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NEYMAR CHEGOU E ENCONTROU ANCELOTTI PELA 1ª VEZ! Granja Comary em CHAMAS

O helicóptero particular de Neymar cortou o céu de Teresópolis pouco antes do meio-dia e, quando tocou o gramado da Granja Comary, o Brasil inteiro prendeu a respiração. Eram 11h42 de uma terça-feira que já entrou para a história da Seleção. O maior talento brasileiro da geração pisava novamente no centro de treinamento da CBF depois de três longos anos longe da amarelinha. Mas não foi uma chegada qualquer. Foi o momento que o país esperava: Neymar Jr. finalmente encontrou cara a cara o técnico Carlo Ancelotti, o homem escolhido para devolver o Brasil ao topo do mundo.

Neymar desceu do helicóptero com o sorriso de sempre, boné virado para trás, mochila no ombro e aquele andar confiante que faz qualquer torcedor sonhar. Os jogadores que já estavam na Granja correram para recebê-lo. Abraços, tapinhas nas costas, risadas altas. Ancelotti, com seu jeito italiano elegante e sério, esperava um pouco mais atrás. Foi o primeiro contato real entre os dois. Até agora, tudo tinha sido por vídeo ou ligação. Hoje, enfim, o técnico que já ganhou tudo na Europa olhava nos olhos do craque que o Brasil tanto precisa. O momento foi rápido, mas carregado de significado. Ancelotti deu um abraço firme, trocou algumas palavras em português misturado com italiano e logo Neymar foi conduzido para as avaliações médicas obrigatórias.

Dentro da Granja, o clima era de tensão controlada. Todos os 23 convocados passaram por exames físicos e médicos antes do primeiro treino. Mas os holofotes estavam todos em cima de um homem só: Neymar. A lesão na panturrilha direita, sofrida no jogo contra o Curitiba, virou o grande drama do dia. O Santos havia informado à CBF que se tratava de “apenas um pequeno edema de 2 mm” e que o jogador estava liberado para treinar normalmente. Mas fontes próximas à Seleção revelam que o quadro pode ser mais sério. Há quem fale em lesão de grau 2 no músculo da panturrilha, o que exigiria de três a quatro semanas de recuperação. Se isso se confirmar, Neymar perderia o amistoso contra o Panamá no domingo e talvez até o jogo contra o Egito nos Estados Unidos. E o pior: poderia comprometer a estreia do Brasil na Copa do Mundo, marcada para o dia 13 de julho.

Rodrigo Lasmar, chefe do departamento médico da CBF e médico de confiança de Neymar há anos, assumiu o caso pessoalmente. Ele acompanhou as cirurgias no joelho, a lesão no dedo antes da Rússia e agora está diante de mais um desafio. A CBF preferiu não comentar nada até ter Neymar “em suas mãos”. Foi uma decisão estratégica. A entidade queria evitar polêmica antes da lista final e só agora, com o craque dentro da Granja, vai fazer seus próprios exames de imagem e avaliação funcional. Até o fim do dia teremos notícias concretas. Se o edema for realmente leve e o tratamento estiver evoluindo bem, Neymar pode até ser relacionado para o Panamá — mas com minutos muito controlados. Se houver qualquer sinal de agravamento, a ordem é clara: poupar a todo custo.

O primeiro treino da tarde foi fechado para a imprensa e para o público. Apenas aquecimento leve, sem contato físico intenso. Muitos jogadores que atuaram no fim de semana ainda sentem o corpo pesado. Lucas Paquetá jogou, Léo Pereira não. Gabriel Martinelli e Gabriel Magalhães, do Arsenal, e Marquinhos, do PSG, nem sequer passaram por Teresópolis — eles se juntam diretamente nos Estados Unidos. Ancelotti quer rodar o máximo possível de atletas no domingo para que a torcida possa se despedir dos seus ídolos em grande estilo no Maracanã. Mas o plano maior vai além do espetáculo: o técnico italiano está usando esses amistosos para testar diferentes escolas de futebol. Panamá (CONCACAF), Egito (África) e Marrocos (África do Norte) são adversários que simulam exatamente o que o Brasil vai enfrentar na fase de grupos da Copa.

Enquanto Neymar fazia os exames, a torcida que lotou os arredores da Granja se dispersou aos poucos. Muitos chegaram cedo, com bandeiras e camisas, sonhando com um autógrafo ou uma foto. Quando souberam que o treino seria fechado e que Neymar havia chegado de helicóptero direto para a área interna, a frustração deu lugar à expectativa. Nas redes sociais, o Brasil explodiu. “Neymar na Granja é diferente”, “O Rei voltou”, “Ancelotti e Neymar juntos é título garantido” eram os comentários mais repetidos. Mas junto com a euforia veio a preocupação: será que ele aguenta a carga de treinos? Será que a lesão vai atrapalhar o sonho de mais uma Copa?

Ancelotti sabe que tem apenas 14 dias úteis para transformar 23 jogadores em um time coeso. Ele passou o último ano inteiro fazendo amistosos sem Neymar. Agora o gênio está aqui e o técnico italiano quer ver na prática o que só conhecia em vídeos. O plano é claro: dar liberdade ao craque. Como Messi na Argentina, Neymar terá “a posição de Neymar”. O resto do time se adapta ao gênio. Ancelotti já declarou publicamente que vê o camisa 10 como falso 9 ou centroavante avançado, mais perto do gol, explorando o drible imprevisível e a finalização letal. Quanto menos ele precisar voltar para buscar bola, melhor.

O relógio corre. Faltam 17 dias para a estreia do Brasil na Copa. Cada minuto de tratamento, cada exame, cada decisão médica agora vale ouro. Se Neymar for liberado para treinar forte nos próximos dias, a torcida respira aliviada. Se o quadro exigir mais tempo, a CBF terá uma decisão duríssima até o dia 12 de junho, data limite para cortes na lista. Ninguém quer perder o maior talento do país logo no início do Mundial.

Enquanto isso, a Granja Comary vive um dia histórico. Neymar está de volta. Ancelotti tem seu craque em mãos. O Brasil sonha alto. Mas a lesão na panturrilha ainda paira como uma sombra. O primeiro encontro entre os dois foi emocionante. O que vem pela frente pode ser épico… ou dramático. O país inteiro está ligado na Granja Comary. E o próximo capítulo dessa novela será escrito nas próximas 48 horas.

O helicóptero já pousou. O gênio já chegou. Agora é esperar o veredicto médico e torcer para que o Rei esteja inteiro quando a bola rolar na Copa. Porque quando Neymar veste a amarelinha, o Brasil inteiro acredita em milagre. E Ancelotti sabe disso melhor que ninguém.