em Franca, cidade do interior do estado de São Paulo onde mora, quem o vê pela cidade testemunha o cantor andando sozinho, sem seguranças e de maneira simples, cumprimentando a todos e não mostrando nenhum sinal de antipatia. “Nós viemos de famílias realmente humildes. Nunca tivemos aquela escola de pensamento que queria se exibir, não. Mas sempre tivemos essa ideia de manter os pés no chão. Meus amigos de antes de eu fazer sucesso são os mesmos amigos que tenho hoje.” Rionegro também tem negócios agrícolas que geram muito dinheiro para ele o ano todo, mas ele está sempre de pé bem cedo, mantendo um olhar atento sobre tudo. Aqueles que o conhecem atestam sua simplicidade, seja em suas roupas ou na maneira como se desloca, já que o cantor prefere andar a cavalo sem precisar de carros de luxo. Com mais de 30 anos de experiência e tendo construído uma fortuna considerável, seu maior prazer ainda reside no trabalho.
Embora amplamente conhecido pela música de Almir Sater “Tocando em Frente”, foi composta por Renato Teixeira, outro grande cantor e compositor do cenário musical com mais de 50 anos de experiência, responsável por muitos sucessos cantados por outros artistas. Músicas como “Romaria” e muitas outras são composições suas. Esperava-se que ele ganhasse muito dinheiro com tanto talento. Ainda assim, o músico prefere levar uma vida simples em sua fazenda em Dourados, Mato Grosso do Sul. Embora tenha posses e investimentos que geram lucro, ele não é conhecido por extravagâncias.
Relatos dizem que ele trata todos igualmente, sempre com carinho e respeito. Há até uma história curiosa, contada por ele, de que em um momento ele jogou dinheiro pela janela do carro quando recebeu o equivalente a R$ 250.000 após uma parceria com Roberto Carlos. Ele inclusive teria ajudado o taxista que o levava até lá quando jogou o dinheiro pela janela. Como os detalhes de sua fortuna não são divulgados na mídia, não se sabe exatamente quanta riqueza ele possui. O que se sabe é que, além dos investimentos que faz a partir de suas posses, Renato também ganha muito apenas com os direitos autorais de suas canções.
Pena Branca era o nome artístico do cantor e compositor sertanejo José Ramiro Sobrinho, que, junto com seu parceiro e irmão Xavantinho, alcançou sucesso após cantar músicas simples que retratavam não apenas a vida do homem do campo, mas também a deles mesmos. A música deles era um reflexo da vida que levavam no interior de Minas Gerais, onde nasceram e foram criados. Mesmo depois de alcançar o sucesso e o reconhecimento como artistas, nada mudou para esses dois. Pena Branca continuou vivendo em uma fazenda simples, com fogão a lenha e sem qualquer tipo de luxo, porque para ele luxo era a boa vida que ele garantia na simplicidade: ter um lar no campo, seus amigos e um violão para cantar suas músicas. Ele manteve esse estilo de vida até sua morte em fevereiro de 2010, quando faleceu aos 70 anos de um ataque cardíaco. Não há números declarados para a fortuna que o artista pode ter acumulado ao longo de décadas, mas sabe-se que o lado comercial de sua carreira não era seu foco, que era a promoção da música sertaneja tradicional. Em 2001, ele recebeu reconhecimento ao ganhar o Grammy Latino de Melhor Álbum por seu trabalho “Semente Caipira”.
Com uma carreira musical que remonta aos anos 1980, Leonardo conquistou o Brasil ao lado de seu irmão Leandro como a dupla Leandro e Leonardo. Juntos, alcançaram o topo das paradas em rádios e programas de televisão da época. Era comum vê-los cantando sucessos como “Entre Tapas e Beijos”. “Pense em Mim”. No entanto, mesmo no auge de seu sucesso na década seguinte, Leandro faleceu em 1998 devido a um câncer. Embora tenha enfrentado o trauma, Leonardo seguiu carreira solo, e embora já tivesse feito uma fortuna durante seu tempo como parte da dupla, ele apenas continuou a fazê-lo quando estava sozinho.
O cantor é um dos mais conhecidos por sua simplicidade, que sempre chamou a atenção. Apesar de possuir grandes extensões de terra, como sua conhecida fazenda Talismã no interior de Goiás, rumores sugerem que o cantor ganha entre R$ 350.000 e R$ 500.000 em cachês de apresentações. Outras fontes indicam que ele ganha aproximadamente R$ 250.000 por show. Mas, de uma forma ou de outra, o fato é que Leonardo ganha bem. No entanto, apesar disso, ele é frequentemente visto usando roupas comuns. Em sua propriedade, ele passa seu tempo pescando e colhendo frutas, mostrando que nem todo o dinheiro do mundo pode mudar sua essência simples.
Outro grande nome da música sertaneja é Sérgio Reis, o cantor de “Menino da Porteira”, que se tornou nacionalmente conhecido por participar do programa Jovem Guarda nos anos 1960. Ele só se envolveu com a música sertaneja nos anos 1970, quando gravou seu primeiro álbum. A partir daí, tornou-se muito bem-sucedido. Portanto, não se poderia esperar que ele não tivesse acumulado uma grande fortuna com seus shows e outros investimentos ao longo de sua carreira. Estima-se que Sérgio Reis seja um dos artistas sertanejos mais ricos do país, com rumores apontando para um patrimônio líquido estimado em uma média de milhões de reais. Levantamentos de 2024 também indicam que seus cachês giram em torno de R$ 145.000 por show. Com tantos anos de carreira e fama, é natural que ele tenha usado sua sabedoria para aumentar sua riqueza. Mas isso não é tudo. O artista também é conhecido por sua simplicidade. Ele gosta de passar seu tempo cuidando da fazenda e, entre outras coisas, fazendo atividades do dia a dia. Como manter velhas amizades diante da fama, do sucesso e do dinheiro, demonstrando que mesmo com muita riqueza, valoriza-se a simplicidade da vida no campo e as conexões humanas.
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